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Os Estados Unidos voltaram a mostrar que precisam ser observados com bastante atenção nesta Copa do Mundo. A Bósnia certamente não está entre os times mais qualificados da competição, mas o duelo entre as seleções nesta quarta-feira, em San Francisco, exigiu diferentes capacidades dos donos da casa, que mostraram alto nível em todos os cenários. O 1º tempo dominante, com repertório para achar soluções diante de um time físico e fechado deu lugar a um 2º tempo extremamente correto defensivamente, bastante desafiador após a precoce expulsão de Balogun. O atacante do Mônaco abriu caminho para a vitória por 2x0 antes do intervalo, e Tillman, o melhor em campo, deu números finais ao jogo em linda cobrança de falta. Escalações Mauricio Pochettino voltou a escalar o seu time ideal desta Copa do Mundo. Pulisic foi titular. Já Sergej Barbarez montou um 5-3-2. Muharemovic voltou de suspensão, mas Radeljic foi mantido na zaga. Gigovic entrou no meio-campo. Bajraktarevic foi para o banco. Como Estados Unidos e Bósnia iniciaram o duelo pela fase 16 avos de final da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo Apesar de ter a defesa como prioridade diante dos Estados Unidos, a Bósnia não deixou de incomodar os donos da casa nos primeiros movimentos da partida. Fez isso a sua maneira, explorando ligações diretas e levando perigo em bolas paradas aéreas. Matt Freese teve que fazer duas defesas para impedir gols de Demirovic e Alajbegovic antes dos 15 minutos. Entrar na defesa bósnia não era tarefa das mais simples. A equipe europeia era agressiva nos combates. Flutuava rapidamente o bloco defensivo de um lado a outro e tentava não recuar tanto o último defensor. Os Estados Unidos tiveram dificuldades para achar as combinações que costumam fazer para entrar nas defesas rivais, mesmo circulando a bola rapidamente e se movimentando. Pulisic fez algumas boas conduções da esquerda para dentro, se aproveitando dos movimentos de seus companheiros para tirar da frente os marcadores. Outra alternativa tentada foi o passe vertical a partir de Freeman e Tim Ream, visando explorar as infiltrações de McKennie ou Tillman. O time rondava a meta, mas acabava não conseguindo finalizar com contundência. Antonee Robinson (EUA) e Amar Dedic (BOS) em Estados Unidos x Bósnia Reuters/Darren Yamashita A Bósnia começou a ceder algumas transições aos Estados Unidos das seguintes maneiras. Perdia as disputas de primeira e segunda bola após as ligações diretas que fazia. E sucumbia quando pressionada nas poucas saídas curtas que tentava. A alta intensidade anfitriã fazia com que os europeus fossem pouco a pouco se enfraquecendo, gerando mais perigo em sua área. Balogun teve um gol bem anulado por impedimento. Fruto de uma roubada de bola no ataque. Logo depois, outra pressão fez com que Vasilj rifasse a pelota. Depois da rebatida de Tim Ream. McKennie e Tillman trocaram passes rápidos até que o alvo Balogun fosse acionado. Radeljc tentou cortar, Muharemovic não teve reação para tirar, e a bola sobrou para o atacante do Mônaco marcar. Antes do fim do 1º tempo, Balogun acertou o travessão em ótima trama que envolveu Tyler Adams e Sergiño Dest. O funcionamento americano em fase ofensiva era o mesmo da estreia na Copa. Dest e Robinson davam amplitude ao time. McKennie oferecia apoio a Dest pela meia-direita. Tillman fazia o mesmo com Robinson na meia-esquerda. Pulisic variava entre o centro e o flanco canhoto. Balogun marca para os EUA contra a Bósnia REUTERS Dzeko sentiu uma lesão antes dos dez minutos do 2º tempo. Sergej Barbarez aproveitou para fazer logo três mexidas em uma parada. Gigovic e Ivan Sunjic saíram. Mahmic, Bajraktarevic e Tahirovic entraram. Trocas que fizeram a Bósnia inegávelmente ganhar qualidade no meio-campo. O time começou a trocar mais passes, se aproximar no campo de ataque e rondar a área. Os Estados Unidos acabaram perdendo ímpeto e território. Mas não foi apenas isso. Balogun foi expulso ao pisar na panturrilha e no tornozelo de Muharemovic em disputa de bola no ataque. A partir daí o jogo virou um ataque x defesa. Percebendo a dificuldade que a sua equipe vinha tendo para transformar posse em chances, Barbarez pôs mais um centroavante na área. Tabakovic, de 1,96m, entrou no lugar de Nikola Katic. A linha de cinco na defesa foi desfeita. Kolasinac também deu lugar a Amar Memic. Amar Dedic foi para a lateral-esquerda. Balogun é expulso por falta em Estados Unidos x Bósnia MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images Os Estados Unidos reagiram muito bem ao novo cenário. Protegeram a área com competência, estiveram compactos entre os setores e buscaram segurar a bola no ataque quando possível. Contaram com a capacidade de McKennie e Tillman para se moverem por um grande pedaço do campo e gerar opções. Os dois foram fundamentais para o controle das ações. Pulisic também se desdobrou como homem mais avançado do time após a expulsão de Balogun, mesmo precisando fazer coisas distantes da sua forma de jogar. Teve um gol anulado por impedimento, mas depois comemorou a perfeita cobrança de falta de Tillman, que ampliou o placar e garantiu o direito de enfrentar a Bélgica nas oitavas de final. Com um a mais e jogadores de maior talento em relação ao time que começou jogando, a Bósnia poderia ter diminuido o placar em chutes de Mehmic e Alajbegovic da entrada da área. Mas o placar não se alterou mais até o apito final.
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