Urgente
Publicidade
Anuncie no Manchete Brasil

Sua marca em destaque nas principais noticias.

Conheca os formatos

Sem saudades: craque da Noruega foi dispensado por Ancelotti e ficou isolado no Real Madrid de Vini

Resultados de jogos, escalações, negociações de atletas e tabelas dos principais campeonatos.

Sem saudades: craque da Noruega foi dispensado por Ancelotti e ficou isolado no Real Madrid de Vini

Notícias de Bastidores e Competições

O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.

Remada para as oitavas de final! Jogadores e torcida da Noruega fazem a festa Martin Odegaard pertenceu ao Real Madrid por seis anos. O camisa 10 norueguês foi contratado em janeiro de 2015, com apenas 16 anos e cercado de enorme expectativa. Em agosto de 2021, após sucessivos empréstimos e poucas chances na equipe principal, o meia foi vendido para o Arsenal, da Inglaterra, onde se tornou campeão da Premier League neste ano. Mas o caminho foi longo para o meio-campista, chamado de "Messi nórdico" no início da carreira e apontado como um fracasso no período na Espanha. De alguma maneira, fizeram parte dessa história o treinador e alguns dos principais jogadores da seleção brasileira, que o capitão norueguês enfrenta neste domingo, às 17h, pelas oitavas de final da Copa. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google + Confira a tabela completa da Copa do Mundo O treinador Carlo Ancelotti e o meia Martin Odegaard em treino do Real Madrid em 2015 Angel Martinez/Real Madrid via Getty Images Odegaard jogou no Real Marid no mesmo período em que brasileiros como Casemiro, Vinícius Júnior, Marcelo, Rodrygo e Éder Militão. Carlo Ancelotti comandou o time de 2013 a 2015, quando o clube espanhol contratou o jovem Martin Odegaard, um desejo do presidente Florentino Pérez. Mas o prodígio norueguês não correspondeu às expectativas. E culpou o vestiário. — Houve muitos momentos difíceis tanto na primeira equipe quanto na segunda passagem. Quando você está em um nível tão alto, não é tão fácil fazer amigos. Pelo menos não quando se é jovem e vem de outro país. Às vezes pode ser difícil. Não é fácil integrar-se no núcleo do vestiário. Você fica mais solitário — disse Odegaard à época. Casemiro e Martin Odegaard deixam o campo após derrota do Real Madrid para o Deportivo Alaves, em 2020 Denis Doyle/Getty Images Ancelotti retornou ao clube merengue em julho de 2021 e permaneceu até maio de 2025, antes de assumir o comando da Seleção. Em agosto do primeiro ano, o treinador teve um papel decisivo ao abrir as portas para a saída definitiva do norueguês. Odegaard havia acabado de voltar de um empréstimo produtivo no Arsenal. Ele tinha o sonho de finalmente se firmar na capital espanhola, mas Ancelotti foi muito claro sobre a realidade que o jovem enfrentaria. Em coletiva de imprensa na época da transferência, o treinador italiano explicou o diálogo que teve com o meia. — Falei com ele sobre a concorrência. Temos oito jogadores muito bons no meio-campo e não era fácil dar espaço a todos. Ele conversou com sua família e decidiu assinar com um grande clube — disse Ancelotti, em 21 de agosto de 2021. Odegaard, capitão da Noruega Reuters Com Vini Jr. e Casemiro, titulares da seleção brasileira nesta Copa, Odegaard fez algumas poucas partidas no Real Madrid. Contra os companheiros e ainda no período de empréstimo, porém, o camisa 10 norueguês tem uma boa lembraça: pela Real Sociedad, Odegaard foi campeão da Copa do Rey em 2019/2020 e, nas quartas de final, eliminou o Real Madrid, anotando um dos gols, na vitória por 4 a 3, em pleno Santiago Bernabéu. Na Liga dos Campeões da Europa, em 2025, o Arsenal de Odegaard também eliminou o Real Madrid de Vini Jr. Odegaard e Haaland Patrick Smith - FIFA/FIFA via Getty Images "Messi nórdico" O futebol tem pressa para rotular seus craques. Aos 15 anos, Martin Odegaard era o "Messi nórdico", disputado intensamente pelos maiores clubes do planeta. Aos 20, carregava o peso injusto de ser tratado como um fracasso. Hoje, aos 27 anos, o camisa 10 é o cérebro que guia a Noruega em uma Copa do Mundo. Odegaard é o arco; Erling Haaland, a flecha nórdica. – É muito bom jogar com Odegaard. Isso só vai melhorar nos próximos anos. Nós ainda somos jovens – disse Haaland, de 25 anos, também estreante em Copas, pois a Noruega não joga o Mundial desde 1998, antes de ambos terem nascido. Martin Odegaard comemora gol em amistoso pela Noruega Cornelius Poppe/NTB via REUTERS Mas esse barco viking nem sempre navegou em águas tranquilas. A transferência de Odegaard para o Real Madrid parecia um conto de fadas e se transformou em um drama psicológico. No vestiário do time espanhol, Odegaard era um adolescente isolado pela barreira do idioma e sofreu com a indiferença de jogadores consagrados. Foi integrado ao time B, o Real Madrid Castilla, longe do brilho do Santiago Bernabéu, e passou a ser caçado em campos da terceira divisão espanhola. – Com o time B, eu não estava com eles regularmente, então não encontrei aquela conexão. No time principal, eu era apenas um garoto que ia treinar. Eu não estava envolvido nos jogos, me senti um pouco como um estranho – disse Martin Odegaard, em texto à plataforma The Players' Tribune, em fevereiro de 2023. Martin Odegaard no Real Madrid Reprodução Exílio e reconstrução Descartado da equipe espanhola, o meio-campista iniciou uma longa peregrinação. Por empréstimo, acabou longe dos grandes palcos da Europa, em clubes da Holanda, como Heerenveen e Vitesse. – Parei de jogar com a faísca que era típica do meu jogo. Eu me preocupava mais em não cometer erros do que em realmente jogar o meu jogo... Depois de anos, eu simplesmente não estava progredindo. A imprensa veio atrás de mim por não corresponder imediatamente ao alvoroço criado. Eu era um alvo fácil – contou, em 2023. Martin Odegaard treinando com Marcelo no Real Madrid Reprodução / Site Oficial A redenção veio em Londres. Sob o comando de Mikel Arteta, no Arsenal, Odegaard encontrou equilíbrio e assumiu a braçadeira de capitão. Sob a liderança dele, os Gunners conquistaram a Premier League em maio deste ano, encerrando um jejum que durava 22 anos. No Arsenal e na seleção norueguesa, ele dita o ritmo de jogo com uma postura fria, técnica e silenciosa. O estilo encantou também a seleção da Noruega. A equipe, que amargou 28 anos de ausência em Copas, encontrou o camisa 10 ideal. Justamente na mesma geração em que tem um dos maiores artilheiros do planeta: Erling Haaland, do Manchester City. – Nós falhamos em nos classificar muitas vezes, e tivemos muitos momentos difíceis como equipe. Estou na seleção desde 2014 e, durante todo esse tempo, não havíamos nos classificado para um grande torneio. Finalmente chegar lá é gigante. É um dos meus maiores sonhos. Poder ir a uma Copa do Mundo com esse grupo de jogadores é um sentimento inacreditável – disse. Odegaard levanta a taça de campeão da Premier League para o Arsenal Matthew Childs/Reuters Assim, aquele prodígio que um dia foi chamado por jornais espanhóis de “Messi nórdico”, mas quase se perdeu graças às críticas da mesma imprensa, agora, está consolidado no topo do futebol mundial. – Quando você tem 15 anos e o mundo inteiro está falando sobre você, é fácil começar a acreditar no hype – escreveu Odegaard, em 2023. – Chegar aqui é algo que nós, jogadores, sonhamos por nossas vidas inteiras (...) Nós podemos vencer qualquer um – concluiu Odegaard, em 2026. Para o técnico Stale Solbakken, ele será o termômetro da seleção na Copa: – Acho que foi muito importante na conquista da Premier League com o Arsenal. Ele é um jogador fundamental para nós e é o nosso capitão. Ele dita o ritmo do nosso jogo em muitas áreas do campo. Creio que possui o recorde de assistências da seleção norueguesa, pelo menos durante os últimos cinco anos em que trabalhei com ele. Mas também jogamos sem ele durante parte das Eliminatórias. Acredito que os jogadores ao redor dele cresceram por causa disso. Eles passaram a acreditar mais em si mesmos. – Por isso, acho que ele não precisa assumir tanta responsabilidade em determinados aspectos do jogo. Podemos economizar energia para os momentos em que realmente queremos que ele seja decisivo, porque outros jogadores evoluíram bastante durante o período em que ele esteve ausente. Sander Berge, por exemplo. Mas Martin é o nosso líder. É o nosso capitão. E é uma grande liderança tanto para a equipe quanto para o país – elogiou Solbakken. Viking Haaland! Jogadores da Noruega se vestem como vikings em ensaio de fotos

Publicidade
Anuncie no Manchete Brasil

Sua marca em destaque nas principais noticias.

Conheca os formatos

Expectativa para os Próximos Confrontos

Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.

A cobertura completa de estatísticas, bastidores de vestiário e calendários de jogos segue atualizada diariamente pela equipe de jornalismo do Manchete Brasil.

Publicidade
Anuncie no Manchete Brasil

Sua marca em destaque nas principais noticias.

Conheca os formatos
A

Ana Beatriz de Souza

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

Publicidade
Anuncie no Manchete Brasil

Sua marca em destaque nas principais noticias.

Conheca os formatos