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Prefeitura abre caminho jurídico para possível anulação de contrato com Consórcio Guaicurus

Informações oficiais atualizadas sobre os principais acontecimentos de interesse nacional.

Prefeitura abre caminho jurídico para possível anulação de contrato com Consórcio Guaicurus

Principais Fatos sob Análise

Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.

Intervenção aponta irregularidades e pressiona o Consórcio Guaicurus A Prefeitura de Campo Grande publicou, nesta quarta-feira (15), dois novos decretos que elevam o rigor da intervenção no transporte coletivo urbano. As medidas buscam investigar falhas no serviço e abrem o caminho jurídico para que o município decida entre manter ou encerrar o contrato com o Consórcio Guaicurus, vigente desde 2012. Através de dois novos decretos publicados em edição extra do Diário Oficial, a gestão municipal transformou a intervenção — iniciada em junho — em um rito legal de apuração de responsabilidades, estabelecendo simultaneamente novas diretrizes de governança e proteção aos direitos de usuários e trabalhadores do setor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Investigação pode levar ao fim do contrato O Decreto nº 16.694 oficializa um Procedimento Administrativo, que é um processo de investigação para apurar por que a intervenção foi necessária. Uma comissão formada por três servidores terá o poder de solicitar documentos, ouvir depoimentos e realizar perícias para avaliar se o serviço prestado à população é adequado. Fazem parte da comissão: O procurador do município, Edmir Fonseca Rodrigues; O diretor da  Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg), Paulo da Silva; E o diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ciro Vieira Ferreira. O objetivo da comissão é elaborar relatório conclusivo, contendo análise dos fatos, das provas produzidas, das responsabilidades eventualmente apuradas e recomendação fundamentada à autoridade. Ao final do trabalho, a prefeitura terá base legal para decidir se extingue a concessão ou se mantém o contrato atual. O Consórcio Guaicurus será notificado e terá prazo legal para apresentar sua defesa e provas. Novas regras e proteção aos usuários Além da investigação, o Decreto nº 16.695 alterou as regras de funcionamento da intervenção. A partir de agora, a equipe que administra o sistema deve priorizar a proteção dos direitos dos usuários e dos trabalhadores do setor. Os interventores também ganharam autonomia para criar normas internas de gestão e controles para garantir que o serviço siga as leis federais e municipais. A nova norma define que o salário dos interventores será pago com os recursos da própria concessão do transporte. O valor terá como base a maior remuneração paga a um executivo do Consórcio Guaicurus até o momento. Para garantir a transparência, cada membro da equipe de intervenção precisa assinar um termo assumindo responsabilidade direta e pessoal pelos valores recebidos. 30 dias após intervenção 30 dias após o início da intervenção no transporte coletivo de Campo Grande, a junta interventora divulgou um balanço preliminar apontando que o Consórcio Guaicurus acumula R$ 20,4 milhões em dívidas, entre empréstimos bancários, débitos com fornecedores, financiamentos e impostos trabalhistas. Segundo o levantamento, a maior parte do passivo é com instituições financeiras, que somam R$ 14,8 milhões. Também foram identificadas dívidas de R$ 4,2 milhões com fornecedores de combustível e peças, R$ 825 mil em parcelas de veículos atrasadas e R$ 553 mil em tributos trabalhistas, como o FGTS. A equipe informou ainda que encontrou indícios de problemas operacionais, frota envelhecida e atrasos no pagamento de tributos desde os primeiros anos da concessão. Na ocasião, a junta informou que ainda faria outros dois balanços parciais ao longo da intervenção e que o relatório final, previsto para dezembro, serviria de base para a decisão da prefeitura sobre o futuro do contrato com o Consórcio Guaicurus. Terminal de ônibus em Campo Grande Divulgação Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Análise e Perspectivas

Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.

O portal Manchete Brasil continuará monitorando as atualizações em tempo real e emitirá novos boletins informativos à medida que novos comunicados forem formalizados pelas autoridades competentes.

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Juliana Mendes

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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