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Inteligência artificial para detectar demências em seus estágios iniciais

Dicas de saúde, descobertas médicas, campanhas de vacinação e qualidade de vida.

Inteligência artificial para detectar demências em seus estágios iniciais

Saúde Coletiva e Dicas de Qualidade de Vida

Importantes orientações médicas e dados estatísticos relevantes para a saúde pública foram veiculadas recentemente, com o objetivo de conscientizar a população sobre prevenção e bem-estar.

Na última coluna de 2022, falei do ChatGPT, criado pela OpenAI, capaz de responder a todo tipo de pergunta e manter um diálogo como se fosse uma pessoa. Os pesquisadores agora querem testar se os algoritmos que estão por trás da mais nova sensação do mundo digital são capazes de ajudar os médicos a detectar a Doença de Alzheimer em suas fases iniciais. Estudo da Drexel University (EUA), publicado no fim do ano, demonstrou que o GPT-3 pode identificar pistas que indicam o começo de uma demência com 80% de acurácia, a partir do discurso espontâneo de quem interage com o equipamento de inteligência artificial. Idosa em janela: inteligência artificial é capaz de ajudar os médicos a detectar a Doença de Alzheimer iphotoklick para Pixabay Não é tarefa simples fechar um diagnóstico de Alzheimer: além do histórico da pessoa, são necessários exames físicos e neurológicos. Embora não haja cura para a doença, mapeá-la em seus primeiros estágios dá ao paciente mais opções de apoio e tratamentos paliativos. Como o declínio da linguagem é um sintoma que se manifesta na maioria dos portadores de demência, os cientistas têm buscado programas de inteligência artificial que captem problemas como o excesso de hesitações, esquecimento sobre o significado de palavras, ou erros de gramática e pronúncia. O GPT-3 é a terceira geração do GPT (Generative Pre-trained Transformer) e usa algoritmos de aprendizagem profunda, do inglês “deep learning”. Eles processam, em tempo real, uma enorme quantidade de informações da internet, com ênfase em como as palavras são usadas e a linguagem é construída. O resultado é que a interação da máquina com o ser humano se assemelha muito a uma conversa natural. Para comprovar sua teoria, os pesquisadores usaram transcrições de falas de portadores de Alzheimer compiladas pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH). O conteúdo serviu para treinar o algoritmo a distinguir o discurso de um indivíduo normal daqueles com a enfermidade. Numa segunda etapa, o desempenho do GPT-3 foi comparado com o de um teste utilizado para identificar demência, o mini-exame do estado mental (MMSE). O GPT-3 se mostrou 20% mais eficiente que o MMSE. “A análise que o GPT-3 faz da linguagem o torna um candidato promissor para reconhecer alterações sutis no discurso que podem indicar o princípio de um quadro de demência”, afirmou Felix Agbavor, principal autor da pesquisa. “Queremos alimentar o GPT-3 com uma quantidade maciça de conversas, inclusive de pacientes já diagnosticados com Alzheimer, para aprimorar sua capacidade de identificar padrões, o que nos auxiliaria em novos diagnósticos”, completou. O trabalho foi publicado no “PLOS Digital Health”.

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Prevenção e Recomendações Gerais

Recomendações médicas gerais, campanhas locais e diretrizes de higiene devem ser sempre checadas nos portais de saúde oficiais e seguidas sob a orientação de profissionais qualificados da medicina.

Nossa redação segue monitorando campanhas de conscientização e dados de saúde de interesse público para manter você sempre informado.

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Felipe Alencar

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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