Atos do Poder e Governança
Importantes decisões políticas e atos administrativos agitam os bastidores do poder nacional e trazem repercussões importantes para a governabilidade do país nas últimas horas.
Presidente Lula durante evento em Goiás Ricardo Stuckert/PR O PT definiu que destinará R$ 127 milhões da sua cota do Fundo Eleitoral à campanha do presidente Lula para tentar a reeleição em 2026. O valor equivale a 20,64% do total. Conforme divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de junho, a sigla recebeu aproximadamente R$ 615,3 milhões do Fundo, 12,4% do total destinado aos partidos. O partido chegou à definição durante reunião do Diretório Nacional em Brasília nesta sexta-feira (3). Também dividiram os valores destinados aos outros cargos que a sigla irá disputar: Câmara dos Deputados: R$ 71,9 milhões (43,06%); Governos estaduais: R$ 264,9 milhões (11,70%); Senado Federal: R$ 62 milhões (10,08%); Assembleias Legislativas: R$ 50 milhões (8,13%); Fundo de Reserva: R$ 39 milhões (6,40%). O texto da resolução garante os recursos previstos ao presidente. Nas outras categorias, afirma que os outros percentuais poderão ser alterados para garantir o cumprimento dos percentuais mínimos de candidaturas femininas, de pessoas negras e de pessoas indígenas. Fundo eleitoral 2026: confira como será distribuição dos R$ 4,9 bilhões O documento estabelece que a maior parte dos recursos vai para as candidaturas na Câmara, onde, segundo a resolução, congressistas que disputam a reeleição serão considerados “prioridades natas”. As Comissões Executivas Estaduais do partido serão responsáveis por separar os nomes em 3 grupos de prioridades. A mesma lógica vale para deputadas e deputados estaduais e distritais. Em seguida, de acordo com a resolução, o Grupo de Trabalho Nacional analisará as indicações de prioridade elaboradas pelos diretórios estaduais e distribuirá os recursos. Fundo Eleitoral O PT recebeu a segunda maior fatia do Fundo Eleitoral de 2026. A sigla aumentou sua cota: o valor é 23% superior ao recebido em 2022, quando o partido teve acesso a R$ 499,6 milhões. Neste ano, a maior parte foi para o PL (Partido Eleitoral), com R$881,6 milhões. O valor é o triplo do que a sigla havia obtido em 2022. Isso acontece por causa dos critérios de distribuição, definidos pela legislação eleitoral. A divisão segue quatro critérios: 2% distribuídos igualmente entre todas as legendas registradas; 35% conforme a votação obtida para a Câmara dos Deputados; 48% de acordo com o número de deputados federais eleitos (incluindo efeitos de fusões e incorporações); 15% conforme a representação no Senado Federal. Período de campanha Apesar de movimentos cada vez mais intensos entre os pré-candidatos, ainda estamos em período de pré-campanha. O período começa oficialmente em 16 de agosto, segundo o calendário eleitoral. A partir dessa data, a propaganda eleitoral fica liberada nas ruas e na internet. As peças podem apresentar propostas, mensagens, realizações e trajetórias dos candidatos. Pedidos de voto feitos antes disso são considerados propaganda irregular e podem levar a multas. Até 1º de outubro, é permitida a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet. Candidatos também podem fazer comícios até essa data A campanha na rua é permitida até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno. As campanhas e partidos podem distribuir adesivos e panfletos, realizar passeatas e carreatas.
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Conheca os formatosImpacto Legislativo e Social
Representantes dos órgãos reguladores e especialistas constitucionais indicam que a evolução dessas discussões pautará a pauta política dos próximos dias no Congresso Nacional.
Nossa equipe técnica segue analisando os impactos imediatos destas decisões no dia a dia da sociedade brasileira, com novas atualizações e notas adicionais publicadas conforme novas manifestações oficiais forem registradas.