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Ordem de Lula é evitar reação que dê munição a Trump e Flávio Bolsonaro na crise das tarifas

Bastidores do poder, decisões legislativas e atos do governo de interesse público.

Ordem de Lula é evitar reação que dê munição a Trump e Flávio Bolsonaro na crise das tarifas

Atos do Poder e Governança

Importantes decisões políticas e atos administrativos agitam os bastidores do poder nacional e trazem repercussões importantes para a governabilidade do país nas últimas horas.

Depois do tarifaço de 25% na semana passada, o governo aguarda para esta ou próxima semana a definição sobre novo aumento de 12,5% de tarifas. A ordem no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é buscar aumentar a lista de exceções de produtos brasileiros sujeitos às novas tarifas e retomar as negociações. Nada de radicalismo nem rompantes, porque é isso, na avaliação de assessores presidenciais, que o presidente norte-americano Donald Trump e o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, desejam. Se isso acontecer, ambos podem atacar o governo Lula de intransigente e afirmar que Lula submete os planos eleitorais aos interesses das empresas brasileiras. Brasil pode ser alvo de novo tarifaço dos EUA O Brasil vai insistir na retomada das negociações, mas avalia que, se antes a equipe do presidente dos Estados Unidos não quis de fato negociar, não será agora que eles vão mudar de posição. "Eles colocaram na mesa temas inviáveis de negociação. E eles sabiam disso. Ceder seria muito prejudicial para as empresas brasileiras, como zerar imposto de importação nos setores químicos, automotivos e de etanol", reclama um assessor presidencial. O governo Lula calcula bem sua reação às decisões de Donald Trump porque, hoje, a maioria dos brasileiros tem uma avaliação negativa do presidente dos Estados Unidos e associa o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, ao novo tarifaço. Inicialmente, a equipe de Lula falou em acionar a Lei da Reciprocidade. Isso não está descartado, mas o processo é demorado. A preferência é insistir nas negociações, buscando passar para o lado dos Estados Unidos a decisão de não retomar as conversas. Por sinal, dentro do governo ninguém acredita que algo seja acordado antes das eleições presidenciais no Brasil. Na avaliação de integrantes do governo, os últimos movimentos da equipe de Donald Trump são na linha de apoiar a eleição de Flávio Bolsonaro.
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Impacto Legislativo e Social

Representantes dos órgãos reguladores e especialistas constitucionais indicam que a evolução dessas discussões pautará a pauta política dos próximos dias no Congresso Nacional.

Nossa equipe técnica segue analisando os impactos imediatos destas decisões no dia a dia da sociedade brasileira, com novas atualizações e notas adicionais publicadas conforme novas manifestações oficiais forem registradas.

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Redação Manchete Brasil

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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