Atos do Poder e Governança
Importantes decisões políticas e atos administrativos agitam os bastidores do poder nacional e trazem repercussões importantes para a governabilidade do país nas últimas horas.
Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou nesta terça-feira (14) a estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que tem recorrido ao apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso, para reforçar sua candidatura. "Liderança você não herda, liderança você cria, você tem condições de estabelecê-la pela sua trajetória de vida", afirmou Caiado, em entrevista. Segundo o governador, um candidato à Presidência precisa demonstrar capacidade própria para enfrentar crises, sem depender do respaldo familiar. "Você não pode estar, em cada problema, em cada crise de ordem pessoal sua, indo recorrer, buscando o apoio do pai", disse. Caiado ponderou que a postura de Jair Bolsonaro é compreensível do ponto de vista pessoal, mas afirmou que esse debate desvia o foco da campanha dos temas que considera prioritários para o país. Agora no g1 Para o governador, o Brasil vive "a campanha mais importante da sua história" em meio a um cenário de pressões externas, como a ameaça de tarifas por parte dos Estados Unidos, restrições às exportações impostas pela União Europeia e novas tarifas da China. Ele destacou o potencial estratégico do país em minerais críticos, como as terras raras pesadas e o nióbio, do qual o Brasil é responsável por cerca de 90% da produção mundial, e criticou a ausência de um líder capaz de negociar esses ativos no cenário internacional. Caiado também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusa de protagonizar embates com o presidente americano Donald Trump para se projetar como defensor da soberania nacional, ao mesmo tempo em que, segundo o governador, o governo federal "já entregou tudo para o Comando Vermelho e para o PCC". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na avaliação de Caiado, tanto o presidente quanto seus adversários estariam explorando o confronto político em benefício de suas próprias campanhas, em vez de debater questões como saúde, educação e o avanço da inteligência artificial. O governador citou ainda dados sobre a Bahia, estado de maior votação de Lula, onde, segundo ele, 500 mil famílias ainda não têm banheiro em casa, apesar de o presidente estar há duas décadas no poder prometendo o fim da pobreza. "São essas coisas que eu fico pensando: vai discutir se ele pode falar com o pai, se pode ler a carta, e não se discute um tema de relevância. O que isso interfere para o cidadão que está na fila do ônibus às 4 da manhã, que teve o celular assaltado, que vê o filho no narcotráfico, que tá vendo a criminalidade expandir?", questionou. Questionado sobre qual adversário prefere enfrentar num eventual segundo turno, Caiado afirmou que a disputa será com Lula, não por preferência, mas pela avaliação de que o PT, ao longo de cinco eleições vencidas, trouxe "um prejuízo enorme para o futuro do Brasil". Ele comparou o desempenho econômico do país ao de outras nações que partiam de uma fatia menor da economia mundial e hoje têm renda e qualidade de vida superiores. Caiado também criticou o hábito de atribuir a responsabilidade por resultados de governo ao Congresso ou ao Supremo Tribunal Federal.
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Representantes dos órgãos reguladores e especialistas constitucionais indicam que a evolução dessas discussões pautará a pauta política dos próximos dias no Congresso Nacional.
Nossa equipe técnica segue analisando os impactos imediatos destas decisões no dia a dia da sociedade brasileira, com novas atualizações e notas adicionais publicadas conforme novas manifestações oficiais forem registradas.