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Irã diz que ataques dos EUA interromperam reabertura do Estreito de Ormuz

Fatos internacionais, diplomacia, conflitos e acontecimentos globais de grande impacto.

Irã diz que ataques dos EUA interromperam reabertura do Estreito de Ormuz

Cenário Internacional e Diplomacia

O cenário geopolítico global apresenta novos desdobramentos importantes que movimentam a diplomacia, relações comerciais e acordos multilaterais entre nações nas últimas horas.

EUA e Irã trocam ataques pela segunda noite seguida A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira (9) que os bombardeios dos EUA ao país interromperam a reabertura gradual do Estreito de Ormuz. Os EUA e Irã trocaram ataques pelo segundo dia seguido durante a noite de ontem e madrugada desta quinta (9). A Guarda Revolucionária acrescentou ainda que a capacidade de trânsito sob a supervisão do Irã se recuperou para cerca de 50% dos níveis anteriores à guerra nas últimas duas semanas e que estava sendo ampliada, mas somente para embarcações autorizadas pelas autoridades iranianas. A Marina ainda alertou que qualquer nova ação dos EUA provocaria uma "resposta esmagadora". AO VIVO: Acompanhe em TEMPO REAL as notícias sobre a guerra no Irã 💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. 170 alvos atingidos em dois dias As forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã na noite quarta-feira (8), com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado emitido pelas forças americanas, a ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. A ofensiva desta quarta-feira dá continuidade a uma onda de ataques realizada na noite anterior. Na terça-feira (7), as forças do Centcom já haviam bombardeado aproximadamente 80 alvos militares no Irã, incluindo mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. EUA atacam cerca de 90 alvos militares iranianos Segundo a mídia estatal iraniana, oito soldados pertencentes à Força Aérea e à Marinha morreram durante esses bombardeios de terça nas cidades de Bandar Abbas e Bushehr. De acordo com o governo americano, a retaliação inicial foi uma resposta direta à violação de um acordo de cessar-fogo por parte do Irã, após o país ter atacado três embarcações comerciais que navegavam por Ormuz. Também na quarta, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atacar outras bases militares americanas na região após ter assumido ataques no Bahrein e Kuwait. A popa danificada de um navio graneleiro operado pela empresa sul-coreana HMM, após ser atingido por dois objetos não identificados em Ormuz, em maio de 2026 Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul/Divulgação via REUTERS Trump decreta fim de acordo e promete novos ataques A escalada militar ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (8) com as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante uma coletiva de imprensa em Ancara, na Turquia, ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, antes de uma cúpula da aliança, Trump afirmou que o acordo de paz com Teerã "acabou". "Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (...) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", declarou o presidente americano. Trump diz que cessar-fogo com o Irã acabou Pouco depois, antes de uma reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, Trump diminuiu levemente o tom e disse não ter "certeza se o acordo vai se manter", mas condenou o fato de o Irã ter afundado 28 embarcações na terça-feira (7) e sinalizou que a ofensiva vai continuar. "Vou dar um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite", declarou a repórteres, acrescentando: "Se for preciso, cortaremos o sistema de energia elétrica e as estações de tratamento de água, mas não queremos isso". Irã ameaça fechar o Estreito de Ormuz Em resposta direta às ameaças, o Irã fechará o Estreito de Ormuz caso ocorram novos ataques contra o país nesta quarta-feira, segundo a emissora iraniana Press TV. A informação partiu de uma fonte de segurança que falou sob condição de anonimato. Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã, em 3 de junho de 2026 REUTERS/Stringer A fonte também afirmou que Teerã atacará alvos "inimigos" numa proporção de pelo menos dois para um caso as promessas de Trump na Otan se concretizem. A via marítima havia sido reaberta justamente com o acordo do mês passado. Ainda na quarta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã divulgou uma nota em que assume ataque a bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e Bahrein. A força armada do país também ameaçou expandir os ataques para outras bases americanas na região caso os EUA voltem a atacar. A nota detalhou que a investida retaliatória mirou especificamente as instalações em Arifjan e Ali al-Salem, no Kuwait, e Jufayr e Sheikh Isa, no Bahrein. Na terça, a mídia estatal iraniana havia reconhecido explosões nas regiões de Bandar Abbas, Qeshm e Sirik. Durante a noite, sirenes e sistemas de defesa aérea foram acionadas nos países parceiros dos americanos. EUA atacam cerca de 90 alvos militares iranianos Reprodução

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Impactos e Relações Globais

Analistas internacionais continuam acompanhando as repercussões e os impactos econômicos de curto prazo que esses acordos e negociações trarão para as balanças comerciais mundiais.

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Juliana Mendes

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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