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Após nova ameaça de Trump, chanceler do Irã diz que o país vai responder com ações firmes

Fatos internacionais, diplomacia, conflitos e acontecimentos globais de grande impacto.

Após nova ameaça de Trump, chanceler do Irã diz que o país vai responder com ações firmes

Cenário Internacional e Diplomacia

O cenário geopolítico global apresenta novos desdobramentos importantes que movimentam a diplomacia, relações comerciais e acordos multilaterais entre nações nas últimas horas.

Trump fala em 'grande ataque' contra o Irã O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu nesta quarta-feira (8) às novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, direcionadas ao país. O chancelar alertou em um post no X que o Irã responderá com ações firmes. "Dirigir-se à civilizada e corajosa nação do Irã com linguagem ofensiva não diminui sua grandeza. Os iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e sólidos valores morais. Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com ações: com coragem e grande bravura". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mais cedo, Trump anunciou que deve fazer um "grande ataque" contra o Irã na noite desta quarta. A declaração foi dada pouco antes de uma reunião na cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), na Turquia. "Vou dar um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite", declarou a repórteres. "Se for preciso, cortaremos o sistema de energia elétrica e as estações de tratamento de água, mas não queremos isso", acrescentou. Ao longo da manhã, Trump deu declarações contraditórias sobre o conflito: chegou a afirmar que o acordo de paz firmado com Teerã havia "acabado" e que não queria mais diálogo. Pouco depois, no entanto, o republicano diminuiu o tom e disse não ter "certeza se o acordo vai se manter". O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi REUTERS/Mohammed Salem Estreito de Ormuz ameaçado O Irã fechará o Estreito de Ormuz caso ocorram novos ataques contra o país nesta quarta-feira (8), segundo a emissora iraniana Press TV. A informação, de acordo com a TV, é de uma fonte de segurança que falou de forma anônima e também afirmou que Teerã atacará alvos "inimigos" numa proporção de pelo menos dois para um, caso as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Otan, se concretizem. O Estreito de Ormuz, uma rota marítima importante por onde passam 20% de todas as exportações de petróleo mundiais, foi reaberto após a assinatura de uma minuta de entendimento entre o Irã e os EUA, no mês passado. Ilha de Kharg Trump também revelou nesta quarta que a Ilha de Kharg, que concentra cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo, foi um dos alvos atingidos pelos ataques norte-americanos de terça (7). O republicano, no entanto, ordenou que reservatórios de petróleo não fossem atingidos. "Atacamos a ilha de Kharg ontem, e eu falei: 'Não encostem no petróleo', porque talvez tomemos a ilha e não há nada que eles possam fazer sobre isso", declarou. EUA e Irã estão oficialmente em meio a um cessar-fogo após assinarem, em junho, um acordo de paz preliminar. No entanto, voltaram a trocar ataques (leia mais abaixo). Ilha de Kharg Editoria de Arte/g1 Nova troca de ataques Na noite desta terça, o Comando Central dos EUA lançou uma ofensiva contra o Irã em resposta a ataques contra navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã afirmou que os ataques dos EUA são uma "clara violação" ao acordo de paz e lançou ataques retaliatórios contra bases norte-americanas no Bahrein e no Kuwait na madrugada desta quarta. Ambos os países árabes atingidos abrigam bases militares de Washington: o Bahrein é a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait serve de quartel-general para as forças do Exército americano na região. Os dois governos acionaram alertas de mísseis para a população no início da manhã. Trump fala na cúpula da Otan Reuters/Umit Bektas LEIA TAMBÉM: Petroleiros atacados e reação dos EUA com bombardeio: por que guerra voltou a esquentar no Estreito de Ormuz Trump posta VÍDEO de bombardeio no Irã F-35: por que caça norte-americano virou motivo de disputa entre Turquia, Israel e EUA

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Impactos e Relações Globais

Analistas internacionais continuam acompanhando as repercussões e os impactos econômicos de curto prazo que esses acordos e negociações trarão para as balanças comerciais mundiais.

O Manchete Brasil segue fazendo a cobertura completa e traduzida dos principais eventos de geopolítica mundial ao longo do dia.

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Juliana Mendes

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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