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Botafogo-SP perde para o CRB e se aproxima da zona de rebaixamento O técnico Cláudio Tencati lamentou a derrota do Botafogo-SP por 1 a 0 para o CRB, na noite dessa terça-feira, em Ribeirão Preto (SP), mas avaliou que o resultado passou, principalmente, pela falta de eficiência ofensiva do Pantera. Segundo o treinador, a equipe produziu volume suficiente para evitar o revés, porém voltou a pecar nas conclusões. Depois de um primeiro tempo abaixo, em que sofreu o gol de Dadá Belmonte aos 16 minutos, o Bota cresceu na etapa final, pressionou o adversário e obrigou o goleiro Vitor Caetano a fazer boas defesas. Ainda assim, não conseguiu evitar a derrota. Botafogo-SP perdeu para o CRB em casa pela Série B João Victor Menezes de Souza/Agência Botafogo Na análise de Tencati, o CRB mudou a postura em relação às últimas partidas, abriu o placar cedo e passou a defender a vantagem. – Não há dúvida que a gente tem que ressaltar a postura do CRB, bem diferente do que vinha fazendo em outros jogos. Se defendeu mais em linha baixa. Encontrou o gol no primeiro tempo e se defendeu, se defendeu, se defendeu. Prova disso é que são 60% de posse de bola do Botafogo. Nós tivemos 19 finalizações, 15 dentro da grande área, com seis bolas no gol, no alvo. Foram 11 escanteios, seis faltas laterais, duas faltas frontais. E por que eu estou colocando número? O time gerou volume. Agora a precisão é o que a gente precisa trabalhar. A gente precisa evoluir nesse quesito - comentou Tencati, que resumiu o resultado pela capacidade de aproveitamento do rival. – O CRB foi o franco atirador. Aí é aquela média do aproveitamento. E o futebol é aproveitamento, e a gente reconhece isso. No aproveitamento, o CRB foi melhor, por isso que ganhou o jogo. E a gente não teve o aproveitamento necessário. Para o técnico, a dificuldade em transformar a pressão em gol aumentou a ansiedade da equipe ao longo da partida, fator que contribuiu para a queda de rendimento nas tomadas de decisões. – O tempo vai passando, a ansiedade vai batendo, os erros vão acontecendo e nós temos que ser uma equipe mais precisa nesse momento, na adversidade. Botafogo-SP teve volume, mas não criou grandes chances contra CRB João Victor Menezes de Souza/Agência Botafogo A derrota encerrou a sequência de duas vitórias do Bota na Série B e deixou o time na 16ª colocação, com 16 pontos, apenas um acima da zona de rebaixamento. O próximo compromisso será justamente contra um concorrente direto: o Avaí, primeiro time dentro do Z-4, com 15 pontos. As equipes se enfrentam na segunda-feira, às 19h, em Ribeirão Preto. Confira mais análises de Cláudio Tencati sobre a partida: Manuntenção de três zagueiros - A gente fez uma proposta de manutenção de equipe, salvo tirando um atacante e colocando o Morelli. Nós já sabemos que a equipe do CRB é a que mais finaliza na competição. Tem o ataque mais positivo da competição, só que tem uma das defesas mais vazadas. Finaliza muito, cria muito, é a equipe que era líder de assistência para gol. Então, nós sabíamos quem que a gente ia enfrentar, uma equipe extremamente perigosa. Então, por isso que a gente teve a ideia de manter a linha de cinco, os três zagueiros, proteger mais a profundidade, ter um time mais compacto. Tínhamos esse pensamento. Eu acredito que em grande parte do jogo, a gente sofreu pouco. A gente conseguiu ajustar pressão de marcação, mas cedemos por três ou quatro momentos ali, campo para o CRB progredir e avançar, em uma dessas, ele inverte uma bola do lado direito para esquerda nossa, e a gente toma uma entrada. E aí tomamos um gol. Cláudio Tencati, técnico do Botafogo-SP Reprodução/TV Botafogo Troca de formação no intervalo - A gente entendeu que chegou naquele momento do intervalo, não funcionava mais a proposta para aquela situação de três zagueiros, então tinha que desmontar. Também não tinha necessidade mais de ter um terceiro homem ali [no meio], ou um volante mais fixo, precisava de um cara de criação. Optamos pela saída do Yuri, até pelo amadurecimento do Morelli, que também é o artilheiro da equipe. Poderia pintar gol para ele, então, a nossa ideia era fixar ele mais perto do Gava, e ter o Felipe Vieira (lateral) pelo corredor esquerdo para abastecer mais junto com o Brey e as trocas ali. E aí a gente trazia o Kelvin e o Nem por dentro para flutuar no meio espaço. Alguns momentos isso funcionou, outros, não. + Confira mais notícias do esporte na região de Ribeirão
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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