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México passa por cima do Equador em atuação coletiva impecável

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México passa por cima do Equador em atuação coletiva impecável

Notícias de Bastidores e Competições

O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.

Quem segurou o sono até mais tarde para ver o último jogo desta terça-feira, acompanhou uma das melhores atuações coletivas desta Copa do Mundo. O México não tomou conhecimento do Equador, que acabou eliminado da competição com a derrota por 2x0. O 1º tempo dos donos da casa foi avassalador. Quiñónes e Jiménez foram os artilheiros, mas é impossível não citar Gilberto Mora. Com apenas 17 anos, o mexicano se transformou no segundo mais novo da história a disputar um jogo eliminatório de Copa do Mundo. Só atrás de Pelé. E foi um dos principais nomes da encantadora atuação anfitriã. O Equador não chegou nem perto do time concentrado e organizado defensivamente de grande parte do ciclo. Poderia ter sofrido uma derrota muito pior. Escalações Javier Aguirre deu a titularidade da meia-direita para o jovem Gilberto Mora. Brian Gutiérrez foi sacado. O restante do time foi a mesma base que atuou na fase de grupos. Já Sebastián Beccacece repetiu a equipe que iniciou a vitória sobre a Alemanha. Como México e Equador iniciaram o duelo pela fase 16 avos de final da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O Jogo Diante de um Estádio Azteca vibrante e entupido de gente, o México fez um início de partida avassalador. Pôs em prática coisas interessantes para iludir a marcação do Equador. A começar pela agressividade e a velocidade para circular a bola, passando pelas trocas coordenadas de posição entre Alvarado e Gilberto Mora pela direita, até a coragem para encarar as pressões altas rivais. Hincapié não sabia se perseguia Alvarado, que flutuava da direita para o meio, chegava a voltar no campo de defesa. Não fazia nem uma coisa e nem outra, e deixava a lacuna que Gilberto Mora ou Jorge Sanchez se projetavam. Pacho e Angulo também demoraram para entender o que deveriam fazer. Ao ganhar vantagens pela direita e encaixar combinações, as jogadas eram logo definidas. Em menos de dez minutos os donos da casa já somavam três chegadas perigosas com Mora, Luis Romo e Jiménez. O Equador buscava subir a marcação de forma individualizada, mas era superado por um time confiante e com repertório para fazer isso de diferentes formas. Uma das soluções era o passe longo para Raúl Jiménez, que vencia os duelos contra Ordóñez e acionava os companheiros. Outra era a aproximação com trocas de passes rápidos e movimentos treinados para gerar as opções e desmontar a estratégia equatoriana. O primeiro gol foi uma pintura e marcado dessa maneira. Bola de pé em pé, até o passe de Alvarado para Quiñónes mandar no ângulo de Galindez. Raul Jimenez Comemora seu gol em Mexico x Equador REUTERS As pressões pós-perda também eram muito intensas e faziam com que o Equador não tivesse como arrefecer o ritmo dos locais. Tanto que Ordóñez errou feio ao ser pressionado, e depois viu Jiménez tabelar com Quiñónes antes de marcar outro belo tento para os mexicanos. A forma como toda a equipe comemorou o segundo gol deu o tom do espírito de imposição para esse jogo. A marcação no campo de ataque foi mais uma premissa de domínio que o México usou nos primeiros 30 minutos. O Equador acabou fazendo algumas ligações diretas que foram prontamente rebatidas pelos anfitriões, e aí mais um ataque rápido era produzido. Apenas uma jogada individual de Plata interrompeu esse ''apavoro mexicano''. Yeboah quase marcou ao bater forte da entrada da área. O ponta-direita do Veneza(ITA) foi um caminho interessante para sair um pouco do sufoco. Ele era basicamente o único a igualar o nível de intensidade do México. Quase fez um golaço em grande jogada pela direita. Rangel impediu com uma linda defesa. Angulo deu algum sinal de vida na sequência, mas era engolido por Jorge Sanchez. Chamou muito a atenção a forma como Gilberto Mora se comportou. Aos 17 anos, parecia jogar em um aula de educação física com os amigos no colégio. Solto, ousado, inteligente, técnico e agressivo. Por pouco não marcou. Erik Lira e Luis Romo completaram uma trinca de meio de funcionamento perfeito antes do intervalo. Mexico x Equador REUTERS Beccacece sacou Alan Franco e Ordóñez, que tiveram atuações pavorosas e não voltaram para o 2º tempo. Preciado entrou na lateral-direita e Medina na lateral-esquerda. Hincapíé foi formar dupla de zaga com Pacho. O México recuou para atrair o Equador e tentar ampliar o placar nos contragolpes. Quase conseguiu com Alvarado, antes do primeiro minuto. Os equatorianos passaram a ter mais a bola, mas a circulação era lenta, sem capacidade de furar uma defesa que ainda não foi vazada neste Mundial. Como de costume, o incansável Alvarado voltava pelo lado direito até formar uma linha de cinco atrás. Javier Aguirre sacou Gilberto Mora, provavelmente para preservar fisicamente o jovem, e colocou Brian Gutiérrez, antigo dono da posição. No Equador, Enner Valência deixou o campo antes dos 15 minutos para a entrada de Kevin Rodriguez. Mais uma péssima atuação do ex-atacante do Internacional. Impecáveis protegendo a área e acrescentando na saída de bola com coragem e qualidade, Montes e Vásquez chegaram perto de marcar ao cabecear escanteios cobrados por Alvarado. Galíndez fez grande defesa em uma delas. Erik Lira (MEX) e Enner Valencia (EQU) em México x Equador REUTERS/Henry Romero O Equador só foi assustar de verdade perto dos 30 minutos. Kevin Rodriguez perdeu boa chance ao receber um lançamento primoroso de Caicedo nas costas da zaga. Santiago Giménez, Obed Vargas, Reyes e Pineda foram os outros quatro suplentes utilizados por Aguirre. Raúl Jiménez, Luis Romo, Alvarado e Quiñónes descansaram antes do fim do jogo. No time sul-americano, Beccacece ainda utilizou Kendry Páez e Jordy Caicedo. Yeboah e Nilson Angulo deixaram o campo. O Equador pressionou com muitas bolas cruzadas na reta final da partida, mas não conseguiu fializar com perigo em nenhuma ocasião. Moisés Caicedo foi o único a subir realmente de produção após o intervalo. Dentro dos nove minutos de acréscimo Pineda finalizou com muito perigo uma boa trama com Erik Lira pela esquerda. Logo depois, Hincapié foi expulso ao botar a mão na frente da boca em uma discussão com Santiago Giménez. A festa no Azteca foi linda e celebrou a chegada mexicana nas oitavas de final.

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Felipe Alencar

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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