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O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.
Advogado de Lamacchia explica valores da venda da SAF do Vasco: "Dois a três bilhões" O advogado André Sica é o representante de Marcos Lamacchia na operação de compra da SAF do Vasco . Antes, participou de operações similares no Cruzeiro, no Bahia, no Coritiba e no Bragantino. Ele lidera a negociação pelo empresário paulista e construiu o acordo de investimentos com o Vasco. Nesta semana, Sica apresentou o acordo de investimentos na Justiça, em processo de recuperação judicial do Vasco. Ao ge, ele comenta em que estágio está a venda da SAF, a necessária resolução do caso com a 777 e faz defesa do cliente das acusações de conflito de interesses - o Flamengo provocou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), que também pediu informações ao Vasco. + Acordo de investimentos soma R$ 3,1 bilhões na SAF do Vasco; entenda a conta item a item André Sica liderou a construção do acordo de investimentos com o Vasco Reprodução Confira a entrevista com André Sica: + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Vasco no WhatsApp Qual tamanho real da operação entre Lamacchia e Vasco? — O primeiro pilar dessa operação, antes de mais nada, é a dívida da Recuperação Judicial. É uma dívida bilionária, que está em R$ 1.3 bilhão. Mediante negociação ela cai para cerca de R$ 800 milhões. A dívida fiscal são outros R$ 300 milhões, então a gente está falando de quase R$ 1.1 bilhão em dívidas que precisam ser pagas. — A operação faz efetivamente o repasse de valores para pagamento dessas dívidas. É o ponto básico. A gente está chamando isso até de dívidas concursais, extraconcursais e dívidas até de longo prazo, porque elas foram alongadas através da RJ. + Vasco intensifica busca por zagueiro e sonda ao menos quatro jogadores para a posição Pedrinho, presidente do Vasco, espera concluir a venda da SAF Reprodução + Análise: estreia de Pedro Emanuel expõe velhos problemas e dura realidade do Vasco no Brasileiro — Depois disso, você tem a dívida de curto prazo, que é o fluxo de caixa. Hoje existe um fluxo de caixa dentro do Vasco desencontrado entre receita e despesa de mais de R$ 300 milhões de prejuízo. Hoje o Vasco gasta cerca de R$ 800 milhões e ele arrecada cerca de R$ 500 milhões, ou seja, existe um descasamento entre o que arrecadam e o que gastam. O segundo compromisso do investidor é fazer o suporte necessário para que, tanto receita quanto despesa, se equalizem. — "Mas, se eu fizer uma boa gestão, diminuir despesas e aumentar as receitas?" Pelo acordo que foi feito, não posso baixar as despesas. Por exemplo, despesas com o futebol, elas têm que seguir o patamar mínimo do que é gasto hoje. Eu tenho que equalizar as receitas ou fazer o aporte. Ou seja, estou garantindo, pelo menos em cinco anos, que vou equalizar isso. Garantindo mais R$ 1,5 bilhão. Sica diz que 777 e acusações de conflito de interesses não são preocupações Mas esse R$ 1,5 bilhão é dinheiro novo ou gerado pelo caixa do Vasco? — É óbvio que é dinheiro novo, porque se a administração do investidor passou a gerar esse dinheiro, é porque ele fez uma boa administração e gerou. Porque se eles já fossem capazes de gerar, já poderiam ter gerado. — A chance de num período de cinco anos de eu conseguir gerar receitas adicionais de 300 milhões por ano, para equalizar isso, é mínima. E eu tenho obrigação de aporte em cima disso. Vamos dizer que o primeiro ano a operação já foi, na verdade, porque não deve nem fechar completamente esse ano. CT Moacyr Barbosa, do Vasco: investidor promete colocar R$ 120 milhões na estrutura Matheus Lima/Vasco — A gente já tem um descasamento de 300 milhões. Isso já foi. Então, essa dívida vai ter que ser paga. Digamos que a gente entre no ano que vem. No ano que vem, eu parto de uma despesa de no mínimo de R$ 800 milhões e eu tenho que tentar equalizar isso. — A diferença entre um ponto e o outro, eu preciso aportar. E assim por diante, até nos próximos 5 anos, eu vou equilibrar o caixa. Ou seja, a gente está falando obrigatoriamente de desembolso de todas as dívidas, obrigatoriamente desembolso de todos os aportes que geram esse equilíbrio de caixa sem diminuir o nível de despesas. Os aportes de R$ 500 milhões para o futebol são por cinco anos. Como seria? — Então, esse é o terceiro ponto, um valor adicional de R$ 500 milhões. Ao mesmo tempo que eu equilibro o passado e que eu pago o passado, ou que limpo o passado do clube, eu quero ter melhoria desportiva e não manutenção desportiva. — É um aporte carimbado para o futebol, para contratação de atleta, pagamento de salário. Daí pagamento de salário quer dizer o seguinte: acima da minha despesa. Ou seja, o pagamento de salário abaixo da despesa que já existe hoje é fluxo de caixa, isso já não conta, já está na outra conta, é minha obrigação natural. Aquilo que eu melhorar, se eu trouxer um atleta que eleve minha folha salarial de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões, esse delta (variação) de R$ 10 é um aporte novo. — Eu tenho R$ 500 milhões para a melhoria do futebol. Eu preciso fazer em 5 anos 100 por ano? Não. Eu posso escolher, por exemplo, fazer o aporte no primeiro ano, os R$ 500 milhões, se eu quiser e fazer uma manutenção nos próximos cinco. Mas isso, obviamente, vai de uma gestão do investidor. — Se ele achar que é melhor fazer boas contratações para depois fazer venda e a partir daí equilibrar o futebol, pode ser uma forma de fazer gestão, mas eu tenho, no mínimo, por ano, fazer um acréscimo de R$ 100 milhões no futebol. Fora isso, ainda no pilar de melhoria do futebol, eu tenho R$ 120 milhões em centro de treinamento. Daí falam assim: "Poxa, eu tenho 10 anos para colocar isso". — Gente, 10 anos para colocar isso, é para fugir da política do Vasco. O investidor precisa ter autonomia total de gestão. O Marcos sabe fazer gestão, a família é muito boa de gestão. — Então assim, eu tenho a discricionariedade de fazer este investimento ao longo dos 10 anos e esses 10 anos foram colocados como blindagem para ninguém vir cobrar algo do investidor nesse período. Mas eu acho que para todo mundo não é segredo para ninguém, já existe o projeto do CT Novo. E isso se pretende implementar em curtíssimo prazo, porque na verdade a melhoria desportiva corre em favor do novo gestor. — Por fim, a gente tem ainda nesse último pilar tem mais R$ 30 milhões para imediatamente durante os próximos dois anos fazer melhorias no centro de treinamento das categorias amadoras. — A gente tem uma obrigação garantida de mais de R$ 3 bilhões. E ao mesmo tempo, a gente tem um desembolso mínimo de quase R$ 2 bilhões. O que eu conseguir dentro desse delta é qualidade de gestão. Você pode pôr um exemplo prático sobre isso? — Em nenhum cenário eu vou deixar de gastar R$ 2 bilhões. Eu tenho uma dívida líquida e já liquidada em RJ de R$ 11 bilhão. Depois eu tenho mais os R$ 650 milhões (do futebol), depois o fluxo de caixa de 2026, mais o fluxo de caixa de 2027 que são inexoráveis. Essa dívida é de R$ 2 bilhões, assim, já está na conta de pagamento. — A partir daí, a gente tem a garantia de que vai cobrir o fluxo de caixa. A gente tem a garantia de que vai fazer melhorias e dentro disso, a gente tem que garantir no mínimo esses R$ 3 bilhões, mas se eu tiver eficiência, eu equalizo isso. E essa é a ideia de trazer uma boa gestão e fazer o Vasco forte. — Acho que essa é a grande beleza dessa operação. Criar uma melhoria drástica de gestão, para que o clube, efetivamente, comece a tracionar fortemente e gere todo aquele potencial que todos nós sabemos que o Vasco tem. E os R$ 120 milhões de CT? Como é o investimento? — O centro de treinamento é (dinheiro) carimbado. Eu acho que está todo mundo esquecendo isso. Ao contrário de qualquer investidor financeiro, o nosso investidor é um investidor apaixonado e com fundo ilimitado. Ele não vai ficar nem mais rico nem mais pobre comprando Vasco. É tão simples quanto isso. Aliás, não vai fazer grande diferença. Então, o ponto é, ele quer transformar o Vasco na potência que ele quer e que o Vasco tem vocação para ser. — É tão simples quanto isso. Tanto é que, ao contrário de qualquer investidor, ele pretende ficar, no mínimo, 10 anos com as ações. Ele pretende ficar a vida inteira, mas ele se compromete a ficar pelo menos 10 anos. Isso, qualquer investidor que vem só pelo benefício financeiro, não faz. — Fora isso, ele se comprometeu a não distribuir lucro. Então, quer dizer o seguinte, se as pessoas que estão com muito medo de ele fazer uma gestão incrível e chegar num patamar de R$ 1,5 bilhão de faturamento do Vasco, podem ficar absolutamente tranquilas. Se o Marcos alcançar R$ 1,5 bilhão de faturamento, ele vai ter que pegar todo esse delta entre o que ele faturou e o que ele gasta e ele vai ter que reinvestir no clube, porque tem um compromisso de em 10 anos não distribuir nenhum dinheiro para fora. A negociação já dura dois anos com a família Lamacchia, antes foi diretamente com o José, o pai. Como foi esse período? — A operação (de agora) é um pouco diferente dessa. Na verdade, o Vasco fez uma visita ao Palmeiras durante essas temporadas. O Pedrinho acabou ficando bastante próximo e saindo para jantar com a família Lamacchia. O Marcos, obviamente, como investidor que é e entendendo o negócio depois ligou para o Pedrinho. — O Vasco é gigantesco, é um bom negócio em qualquer cenário para quem tem dinheiro. A gente chama isso de ativo estressado. É um ativo que, por conta de más gestões de administração, é levado a um piso de valor, mas que na verdade está desencontrado entre o valor dele atual e o valor que ele deveria realmente ter. Então, isso por si só, revela um grande negócio. Então, você trazer um grande ativo para o seu real valor, revela um grande negócio. Mas para você fazer isso, você tem que ter uma condição financeira muito grande. — A gente está falando de uma operação de alguns bilhões de reais, e essa operação não pode sangrar aquele que está fazendo o investimento, porque quem está fazendo o investimento precisa ter condições de realizá-lo. O grande problema de SAFs que a gente vê, principalmente SAFs menores, que eventualmente não tracionaram muito bem, é que o porte do investidor não condizia exatamente com o porte do ativo. Então, você tinha um problema de incapacidade de investimento. O que felizmente para o Vasco não é o caso aqui. Na época da 777 pouco se discutiu uma série de termos. Por exemplo, como esse investidor se remunera? Ele é um empresário, sem ligação com o Vasco, e não chega para investir num clube de futebol. — O Marcos efetivamente não está preocupado no momento. Eu posso te falar tecnicamente como se remunera isso, mas obviamente, a remuneração disso e a lucratividade disso, ela está em você tirar um clube de um patamar de valor que ele está desencaixado com aquilo com o que ele efetivamente tem vocação para ser. Esse é o ponto básico. A partir daí, você pode trazer novos investidores já no que a gente chama de valuation. — O valor apurado já está no valor do futuro, no valor que ele terá. Dessa forma, você remunera. É o que é basicamente a operação, até citando um exemplo ruim, mas do Textor, né? O texto, na verdade, tentava trazer um clube, que estava desencontrado entre valor real e o valor atual, e levar para um outro patamar e depois ele faz venda secundária, né? — E a partir dessa venda secundária, ele gera o dinheiro para o grupo. Essa é a forma de gerar valor, mas não é a preocupação do Marcos, não é. Ele percebeu, eu acho que até pelo perfil da família e pelo que viu a família fazendo negócio, ele é um bilionário com recurso infinito. E por outro lado, ele não participa hoje de uma atividade que no Brasil é extremamente interessante, é uma atividade que gera status, é uma atividade que abre portas, é uma atividade que coloca investidores e e pessoas no mapa. Sica aponta motivos que fizeram Lamacchia para interesse:"Bilionário com recurso limitado" — Acho que ele deve ter tido até essa sensibilidade com uma foto dele rodando tantas vezes, enfim, agora a partir do momento que ele se dispôs a fazer esse investimento. Mas é muito mais por aquilo de participar da atividade do futebol, que agrega a uma pessoa que não tem mais interesse financeiro. Como eu falei para vocês, ele não vai ficar nem mais rico nem mais pobre com isso. — Tudo que gera a atividade, mexer com a paixão, lidar com a torcida do Vasco... a torcida do Vasco é apaixonante, ela demonstrou isso nesse projeto inteiro. Você acha que algum tipo de pessoa não ia se cativar e até se envaidecer com o que tem acontecido dentro do Vasco? O Vasco potencializa essas paixões porque é um um clube gigantesco. Ele não apareceu até agora. Por que? — Ele tem um perfil muito diferente da família, por ser muito discreto. Ele escolheu isso. Obviamente, o Marcos, vocês sabem muito bem, une a fortuna da família Faria e a fortuna da família Lamacchia. E por conta desta situação que não chega a ser muito comum, alguém que funde duas fortunas, ele acaba preferindo se manter de certa forma bastante discreto. — De uma maneira geral, eu acho que até por todo esse cenário, por gostar de estar com a família e até acaba preferindo ser discreto. Por outro lado, obviamente que ele pretende estar presente no momento em que essa compra se confirmar. Não tenho a menor dúvida que teremos o Marcos junto conosco e acho que todos vão enxergar a mesma pessoa que a gente tem enxergado há anos. Você falou que não fecha esse ano. Exatamente em que fase está essa negociação? — Não é um processo nada simples. Você está fazendo uma compra de uma unidade produtiva dentro de uma recuperação judicial. Então, isso por si só tem o seu ritmo. Em que pé estamos? Acho que finalmente a gente concluiu mais de dois anos e meio de negociação. Não foi simples. Eu acho que as idas e vindas dentro da política do Vasco atrapalharam muito, interromperam muito o processo. — O processo mudava muito ao longo do tempo, isso foi ruim, foi desgastante. Por isso que a gente fala que o grande mérito do Pedrinho foi manter o Marcos nessa mesa, porque não é mentira e não é segredo para ninguém que o Marcos e nós quase deixamos essa mesa algumas vezes. Porque foi uma mesa itinerante, foi uma mesa conturbada durante esses dois anos e meio. Mas finalmente, acho que depois dessas idas e vindas, a gente concluiu o processo e assinou um acordo de investimento com condições precedentes. E são diversas as condições precedentes. Sica diz que Lamacchia saiu das negociações várias vezes:"Mérito de Pedrinho foi mantê-lo" — A primeira coisa, antes de mais nada, é que o juiz da RJ abra um processo competitivo. O juiz da RJ precisa aceitar a transação que foi feita e a partir dessa transação, abrir um processo competitivo para que outros investidores possam apresentar outras propostas. O Marcos se dispôs dentro dessa RJ a ser o que a gente chama de stalking horse, que é o cavalo perseguido, ou seja, a oferta dele vai balizar as outras. Pelo menos, eles têm que ultrapassar a oferta dele. Isso ainda precisa ser deferido pelo juízo, mas enfim, então a gente precisa de um início de processo competitivo. — Segunda coisa que precisa acontecer: a gente precisa concluir uma auditoria no Vasco satisfatória, ou seja, precisa concluir que todas as garantias e declarações que o Vasco deu ao longo desse processo, elas de fato, elas ocorreram e estão aperfeiçoadas, ou seja, eu não vou encontrar nada nessa auditoria, que me indique a não compra do Vasco. Então preciso concluir essa auditoria. — E depois, finalmente, eu preciso que os órgãos internos do Vasco aprovem. Então, vou passar pelo Conselho e vou passar pela Assembleia. Eles têm que aprovar. E eles ainda podem dizer não. A gente deu um passo enorme, que foi a assinatura do contrato, o protocolo deste contrato perante o juízo do RJ foram passos enormes. Mas a gente sabe que há outros passos pela frente. E não são poucos e não são simples. — Como a gente não teve facilidade até agora, a gente não espera facilidade nesses próximos passos, mas a gente espera assim, e tem certeza absoluta que a gente deu um grande passo para concretizar o investimento que a gente tem muito desejo de concretizar. Já tem de fato um acordo de investimento assinado e protocolado, então, no processo? — Exatamente. Isso é de agora. Mas isso corre em juízo. Isso está em análise. Esse acordo não vai ser divulgado de maneira alguma, seja antes, seja depois do processo, até por conta de cláusulas de confidencialidade muito severas. — Ele, obviamente, tem nele todos os elementos de estratégia do negócio que não vão ser discutidos e não vão ser levados a público, mas, obviamente, ele se encontra com a juíza, justamente para que a juíza verifique o cumprimento de todas as obrigações e ao mesmo tempo, o administrador judicial gere um edital do processo competitivo com base nas condições daquele acordo que foi celebrado. Como está a negociação com a 777/A-CAP? — Eu acho importante dizer o seguinte: a gente tem que falar pouco. Quando a gente tem negociação em curso, se fala menos e se faz mais. É por isso que vocês não ouviram a gente fazer nenhum comentário ao longo dessas negociações durante todos esses anos. — O que eu posso dizer para vocês é que há negociações e houve negociações. A gente identificou as pessoas que são as pessoas responsáveis por essa negociação e seja através de uma negociação pelo Vasco, seja através de uma negociação por outros profissionais contratados pelo Marcos, ou seja pela própria Justiça, em qualquer uma dessas três pontas, vai se resolver o problema da 777, e o acordo vai ser levado para frente. — Então, assim, não é uma preocupação. A gente entende que o assunto 777 é um assunto importante, tanto é que ele obviamente faz parte de um dos compromissos firmados dentro desse acordo que a gente fez com o Vasco. Mas a gente entende que é um assunto que como eu falei para vocês, seja pelo Vasco, seja pelos profissionais contratados pelo Marcos, seja pelo próprio juízo, em um desses desses âmbitos, o assunto será resolvido tranquilamente. O Flamengo acionou a agência da CBF. A agência notificou o Vasco. Como é a defesa do Marcos nesses pontos que tratam do conflito de interesses? — Sinceramente, a gente vê isso como um problema completamente desarrazoado. Completamente sem fundamento pelas mais diversas razões. A razão mais óbvia e mais clara, é que ainda não existe conflito nenhum, porque nem a operação foi feita. Como eu contei para vocês aqui, a gente tem todo um processo até chegar ao final. A gente tem um ano e meio só (período que resta para o fim do mandato de Leila Pereira no Palmeiras). Então a gente está discutindo algo que inexiste por si só. — Depois a gente tem uma razão um pouco mais filosófica da questão. Eu acho muito curioso, até complexo, você ver pessoas ou clubes que deveriam ver essa operação com muito bons olhos, lutando contra isso, porque na verdade, o que a gente quer é um futebol forte, a gente quer um Vasco forte, a gente quer um Vasco com as dívidas pagas, a gente quer os credores pagos, a gente quer o Vasco ganhando títulos. É isso que a gente deveria querer. Então, você trabalhar de certa forma para que um bem comum, quase um bem social, não se concretize, me parece até um contrassenso. Mas também não preocupa. — O Vasco hoje recebeu já uma uma interpelação, na verdade, já vem mantendo tratativas com a ANRESF, a gente vem mantendo tratativas há muito tempo, vem conversando com eles há muito tempo. E assim, a calma que eu posso te passar é a calma que eu passo para eles. A gente vai implementar qualquer tipo de solução proposta pela CBF. Tão simples quanto isso. — Por isso que é meio até loucura a gente ficar discutindo isso, porque o Marcos tem total condição de implementar qualquer uma das operações que serão sugeridas pela ANRESF. Lembrando que a gente tem um ano e meio só de “suposto conflito”, porque ainda há a discussão de que o Marcos é um alguém absolutamente autônomo, com seus negócios próprios, seus patrimônios próprios, seus interesses próprios. Então, primeiro teria que discutir o conflito técnico. Mas se chegasse à conclusão que o conflito técnico existiria, ele existiria por menos de um ano. — E este menos de um ano, o Marcos tem total tranquilidade para implementar qualquer sugestão a ser proposta pela ANRESF, qualquer uma, qualquer uma. Então dentro disso, a operação vai acontecer, é importante que se diga. Ela vai acontecer. Essa luta contra é uma luta desgastante, é um gasto desnecessário de energia e ao mesmo tempo é um recado muito ruim, porque todo mundo deveria estar lutando junto de mãos dadas para operação não só acontecer, mas como todos os credores fossem pagos, como o Vasco fosse engrandecido, com o futebol carioca fosse engrandecido. É uma briga que nem soa bem, sinceramente, mas que não causa nenhum tipo de preocupação. O Vasco está na zona de rebaixamento do Brasileirão (nota da redação: entrevista gravada antes da derrota para o Vitória). O interesse se mantém em caso de rebaixamento? — Se o Vasco cair, o acordo continua de pé porque o acordo não foi condicionado à permanência do Vasco. Mas o Vasco não vai cair de jeito nenhum, e a operação vai acontecer. Então, a gente trabalha com esses dois cenários de uma forma bastante clara. — A gente não tem, obviamente, como contribuir para que a janela seja feita com mais dinheiro, justamente pelo ponto que você levantou que essa operação não se concluiu antes, mas obviamente ela se concluindo, e a operação sendo levada adiante, o investidor ele vai se responsabilizar pelo fluxo de caixa e vai se responsabilizar pelos eventuais gastos dessa janela atual. De uma forma ou de outra, a operação se concretizando a conta vai ser paga. — O perfil desse investidor é tão diferente da 777, mas tão diferente, mas tão diferente assim, é difícil até começar a dizer o quão diferente ele é. Primeiro: ele tem recursos muito maiores e muito mais Ilimitados. Ele tem uma abundância de recursos e não escassez. Segundo, é um investidor local, conhecido. É uma pessoa conhecida, que sabe onde que está. É uma pessoa que sabe a grandeza do futebol também. Uma pessoa que não tem finalidade econômica. Ele enxerga todo o universo do futebol e tudo aquilo que o futebol pode gerar para ele. Ele não tem uma vontade de desinvestimento, ele tem uma vontade de investimento. Ele não tem uma vontade de tirar, ele tem uma vontade de pôr. A gente está falando de água e óleo aqui. Então assim, é muito diferente. André Sica diz que Lamacchia é muito diferente da 777: "Vontade de investimento no Vasco" 🗞️ Leia mais notícias do Vasco 🎧 Ouça o podcast GE Vasco 🎧 Assista tudo sobre o Vasco no ge, na Globo e no SporTV:
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