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O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.
Ex-Port FC, atacante Matheus Pato avalia passagem pelo futebol tailandês e projeta futuro Aos 31 anos, o atacante acreano Matheus Pato está livre no mercado após uma temporada defendendo o Port FC, da Tailândia. A passagem pelo clube foi marcada por pouco tempo em campo e a dificuldade de recuperar a melhor condição física em virtude de uma lesão muscular sofrida ainda em 2025. + 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Atacante acreano Matheus Pato com a camisa do Port FC Arquivo Pessoal Ele atuou em apenas 10 partidas e marcou dois gols. Em números desde que se tornou atleta profissional, só não é pior do que a passagem pelo Cuiabá, onde fez sete jogos e marcou um gol, e pelo Fluminense, clube onde se profissionalizou e disputou somente uma partida oficial. Atualmente, o atacante está com a esposa e o filho no Rio de Janeiro, onde tem residência no Brasil, e avalia as opções no mercado para voltar a jogar. Recuperado da lesão que o atrapalhou na passagem pelo Port FC, ele tem treinado diariamente para manter a forma até acertar com um novo clube. Atacante acreano Matheus Pato com a esposa e o filho Arquivo Pessoal Em entrevista exclusiva concedida ao ge através de chamada de vídeo, Matheus Pato falou sobre a temporada no Port FC e a experiência vivida nos anos de futebol asiático. Ele revelou ainda que não tem como meta retornar ao futebol brasileiro no momento, que gostaria de jogar em um clube do futebol do Acre e que tem acompanhado o futebol acreano mesmo à distância. + Artilheiro da Ásia na última temporada, Matheus Pato troca Borneo FC pelo Shangdong Taishan Confira as repostas Temporada na Tailândia Matheus Pato com troféu da Copa do Presidente da Indonésia Reprodução/Instagram Matheus Pato – Foi uma temporada nova, um país novo que eu não conhecia. Cheguei no começo de julho do ano passado, a gente foi para uma experiência nova, graças a Deus correu tudo bem. Fizemos uma copa de pré-temporada na Indonésia onde fomos campeões. Fiquei lá até dezembro. Tive alguns problemas porque estava me sentindo mal. Também não tive uma sequência porque tive uma lesão aí acabei, optando com o clube por terminar o contrato para voltar para o Brasil e recuperar. Também teve o nascimento do meu filho no ano passado, eu queria ficar mais perto da minha esposa, então optei por voltar ao Brasil para ficar mais perto deles. Sondagens do Brasil – Tive algumas sondagens aqui do Brasil para jogar a Série B pela Ponte Preta. Não foi nada muito certo, só que as coisas lá não estavam muito boas, então optei por não ir. Agora estou no aguardo do meu empresário. A gente está conversando com alguns clubes da Ásia, países que já joguei. A gente está no aguardo, nada muito certo, mas as conversas estão andando e isso é importante. Cinco anos na Ásia, que segue prioridade No Borneo FC, Matheus Pato foi artilheiro da Liga 1 da Indonésia na temporada 2022/2023 com 25 gols em 32 jogos Reprodução/Instagram – Minha primeira experiência foi em 2019, quando fui para a Coreia. Fiquei meia temporada e depois voltei para o Fluminense, que tinha contrato ainda. Em 2021, voltei para a Coreia e já são cinco anos. Joguei na Coreia, China, Indonésia e Tailândia. São países que são bons para se viver. Na Indonésia as pessoas são fanáticas, mas o que posso falar assim, mais pela qualidade de vida, você vive tranquilo, perde um jogo e ninguém quer te bater ou fazer alguma coisa contigo. Então, acho que por isso que ainda estou jogando na Ásia. Minha prioridade é continuar lá. Jogar no Brasil, eu não tenho essa vontade de jogar aqui de novo. Talvez, quando tiver perto de se aposentar, não sei. Agora, no momento, não tenho vontade nenhuma de jogar aqui. Ásia como experiência para a carreira Atacante acreano Matheus Pato com a esposa e o filho Arquivo Pessoal – Fora de campo, o que posso dizer, pela qualidade de vida, é um país muito sério tanto na Coreia quanto na Indonésia, Tailândia, na China também. Você tem vida, pode sair na rua. Claro que as pessoas te reconhecem. Dentro de campo, a intensidade do jogo. Na Coreia, a intensidade era muito alta, na China também. Na Indonésia e na Tailândia era mais taticamente. Hoje em dia não tem um lugar que você possa falar, esse lugar é melhor do que esse. Hoje em dia todo mundo joga o futebol do mesmo jeito, o que muda pode ser um pouco a qualidade dos jogadores, mas a intensidade, a tática do jogo, acho que todas as seleções de todos os países hoje jogam a mesma coisa. Totalmente recuperado – Em 2024, tive uma lesão na China, a mesma que o Estevão (do Chelsea) teve agora, só que eu tive que fazer cirurgia e ele fez um tratamento conservador. Fiquei sete meses sem jogar e aí em 2025 quis jogar de qualquer jeito. Não que eu estava sentindo dor, mas fisicamente eu não estava ainda apto para voltar. Voltei para a Indonésia, joguei no Borneo, e depois logo em seguida fui para a Tailândia. Acho que isso pesou um pouco. Se eu tivesse segurado um pouquinho mais, não teria sentido tanto dentro de campo. Eu estava precisando parar um pouco para nivelar minhas forças porque minha perna direita estava mais forte que a esquerda. Eram umas coisinhas básicas, mas que no futebol fazem muita diferença. Então, já estou apto, fiz todos os testes possíveis, já estou bem e agora só no aguardo para voltar a jogar. Prazo para definir o futuro – Estava falando com o meu empresário. A gente tem esta semana e a outra para definir tudo porque a Copa está acabando e alguns clubes estão se apresentando para fazer a pré-temporada. Então, deixamos mais ou menos até o dia 10, 12 de julho para definir tudo. Aposentadoria – É difícil pensar nisso agora porque ainda quero jogar um pouquinho, ainda quero jogar até uns 35, 36, não sei. Até onde meu corpo aguentar porque ainda não pensei em nada pós-futebol. Ainda estou pensando no futebol e acho que dá para jogar ainda um pouquinho por mais tempo para depois começar a pensar na aposentadoria. Possível volta ao futebol brasileiro Matheus Pato se profissionalizou no Fluminense Lucas Merçon / Fluminense FC – Falar do futebol acreano acho um pouco mais difícil. Claro que eu tinha vontade de jogar aí. Joguei uma vez só o estadual, que foi em 2012 (pelo Atlético-AC). A gente perdeu a final para o Rio Branco de 4 a 3, eu tinha 16 anos. Então, acho que ser campeão acreano seria legal, mas ainda não sei. Também queria jogar no Fluminense, mas acho que é mais distante. Mas um clube que acho seria legal de jogar no Acre, que eu ficaria muito feliz, seria o Juventus, se voltasse. Foi onde tudo começou, é perto da minha casa, então ficaria feliz de voltar a jogar no Juventus se ele voltasse a jogar o estadual. Brasil na Copa do Mundo – Cada jogo é muito difícil falar porque a gente achava que o Brasil ia ganhar de goleada do Japão, mas o futebol hoje em dia está muito nivelado. Taticamente o Japão foi muito bem, o Brasil foi feliz nos gols, nas jogadas individuais. Estou confiante. A Noruega tem o Haaland, tem o Odegaard no meio de campo, mas acho que a qualidade tem que vencer esse jogo para a gente ir para a próxima fase. Acho que vai ser 3 a 1 para o Brasil. Minha história de Copa Corte de cabelo de Ronaldo na Copa do Mundo 2002 é uma das lembranças que marcaram o atacante Matheus Pato Getty Images – A final de 2002 naquele fuso horário, que estava sendo na Coreia e Japão. A gente pintava a rua da minha casa antes, aí acho que eu fiz o corte do Ronaldo para a final. Acho que toda criança fez aquele corte. Então, acho que o que eu lembro mais de Copa que ficou bem marcado na minha vida foi essa final, o corte do Cascão e a gente ser pentacampeão. Curiosidade da vida na Ásia – Na Indonésia, o povo é bem apaixonado pelo futebol. Então, uma curiosidade é que quando a gente saía para comer num restaurante, as pessoas vinham, se juntavam com a gente como se fosse uma pessoal normal. Aqui no Brasil acho que isso nunca iria acontecer de você ser uma pessoa famosa, sair para comer e outras pessoas chegarem, sentar na mesa com você. Acompanhando o Acre à distância – Queria mandar um abraço para todos os acreanos. Mesmo de longe estou na torcida por todos. Estou acompanhando o futebol e a gente fica um pouco triste pelo que acontece, os times vão para a Série D e acabam tomando porrada, saindo no início das fases. Não tem mais um time que você possa dizer que vai subir. Isso deixa a gente um pouco triste, mas estou aqui de longe acompanhando.
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