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O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.
Comentei nesta quarta-feira para o Sportv o duelo de ida pelas semifinais do Brasileirão sub-20 entre Santos e Vasco. Apesar de os cariocas terem terminada a primeira fase em segundo lugar, com cinco pontos a mais do que os paulistas, deu Peixe, 2 a 0, placar construído no fim do jogo. Na semana que vem, jogo de volta no Rio de Janeiro e o Santos poderá até perder por um gol de diferença que irá pela primeira vez à decisão da competição. Além do bom resultado, o time tem de fato uma geração promissora (como, de resto, o Vasco). Mas, se jogarmos luz na estrutura da base do clube (e de 90% dos brasileiros), em como a formação de jogadores deveria ser tratada no Brasil, fica claro que os times vencedores, salvo exceções como Palmeiras e Flamengo, remam contra uma forte maré de incompetência. Santos 2 x 0 Vasco | Melhores momentos | Semifinal | Jogo 1 | Brasileirão sub-20 Falemos primeiro da parte cheia do copo. Jogando em casa, na Vila Belmiro, e sabendo que era fundamental construir alguma vantagem para o jogo da volta, o Santos tentou se impor desde o início. O Vasco, melhor defesa do campeonato e confiando na força do alçapão de São Januário na semana que vem, jogou claramente para empatar - e quase conseguiu. Destaques santistas para os meias Vinícius Fabri e o venezuelano Profeta, e do lado vascaíno o goleiro Phillipe Gabriel, Zucarello e o atacante Andrey Fernandes (que disputou Sul-Americano e Mundial sub-17 no ano passado). O jogo decidiu-se no segundo tempo, quando o Vasco foi merecidamente punido por ter confundido estratégia com medo. Na metade dessa etapa, o santista Samuel Pierri deu um carrinho, derrubou dois adversários e foi expulso. Como de praxe, o time recuou, o Vasco passou a ter mais a bola, mas teve medo de partir pra cima. Preferiu segurar o empate, o que conseguiu até os 42 minutos. O Santos já não conseguia articular jogadas - aí vale a bola parada. Caio Ganga saiu do banco para bater uma falta (cometida por Bruno André, também expulso) com perfeição e abrir o placar . Nem assim o Vasco atacou, achando que perder por placar mínimo era reversível na volta. Mas aos 50, o árbitro marcou um pênalti muito interpretativo: o experiente zagueiro boliviano Contreras (esteve com a seleção principal na disputa da repescagem mundial da Copa de 2026) bateu bem e fechou o placar. Agora, o copo vazio... por conta de várias gestões incompetentes, o Santos não tem dinheiro para reforçar o time principal - que na Sul-Americana não contou com Gabigol e Neymar, este ocupado em um torneio de pôquer. Com isso, Cuca não teve alternativa a não ser puxar quatro jogadores do Sub-20 e levá-los com o profissional para a Venezuela, ontem o time bateu a UCV por 4 a 1. E, 24 horas, depois, todos os meninos estavam na Vila Belmiro à disposição contra o Vasco - entre eles, Samuel Pierri, que jogou um pouco no profissional, e o azougue Nadson. Não deveria ser assim. Transição de base para o time principal não deveria ser para tapar buraco. Alguém ainda não sabe por que o Palmeiras forma tantos grandes jogadores? E falamos do Santos, mas o Vasco não é muito diferente. A situação é dramática, porque a base é um dos pontos a serem desenvolvidos se pensarmos em ganhar novamente uma Copa do Mundo - lembrem dos centros de formação de jogadores da Espanha e da França, onde os atletas entram meninos e saem craques campeões, onde são lapidados tecnicamente mas também no caráter competitivo e no compromisso com a seleção nacional. Enquanto tivermos clubes dirigidos de maneira irresponsável, empilhando transfer bans, atrasando salários, trabalhando no almoço para pagar a janta, empurrando os melhores jogadores da base para as pontas porque é isso que quer o mercado europeu, formando craques ignorando o longo prazo e vendendo-os a preço de banana para garantir a folha dos três meses seguintes... nem adianta sonhar com Copa. A CBF precisa, para ontem, tomar as rédeas das categorias de base junto com os clubes, colocar Carlo Ancelotti no processo. Se ficarmos achando que apenas o trabalho de excelência do italiano vai nos recolocar no topo do mundo da bola, continuaremos, como o Santos, remando contra a maré. E seremos engolidos por ela...
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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