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Bahia 1 x 1 Corinthians | Melhores momentos | 20ª rodada | Brasileirão 2026 Em jogo com três gols anulados, o Bahia ficou no empate por 1 a 1 com o Corinthians, na tarde deste domingo, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico Rogério Ceni ficou na bronca com o resultado e, principalmente, com a atuação do arbitragem. Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp Rogério Ceni criticou a condução do jogo pelo árbitro Ramon Abatti Abel e também a decisão de anular o gol de Alejo Veliz aos 20 minutos do jogo. Abatti Abel invalidou o lance por falta de Roman Gómez em Angileri na origem da jogada. - Com 22 minutos tínhamos oito minutos de jogo parado. O rival, pressionado, não conseguia sair jogando. O lance que ele deu jogo perigoso não foi. Para mim foi gol legal. O jogador do Corinthians abaixa a cabeça, não é tocado. Na verdade, ele estragou o jogo, condicionou o Corinthians a gastar o tempo no primeiro tempo. Arbitragem bem ruim. Ele reclamou que os jogadores não ajudaram. Eu digo que é o contrário, que ele não ajudou os jogadores - inicia Ceni. Para o técnico do Bahia, a equipe da casa foi bem superior no primeiro tempo e poderia ter ido para o intervalo com vantagem. Rogério Ceni também admitiu a queda de rendimento na etapa final. - O time jogou, mereceu vencer. Contra o Atlético-MG teve duas bolas na trave. Hoje foram três gols anulados. Um deles, na minha visão, não deveria ter sido anulado. O árbitro se precipitou. O primeiro tempo foi muito bom, e os dez, 15 minutos do segundo tempo também. As trocas, infelizmente, fisicamente caímos um pouco. E quando perdemos a pressão o jogo ficou mais equilibrado. O Corinthians jogou no contra-ataque, tem muitos jogadores com essa característica. É um bom time. "Primeiro tempo muito bom, o Bahia poderia ter saído vencedor. O Corinthians acertou um chute de média, longa distância. No segundo tempo, com as trocas, o time caiu um pouco na parte física", resumiu. Rogério Ceni em coletiva após Bahia x Corinthians Letícia Martins / EC Bahia Rogério Ceni ainda elogiou Alejo Veliz, que estreou na Série A no lugar de Willian José. O atacante argentino, porém, teve dois gols anulados. - Não tem as mesmas características de Willian, mas gostei bastante da pressão que ele fez na saída de jogo, se entrega bastante. Ele tem presença de área. Tem que ser abastecido dentro da área, ter jogadores de criação em volta. Um jogador que luta bastante, briga bastante. Tenho certeza que vai nos ajudar. Rogério Ceni tem novo desafio no Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, quando o time visita o Fluminense, no Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília). Para este jogo, o treinador acredita que Erick, desfalque de última hora neste domingo, não vai ser problema. - Não acho que seja grave. É uma inflamação. Acredito que ele esteja apto. Não tem lesão. Ele colocou chuteira para o jogo e disse que estava incomodando. Acredito que deve estar apto para o jogo de quarta-feira. Veja outros trechos da entrevista coletiva de Rogério Ceni Juba no banco - O Juba não dava para começar com ele. E sabendo que o Kaio [César] joga por ali... A gente aguarda mais treinamentos para que ele volte a ser a peça importante. Everton Ribeiro e Marco Moreno - A gente vem dando minutos a Everton. O Marco começou a treinar com a gente essa semana. Talvez para o jogo do Vasco ele possa estar em uma condição melhor. E o time, hoje, com Alejo e Pulga na frente, pressionou bastante. O Erick não pôde jogar com um probleminha no pé. Por que mudar a posição de Nestor? - Para mim, tanto faz lado esquerdo Jean Lucas ou Nestor. O Jean Lucas não consegue, não tem facilidade para jogar pelo lado direito. Conversei com ele, foi um pedido dele. O Nestor tem mais facilidade de jogar dos dois lados. O Jean Lucas jogou bem, marcou, ajudou. E o Nestor, talvez, seja o jogador mais versátil. O Jean Lucas gosta do lado esquerdo. Jogamos com três meio-campistas. Posso garantir que o time jogou bem, mesmo jogando nessa formação Sentimento com empate - Não dominamos o jogo inteiro, mas os 60 primeiros minutos. Dentro do domínio que tivemos poderíamos ter colocado os gols de vantagem. O Corinthians, na bola que foi no gol, a cada dez chutes, nove, oito, não vão entrar. Fica a frustração de fazer um primeiro tempo muito bom. Uma pena não ter obtido a vantagem. Roman Gomez titular - Defensivamente ele entrega muito, se doa muito, competitivo e tem arrancadas interessantes. Ele precisa melhorar um pouco a parte de passe, construção, construção. O Marcos Victor encontra mais soluções. Qualquer um dos dois pode jogar. Ele é um jogador de origem. Na minha opinião, ele fez o melhor jogo dos últimos três. O Marcos leva a vantagem na construção, jogo aéreo. E o Roman é mais agressivo, tem característica de chegada ao fundo. Ele está tendo as oportunidades. Bola aérea do Bahia - Não temos tantos jogadores com características de bom cabeceio. O David Duarte é o nosso melhor. E o que ajuda muito é a batida. Santi [Mingo] não tem gol de cabeça pelo Bahia. O Willian tem alguns gols, o Everaldo também. Não temos tantos cabeceadores. O Marcos Victor é ótimo jogador, mas cabeceio não é o seu ponto forte. O Alejo é um jogador alto que pode ajudar. Mas o principal é a batida. Impacto de Everton Ribeiro e Willian José - O Willian e Everton são extremamente técnicos, que crescem com posse de bola, controle de jogo. Mas, em matéria de intensidade, o time do primeiro tempo entregou mais. Há jogos e jogos. Com os dois juntos perde um pouco a intensidade. É algo que a gente tem que tentar achar solução. Achei que o Jean tinha cansado. Preferi inverter o Nestor de lado. E o Everton ficou um pouco mais por dentro. Mas, sem dúvida, com os dois juntos, perdemos um pouco de intensidade. Mudou convicções? - Eu tenho convicção que acredito em todos os meus jogadores. O Jean Lucas ficou fora antes da pausa [para a Copa do Mundo]. Mudamos a forma de jogar. E a pausa serve para isso, para você rever algumas coisas. O Caio, jogando ou não, quem sempre jogou nessa função foi o Nico. O Ruan Pablo e o Kauê entraram no último jogo. O Kauê entrou hoje. O campo sempre fala. Tem sistemas que você pode trocar, se ajustar. Mas a gente tenta ver o que acontece no campo. O Nestor estava sempre jogando, o Nico. O Erick evoluiu bastante e ganhou espaço. A construção é praticamente a mesma do ano passado. Posse de bola - É um time que quer ter o controle do jogo, mais bola que o adversário. Uma característica de jogo que temos. Se tivéssemos um gramado melhor teríamos melhores condições. Jogar com Caio, Everton e Jean é uma coisa. Mas jogar com Nico e Erick, que não são jogadores com características semelhantes, da mesma forma, mostra um sistema. O Ronaldo melhorou com os pés. Se tivéssemos gramados como na Copa do Mundo erraríamos menos passes. É momento de orgulho ter um time que constrói jogo. Se o gramado oferecesse melhor condição, teríamos mais acertos de passe. O Erick ocupa uma posição que é do Everton. O Nico, a posição que é do Caio. O Nestor, a do Jean Lucas. E a gente consegue manter controle de jogo mesmo jogando assim. Isso mostra processo. O principal objetivo é vencer o jogo. O segundo é ter controle de jogo.
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