Notícias de Bastidores e Competições
O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.
Nem precisaria o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, "furar" a Fifa e anunciar a Copa do Mundo de 2030 com 64 seleções. Todos sabiam de antemão que Gianni Infantino havia feito um laboratório com 48 nos Estados Unidos/México/Canadá e, sob a justificativa do confuso sistema de classificação dos terceiros colocados, aumentaria para 64 o mais rápido possível - agora poder-se-á manter a fase de 1/16 avos, classificando como sempre os dois primeiros dos 16 grupos. E eu dou a mão à palmatória: achava que a Copa com 48 clubes seria grande demais, que haveria muitos jogos ruins e que poderia haver queda de interesse, desgaste como quase tudo o que fica exagerado. Não foi isso que vimos. A qualidade técnica não foi tão reduzida, tivemos um ou outro jogo mais fraco como tínhamos com 24 ou 32 times, e o que vimos nas arquibancadas, nas ruas dos países-sede e nas ruas dos países envolvidos foram festas lindas, emoção, boas histórias, tudo o que justifica um "quero mais": que venham e sejam muito bem-vindos mais 16 povos. "Cabo Verde é o Brasil na Copa", Fábio Porchat mostra festa dos torcedores Claro que nem tudo o que reluz é ouro e alguns pontos devem ser aclarados. Não se deve acreditar nessa história da Fifa de "inclusão", "festa", etc. A entidade máxima do futebol cuida de um negócio trilionário e a inclusão que ela quer é a de mercados. Especialmente os gigantescos da China da Índia, que com 64 seleções, quem sabe, entram... Nada de errado na lógica capitalista, só ficaria mais bonito explicitar os objetivos. Festa dos povos, mais gente na arquibancada ou nas ruas e praças dos 64 povos é um maravilhoso efeito colateral, e não o objetivo primeiro de quem organiza o futebol. Além disso, não é aceitável que tenhamos os episódios escandalosos de intimidação de atletas, árbitros e torcedores desta ou daquela nação. Não quer ser anfitrião de TODOS, não receba a Copa. É bem verdade que dificilmente isso ocorrerá de novo a menos que o Mundial seja num país presidido especificamente por Donald Trump. Nações com problemas de desrespeito a direitos humanos, trabalhos forçados, racismo, misoginia, intolerância religiosa já foram sede de Copa em tempos muito recentes. A diferença é que, por exemplo, Vladimir Putin e os governos dos países do dito mundo árabe querem exatamente jogar os holofotes na bola, receber bem os turistas, os torcedores, passar ao mundo, enfim, uma imagem positiva. Trump é um sujeito que só segue ou dá satisfações ao espelho. Ele gosta do papel de xerife, de mostrar que manda no mundo, com ele é "meu planeta, minhas regras". Encontrou na Fifa de hoje um tapete ideal para pisotear, mas como os Estados Unidos (uma nação gigante que não pode responder por quem temporariamente mora na Casa Branca) não devem ser sede de Copa tão cedo, quando forem Trump talvez já não esteja aqui para atrapalhar. Há ainda questões esportivas a ajustar. Por exemplo: se aumentarem as vagas da América do Sul, a eliminatória no nosso continente deixa de fazer sentido. Melhor importar o conceito de Liga das Nações para nos manter em ritmo de competição. A África é um continente que merece mais vagas, até pela brilhante Copa de 2026 que a maioria de seus países fez. Assim como a Europa, no mínimo para ver se conseguimos resgatar a Itália do atoleiro onde se meteu. Quem não anda merecendo muito mais espaço são os asiáticos, que fizeram um Copa de nível muito baixo, honrosa exceção ao Japão, que merecia ter ido mais longe. Mas... lembram do trecho em que cito China e Índia?... Mas o staff técnico da Fifa é muito bem remunerado para solucionar esses nós. O que importa, o efeito colateral maravilhoso é que tenhamos mais torcidas espetaculares como as de Cabo Verde, Curaçao, Haiti, Egito, times que possam mostrar seu talento (maior ou menor) para todo o mundo, surpreender os grandes... enfim, manter a chama do futebol que nos provoca a ressaca dos dias seguintes ao término do Mundial, e que nos faz contar os dias no calendário para que chegue a próxima.
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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