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Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, se declarou impedido de conduzir o julgamento que analisará a possibilidade de afastar o conselheiro Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, por 120 dias do quadro associativo. A sessão está prevista para o dia 13 de julho. Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Reprodução Em nota divulgada à imprensa neste sábado, Olten revelou que a motivação foi um contato telefônico ocorrido na última sexta-feira. O dirigente afirma que a conversa começou em um contexto social, mas incluiu questionamentos sobre o rito do julgamento e o quórum previsto no Regimento Interno, além de outros temas. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp Por isso, afirma que o impedimento tem o objetivo de preservar a "absoluta imparcialidade do julgamento". Olten Ayres, presidente do Conselho do São Paulo Bruno Giufrida De acordo com Olten, essas circunstâncias poderiam gerar interpretações que comprometeriam a imparcialidade da condução da sessão. Ele afirma que a decisão busca garantir o respeito ao Estatuto Social, ao Regimento Interno e aos princípios da ética, da transparência e da imparcialidade. Ainda não há definição de quem será responsável por conduzir o julgamento. Dedé será julgado pelo Conselho Deliberativo após a Comissão de Ética concluir que o ex-diretor social causou dano à imagem do São Paulo ao autorizar a atuação da FGoal no clube social sem contrato formal e, posteriormente, assinar uma declaração utilizada pela empresa em ação judicial contra o clube. Nesta semana, a Comissão de Ética descartou o pedido de expulsão por gestão temerária, mas recomendou a aplicação de uma suspensão de 120 dias. Mais do São Paulo: + São Paulo planeja mais quatro jogos-treino antes do retorno às competições Dedé é ex-diretor social do São Paulo Reprodução / Instagram Veja a nota de Olten Ayres na íntegra "O Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, Olten Ayres de Abreu Junior, comunica seu impedimento para presidir a sessão do Conselho Deliberativo que apreciará o mérito da representação envolvendo o Conselheiro Antonio Donizete Gonçalves (Dedé). O impedimento decorre de um contato telefônico ocorrido na sexta-feira, 3 de julho, iniciado de forma casual e em contexto estritamente social. Durante a conversa, além de questionamentos relacionados ao rito do julgamento e ao quórum previsto no Regimento Interno, foram abordados outros temas que levaram o Presidente do Conselho a concluir que, sob os aspectos ético e regimental, sua participação na condução da sessão poderia dar margem a interpretações incompatíveis com a lisura, a imparcialidade e a independência do processo. A medida tem por finalidade preservar a absoluta imparcialidade do julgamento, afastando qualquer possibilidade de questionamento quanto à condução dos trabalhos ou de interpretações que possam comprometer a confiança no processo de apuração e julgamento. Ao comunicar seu impedimento, o Presidente do Conselho Deliberativo reafirma seu compromisso com o respeito ao Estatuto Social, ao Regimento Interno e aos princípios da ética, da transparência, da imparcialidade e da integridade institucional, assegurando que a apreciação da representação transcorra com absoluta legitimidade, independência e plena confiança por parte dos conselheiros e dos associados." Relembre o caso Em fevereiro, o São Paulo rescindiu de forma unilateral com a FGoal, que prestava serviço de fornecimento de alimentação e bebida no Morumbis em dias de eventos. O clube alegou que a empresa realizou saques indevidos no sistema que registra pagamentos feitos nas máquinas utilizadas no clube social. O contrato era válido até 2029. Na época, Dedé era diretor social do clube. A empresa defende que tinha autorização do conselheiro para atuar na sede social e que a decisão para romper o contrato tinha motivação política. A FGoal foi trocada pela GSH. Conselho do São Paulo irá votar suspensão de Dedé Marcos Ribolli Segundo a empresa, a permissão teria sido concedida para a implementação de um sistema de meios de pagamento utilizado na relação operacional com os cessionários, com retenção de uma taxa inicialmente fixada em 10%, com o objetivo de reduzir a inadimplência. Com isso, a FGoal protocolou duas ações contra o São Paulo. Na última delas, a empresa anexou uma carta escrita a punho por Dedé que defendia que atuação teve a anuência do departamento financeiro. No documento, o ex-dirigente diz que autorizou verbalmente, junto à diretoria financeira, a FGoal a assumir a operação, com a contratação de três funcionários. O custo estimado da estrutura era de cerca de R$ 395 mil, valor que, segundo ele, poderia ser retirado diretamente das movimentações da plataforma. Ainda de acordo com Dedé, a diretoria financeira tinha acesso à plataforma e acompanhava relatórios e fluxo financeiro. Ele afirma que os valores recebidos pela FGoal eram destinados ao pagamento de prestadores de serviço, o que poderia ser comprovado por registros. + Leia mais notícias do São Paulo As informações, segundo ele, podem ser confirmadas por trocas de e-mails entre a empresa e dirigentes do clube. A carta foi assinada no último dia 14. A empresa acabou retirando o processo. 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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