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Porquê a Espanha finalista escancara a falta de processos do Brasil

Resultados de jogos, escalações, negociações de atletas e tabelas dos principais campeonatos.

Porquê a Espanha finalista escancara a falta de processos do Brasil

Notícias de Bastidores e Competições

O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.

Há pouco menos de cinco anos a seleção brasileira vencia o seu segundo ouro olímpico no futebol masculino. O adversário? A Espanha treinada por Luis de la Fuente, atual finalista da Copa do Mundo, e composta por nada menos que sete jogadores que podem levantar a cobiçada taça no próximo domingo. E quanto a Seleção Brasileira? O que ficou dos campeões olímpicos? Há uma imensidão de diferenças entre o que se fez e pensou sobre futebol no Brasil e na Espanha nesses quase 60 meses. De um lado um país que sabe como quer jogar, identificar, formar e aproveitar seus principais talentos. Do outro, um que se atrapalhou todo até definir a comissão técnica que teria em meio a constantes trocas no comando da CBF, além de um trabalho de base muito questionável. O maior comparativo certamente está no banco de reservas. Luis de la Fuente ingressou em 2013 como treinador das seleções de base da Fúria. Passou pelo sub-19 e pelo sub-21 antes de comandar o projeto olímpico de Tóquio. A derrota por 2x1 na prorrogação daquela final contra o Brasil não encerrou este ciclo. Tanto que foi o escolhido em 2023 para assumir o time principal. Ele é um dos muitos profissionais que trabalharam nos últimos anos pela ideia. Uma filosofia de jogo obedecida em todas as categorias e gêneros. Basta ver como a seleção feminina da Fúria atua. Dentro desse processo, características específicas são desenvolvidas nos jogadores de acordo com as posições e as funções que realizam dentro de campo. Isso proporciona coletivos fortes. Luis de la Fuente foi o técnico da seleção da Espanha nas Olimpíadas de Tóquio Ayman Aref/NurPhoto via Getty Images É óbvio que nem sempre a seleção espanhola se apresenta bem ou faz grandes competições. Porém, gostem ou não da forma como atua, sabe-se exatamente como ela se comportará em campo. Não é sobre ter sucesso sempre. É sobre ter filosofia para alcançar padrões, resultados, e insistir nos processos que dão lógica a esta proposta. Já no Brasil, André Jardine, comandante do time campeão olímpico em agosto de 2021, não chegou perto da oportunidade que Luis de la Fuente teve. Ficou aproximadamente seis meses sem oportunidades por aqui. Precisou aceitar a proposta do modesto Atletico San Luís(MEX) para se inserir no mercado. Chegou em duas quartas de final de Campeonato Mexicano com o time fundado em 2013 e chamou a atenção do gigante América(MEX). Saiu do clube em maio de 2026 depois de três temporadas completas e três títulos nacionais conquistados. Seá que Jardine não teria condições de seguir trabalhando na CBF e assumir o cargo do time principal depois da saída de Tite? Muitos podem divergir na resposta, mas ela não é o foco da reflexão. O objetivo aqui é tentar entender os motivos de bons profissionais como ele não serem utilizados no desenvolvimento e no aprimoramento de um jeito de jogar. E mais do que isso. Pinçar jogadores desde as primeiras seleções de base, desenvolvê-los dentro da filosofia brasileira, e encontrar alguma sequência no processo. André Jardine é o novo técnico do Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes Reprodução / Shabab Al-Ahli Se formos do banco de reservas para o campo, as comparações entre Espanha e Brasil desde então ficam ainda mais estarrecedoras. Somando a quantidade de jogadores utilizados pela Fúria nas duas últimas Olimpíadas, e que fazem parte do grupo de 26 presentes na Copa 2026, chegaremos a 12 atletas, quase metade do grupo convocado por de la Fuente. A maioria foi comandada por ele na base. Pubill, Eric Garcia, Baena, Cubarsí e Joan Garcia foram campeões olímpicos em Paris-2024. Dois deles são titulares do time principal hoje. Já em Tóquio, Unai Simón, Cucurella, Merino, Zubimendi, Dani Olmo, Pedri e Oyarzábal foram vice-campões para o Brasil, que preservou apenas Bruno Guimarães, Matheus Cunha e Martinelli no grupo que foi ao Mundial 2026. Não há continuidade ou integração nos processos entre seleções de base, olímpica e principal. Como não se classificou para as Olimpíadas de Paris no futebol masculino, é impossível fazer o mesmo exercício acima com o Brasil. Mas do time que disputou o Pré-Olímpico em janeiro e fevereiro de 2024, apenas Endrick foi convocado por Carlo Ancelotti. Matheus Cunha comemora seu primeiro gol pela seleção brasileira na olimpíada Lucas Figueiredo / CBF A Espanha e a final das Olimpíadas em agosto de 2021 deveriam servir de ponto de partida para entender os motivos de tanta diferença. Apontar decisões de um treinador no jogo da eliminação é importante. Frisar carências da atual geração também. Há, no entanto, uma lacuna imensa de trabalho. Precisamos pensar mais e, logicamente executar, que tipo de jogo queremos colocar em prática. Não há o menor movimento nesse sentido por parte da CBF. Enquanto isso, ''Jardines'', ''Cunhas'' e ''Martinellis'' podem se perder pelo caminho sem a devida utilização. A aleatoriedade precisa ser deixada de lado na organização das seleções brasileiras.

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Expectativa para os Próximos Confrontos

Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.

A cobertura completa de estatísticas, bastidores de vestiário e calendários de jogos segue atualizada diariamente pela equipe de jornalismo do Manchete Brasil.

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Redação Manchete Brasil

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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