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Inglaterra x Argentina - Melhores Momentos A Argentina não virou um jogo sobre a Inglaterra. A Argentina simplesmente desabou sobre os ingleses nos últimos minutos. Mostrou o peso da atual campeã do mundo e garantiu presença na decisão. Uma virada que já nasce com ares de epopeia, novamente roteirizada por Maradona. Contra a Espanha (domingo, às 16h), a seleção de Scaloni vai buscar o tetracampeonato. Para enfrentar o adversário mais duro na Copa até agora, não é que a Argentina tenha transformado a semifinal em um confronto de Libertadores. Na verdade, o time de Scaloni levou para o campo algo ainda mais rústico: um espírito de segunda divisão argentina. Na primeira jogada, uma pegada de Paredes em Bellingham. Depois, várias rusgas e amontoados de jogadores, como se o Atlanta Stadium fosse uma canchita modesta da grande Buenos Aires. De início, a Inglaterra não se impressionou. Bem pelo contrário. Esse time inglês disposto a tudo para que o futebol enfim voltasse pra casa, como eles cantam. Basta ver como, ao longo dos jogos, seus melhores jogadores se sacrificaram pelo sucesso coletivo -- muitas vezes na Copa, vimos Harry Kane recuar como se fosse o mais abnegado camisa 5 parido no Reino Unido. O fim desse enrosco no primeiro tempo não poderia ser diferente: 19 faltas e apenas três finalizações. Lautaro Martínez gol Argentina Inglaterra Agustin Marcarian/Reuters Talvez pelo temor de enfrentar outra prorrogação, já que ambas as seleções vinham de desfechos desgastantes, a partida mudou do chá para o fernet no segundo tempo. Justamente quando a Argentina era melhor, a equipe de Thomas Tuchel executou o que poderia ter entrado para a história inglesa como a "Estocada do Século": cruzamento de Morgan Rogers para o sub-reptício Anthony Gordon aproveitar a desatenção de Molina. Colocou os ingleses na frente -- e prendeu fogo no jogo. A partir desse momento, a Inglaterra cometeu o pecado fatal de subestimar uma campeã do mundo. Mais do que isso: uma campeã do mundo que tem Lionel Messi. Gradualmente, o time inglês foi diminuindo em campo, e nos últimos quinze minutos já estava do tamanho de um ácaro. Encaixotou-se na própria área, colocou os três leões na frente do gol e se dispôs a sofrer. Inglaterra x Argentina REUTERS/Amanda Perobelli E como sofreu. E como ainda vai sofrer pela postura adotada. A seleção argentina passou o time britânico em um moedor de almas até que saísse o primeiro gol, um petardo de fora da área de Enzo Fernández, que enfim vencia Pickford. Depois disso, já impotente, parecia questão de tempo para abraçar a tragédia. Se a perna esquerda de Messi é um violino, a direita também conhece a partitura -- e doce saiu o cruzamento para Lautaro Martínez sacramentar a virada. O primeiro ensinamento que a Inglaterra precisa aprender é que o futebol não tem casa há muito tempo. Ele é andarilho, gosta de andar pelo mundo e tem especial afeto pela América do Sul. A Argentina castigou a covardia inglesa para garantir presença na decisão. Não é favorita contra a Espanha, mas já mostrou que seu coração e seu camisa 10 são capazes de desmontar todos os dogmas.
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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