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Passaporte SporTV: a história da morte de Andrés Escobar, zagueiro da Colômbia Há exatos 32 anos, um crime chocava o futebol e o mundo. No dia 2 de julho de 1994, o zagueiro colombiano Andrés Escobar foi assassinado em Medellín, apenas dez dias depois de marcar um gol contra na derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, resultado que contribuiu para a eliminação da Colômbia na Copa do Mundo. A morte do defensor transformou um lance de jogo em uma das maiores tragédias da história do esporte. Andrés Escobar Colômbia e Estados Unidos 1994 Getty Images Escobar tinha 27 anos, era campeão da Libertadores pelo Atlético Nacional e vivia a expectativa de se transferir para o futebol europeu depois do mundial. Um lance contra os Estados Unidos, porém, transformou o defensor em símbolo de uma das histórias mais trágicas das Copas. O narcotráfico, que tinha orte relação com o futebol, apontou Escobar como um vilão. Ele foi brutalmente assassinado dias depois do fatídico jogo. Andrés Escobar lamenta gol contra em Estados Unidos x Colômbia, na Copa do Mundo de 1994 Michael Kunkel/Bongarts/Getty Images A morte de Andrés Escobar representou o fim da ligação entre o futebol colombiano e o narcotráfico. Meses antes do fatídico 2 de julho, dia do homicídio em Medellín, o traficante Pablo Escobar (o sobrenome é apenas coincidência) foi assassinado após anos de perseguição. Ele era o responsável direto pelo boom do esporte no país entre o fim dos anos 80 e início dos 90, ao financiar a contratação de estrelas com o dinheiro do crime. Andrés jogava num dos clubes beneficiados pelo cartel, o Atlético Nacional. Evento no Museu da República relembra morte de Andrés Escobar O clima na Copa era pesado. O irmão do defensor Chonta Herrera havia sido assassinado num acidente de carro suspeito. Escobar precisou convencer os seus companheiros de que deveriam permanecer nos Estados Unidos, embora o time tenha recebido ameaças de morte na TV do hotel em que estavam hospedados, justamente antes do jogo contra os Estados Unidos. Havia pressão externa para a escalação de certos jogadores, e o técnico Francisco Maturana precisou inclusive barrar o meio-campista Barrabas Gómez a contragosto. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Bandeira pede paz e lembra Andrés Escobar em Colômbia x Tunísia, na Copa do Mundo de 1998 Alexander Hassenstein/Getty Images + Confira a tabela completa da Copa do Mundo Uma tentativa errada de cortar um cruzamento de Escobar selou a derrota por 2 a 1. Ele nunca assistiu a um replay sequer do lance. De volta à Medellín, resolveu sair de casa. Dias depois, após uma discussão no El Indio Bar, na Colômbia, terminou com seis tiros em suas costas. Três décadas depois, o nome de Andrés Escobar continua sendo lembrado muito além do gol contra na Copa de 1994. O assassinato do zagueiro permanece como um dos episódios mais marcantes e trágicos da história do futebol, símbolo de um período em que a violência e a influência do narcotráfico ultrapassaram os limites do esporte e chocaram o mundo.
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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