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Pela 11ª vez na história a seleção inglesa disputará as quartas de final da Copa do Mundo 2026. A vaga foi obtida com o 3x2 sobre o México, um dos melhores jogos do torneio. Duelo emocionante, intenso, e com ofensividade nos dois lados. Mesmo com um a menos desde o início do 2º tempo, a Inglaterra conseguiu segurar a pressão do bom time mexicano diante de um Estádio Azteca lotado. Croácia e México foram os dois oponentes mais qualificados tecnicamente que a seleção inglesa enfrentou nesta Copa do Mundo. Equipes que também tiveram a iniciativa de atacar os britânicos. Causaram dificuldades que foram dribladas pelo time de Thomas Tuchel, o que gera uma boa expectativa para as fases mais agudas da competição. Escalações Javier Aguirre repetiu a mesma equipe que foi muito bem contra o Equador na última terça-feira. O jovem Gilberto Mora ganhou sequência no meio-campo. Já Thomas Tuchel pôde contar com Quansah na lateral-direita e Saka na ponta-direita. Madueke ficou no banco. Konsa e Guéhi formaram a zaga. Como México e Inglaterra iniciaram o duelo pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo O ótimo início do jogo marcou o confronto entre equipes que queriam imprimir ritmos diferentes. De um lado o México, apoiado por sua calorosa torcida, acelerando as ações, marcando muito forte no campo de ataque e circulando a bola com desenvoltura. Do outro a Inglaterra, tentando frear o ímpeto dos locais com trocas de passe cadenciadas e montando um bom bloqueio nas imediações da área. O México tinha mais uma vez interessantes combinações pela direita. Jorge Sanchez se mandava para o ataque e realizava trocas de posição com Alvarado e Gilberto Mora. O trio tentava articular na sequência. Erik Lira e Luis Romo ganhavam duelos pelo meio e moviam a bola com velocidade. Pela esquerda, Gallardo avançava bem aberto e Quiñones trabalhava entre Quansah e Konsa. Apesar do bom ritmo dos mexicanos, os ingleses eram duros no combate, sobretudo perto da própria área, e todo o volume de jogo anfritrião resultou em apenas uma finalização perigosa. Pickford fez grande defesa numa cabeçada de Raul Jímenez, fruto de ótimo cruzamento de Alvarado, o principal garçom da equipe. Jude Bellingham, Erik Lira e Luis Romo em México x Inglaterra REUTERS/Henry Romero Já conseguindo trocar passes curtos em sua primeira linha de construção, a Inglaterra passou a atrair os mexicanos para explorar passes em profundidade para Saka ou Gordon. O segundo teve sucesso em uma boa jogada que resultou no primeiro lance relevante dos europeus na partida. Passe longo do goleiro Pickford, que se destacaria ainda mais logo depois. Ele repôs rapidamente uma bola em jogo com os braços e deu início ao contragolpe puxado por Rice, que atravessou o campo todo sem ser incomodado, e tocou para Saka levar na linha de fundo e cruzar para Bellingham marcar de cabeça. Uma sucessão de erros defensivos do México. Mora deixou de dar combate no início do lance, Romo foi passivo, e Alvarado largou Bellingham antes do cruzamento. A pancada seria ainda mais forte para os donos da casa logo depois. Assim que o pontapé de reinício ao jogo foi dado, os ingleses subiram para pressionar e forçaram um erro de Mora. Eliott Anderson roubou, volante fundamental para a competitividade europeia, Gordon tocou para Harry Kane cruzar rasteiro, e Bellingham marcar o segundo gol em pouco mais de dois minutos. Jude Bellingham vibra ao marcar contra o México REUTERS/Eloisa Sanchez O México não se entregou. Manteve a postura agressiva. Por mais que a Inglaterra tivesse méritos, o placar era exagerado. A ronda na área adversária se tornou mais efetiva com o aumento do número de cruzamentos. Quiñónes aproveitou corte mal feito por Konsa em falta alçada na área e diminuiu o marcador. Ainda no 1º tempo o empate poderia ter saído. Pickford fez grande defesa em cabeçada de Raúl Jiménez no ângulo. O centroavante fez ainda boa combinação aérea com Quiñónes e chegou perto de igualar o placar ao bater de canhota. Nos acréscimos, o zagueiro Montes não aproveitou a escorada do centroavante. Dominou na pequena área e foi desarmado de forma impressionante por Bellingham. Montes não voltou para o 2º tempo. Édson Álvarez o substituiu. A Inglaterra retornou sem trocas, mas disposta a assumir as rédeas da partida. Conseguiu trocar mais passes no campo de ataque e contou com boas participações do lateral-esquerdo O ´Reilly. Gordon trabalhava bem aberto no flanco canhoto e ele ultrapassava por dentro, entre Jorge Sánchez e Álvarez. Chegou a acertar a trave de Rangel. Quando parecia começar a controlar a partida, sofreu um duro golpe. Quansah entrou solando a canela de Gallardo em um carrinho lateral e acabou expulso diretamente. Stones entrou no lugar de Saka. Bellingham, em mais uma grande atuação, passou a marcar aberto pelo lado direito. Konsa foi para a lateral. Raul Jimenez chuta em México x Inglaterra REUTERS/Daniel Becerril Obrigada a sair com bolas longas por ter um jogador a menos, a Inglaterra conseguiu um pênalti assim que o jogo recomeçou. Álvarez perdeu para Harry Kane um duelo aéreo e Gordon foi muito rápido para alcançar a pelota antes de Rangel, que cometeu um pênalti. Harry Kane ampliou para o English Team perto dos 15 minutos da 2ª etapa em uma cobrança perfeita. Javier Aguirre tirou Luis Romo e Mora. Botou Santiago Giménez e Brian Rodriguez. O México passou a ter uma dupla de centroavantes e foi para o ''abafa''. Neste cenário não demorou a conseguir um pênalti. Harry Kane foi tentar afastar a bola e acertou o calcanhar de Brian Rodriguez. Raúl Jiménez venceu Pickford e diminuiu o placar. Tuchel colocou mais um zagueiro. Montou um 5-3-1. Burn substituiu Eliott Anderson. Spence também foi a campo na vaga de O´Reilly. Na seleção tricolor, o meia Fidalgo substituiu o lateral-direito Jorge Sanchez. Virou um ''ataque x defesa'' de vez, e com direito a muitas bolas levantadas para a área. Édson Álvarez poderia ter empatado, mas errou o tempo de uma cabeçada dentro da pequena área. Javier Aguirre, técnico do México Reuters Guillermo Martinez foi o terceiro centroavante colocado por Aguirre em campo. Quiñónes saiu já aos 35 minutos. A partir daí o jogo teve mais 21 minutos se contabilizados os longos acréscimos dados pelo árbitro Alireza Faghani. Foi uma avalanche de cruzamentos na área, cortes e bloqueios bem feitos pelos defensores ingleses. Aula de proteção de área! É verdade que faltou mais soluções para os mexicanos diante do contexto que o jogo apresentou, mas o balanço da Copa dos donos da casa é positivo. O nível de futebol apresentado em grande parte dos minutos é muito bom!
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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