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O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.
"Foi aleatório", diz presidente do Amazonas sobre vídeo com erros do zagueiro Léo Coelho A publicação feita pelo Amazonas para anunciar a saída do zagueiro Léo Coelho continua repercutindo. Em entrevista exclusiva ao ge, o presidente da SAF do clube, Wesley Couto, falou pela primeira vez sobre o vídeo divulgado nas redes sociais com lances em que o defensor aparece envolvido em gols sofridos pela equipe. O dirigente negou que o material tenha sido uma resposta à ação trabalhista movida pelo atleta e afirmou que a escolha das imagens foi "aleatória". O vídeo foi publicado no último dia 12, junto da nota oficial que comunicava a saída do zagueiro. A postagem chamou atenção porque ocorreu dois dias depois de Léo Coelho ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo a rescisão indireta do contrato e cobrando R$ 8.125.567,16 do Amazonas por supostos atrasos salariais, falta de depósitos do FGTS e outros direitos trabalhistas. Já viu isso? Clube posta vídeos de falhas de zagueiro que cobra R$ 8 milhões de salários atrasados Para Wesley Couto, a repercussão ignorou o contexto da ação movida pelo jogador contra o clube. — Pra mim não teve polêmica porque o que o atleta expôs o clube e aí acho que muita gente não entendeu o contexto da exposição que o atleta fez com o clube, tentando denegrir a imagem do clube, no qual deu as mãos pra ele aqui. E aí a gente agradeceu ele e colocou alguns lances dele. Não foi proposital, é (sic) os lances dele — destacou. Na avaliação do presidente, os lances publicados refletem momentos decisivos da temporada e não foram escolhidos para atingir o defensor. Quem assistiu a final do Campeonato Amazonense viu o porque que o Amazonas perdeu. Quem assistiu o jogo do Águia de Marabá viu o porque o Amazonas perdeu. Então assim, a gente não escolheu nenhum lance, foi aleatório, mas infelizmente foi uma sequência de erros que cabe ele futuramente se aprimorar para que ele possa fazer um bom trabalho em uma próxima equipe" Wesley Couto, presidente do Amazonas Reprodução/Larry Wilcox Relembre o caso Léo Coelho deixou o Amazonas após disputar 39 partidas e marcar dois gols com a camisa aurinegra. Na nota de despedida, o clube agradeceu ao atleta pela "dedicação, profissionalismo e entrega dentro e fora de campo" e desejou sucesso na sequência da carreira. O vídeo que acompanhava a publicação, porém, mostrava lances da final do Campeonato Amazonense contra o Nacional, da Copa Norte diante do Águia de Marabá e das partidas contra Figueirense e Volta Redonda, pela Série C, todas com participação do zagueiro nos gols sofridos pela equipe. Initial plugin text Dois dias antes, o defensor havia protocolado uma ação na Justiça do Trabalho pedindo a rescisão indireta do contrato e cobrando mais de R$ 8,1 milhões do Amazonas. Na petição, Léo Coelho afirma que o clube acumula cinco meses de salários atrasados, não realizou depósitos do FGTS desde sua contratação e deixou de cumprir outras obrigações trabalhistas, entre elas pagamentos de direitos de imagem. O jogador também pediu uma liminar para ficar livre e assinar com outra equipe. Situação financeira do Amazonas Além da polêmica envolvendo Léo Coelho, Wesley Couto comentou o momento financeiro vivido pelo Amazonas. O presidente reconheceu as dificuldades enfrentadas pelos clubes brasileiros, mas afirmou que a situação da Onça-pintada não é diferente da realidade do futebol nacional. Também rebateu declarações de atletas que, segundo ele, acusam o clube de inadimplência mesmo sem obter decisões favoráveis na Justiça. — Então a questão financeira do futebol brasileiro é uma situação difícil. Não é a situação financeira do Amazonas específico. Tem atletas que saem daqui e dizem que a gente tá devendo horrores e na Justiça não ganhou a ação. Mas o Amazonas vai pegar a ação que o atleta perdeu e vai colocar no jornal? Pra nós não interessa isso. Estamos focados em outras questões — explicou Couto. Amazonas ocupa a 14ª colocação da Série C João Normando/Amazonas FC O dirigente afirmou que a diretoria não pretende responder às críticas feitas publicamente por ex-jogadores e disse que esse tipo de debate não traz benefícios ao clube. — O que ele vai falar ou deixar de falar, para nós pouco nos importa. Isso não enche o bolso do Amazonas. Isso não traz benefícios para o Amazonas. Então a gente deixa falando sozinho, o que a sociedade quiser pensar, pensa. O que a internet quiser falar, fala. A gente não liga de verdade — completou. Na sequência, reforçou que a repercussão negativa nas redes sociais não interfere na administração do clube. Eu não ligo. Porque ninguém que está ali comentando negativamente do Amazonas traz benefícios, traz dinheiro no clube. Só tem voz aqui no clube quem bota dinheiro. Quem não bota pode gritar, pegar um microfone, um megafone, um carro de som que a minha emoção é zero". Ações na Justiça Léo Coelho é o jogador que cobra o maior valor entre os processos movidos contra o Amazonas. Além do zagueiro, Renan, Fabiano e Gabriel Cipriano também recorreram à Justiça para deixar o clube. Antes deles, Erick Varão e Jorge Jiménez rescindiram seus contratos pelo mesmo caminho. Ao comentar o aumento das ações trabalhistas, Wesley Couto citou casos de jogadores que, segundo ele, não obtiveram êxito na Justiça e afirmou que a diretoria não lamenta a saída de atletas que ficaram abaixo das expectativas. — Eu vou te dar dois exemplos. O Jorge Jiménez saiu daqui porque eu fiz um acordo pra ele sair, porque ele perdeu na Justiça. O Gabriel Domingos também perdeu na Justiça, tanto é que nós ainda somos detentores de 50% do passe dele. Agora aqueles atletas que a gente não faz questão, porque o rendimento foi muito abaixo, pode botar na Justiça que a gente dá graças a Deus a ida deles — destacou. Enquanto tenta administrar os problemas fora das quatro linhas, o Amazonas também busca reagir dentro de campo. A equipe vem de três derrotas consecutivas na Série C do Campeonato Brasileiro, ocupa a 14ª colocação, com 17 pontos, e está a quatro pontos do G-8. O próximo compromisso será no domingo, às 19h30 (de Brasília), diante do Paysandu, no estádio Carlos Zamith, em Manaus.
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