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Dono das melhores chances, Egito é impecável nos pênaltis

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Dono das melhores chances, Egito é impecável nos pênaltis

Notícias de Bastidores e Competições

O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.

A Copa do Mundo 2026 tem marcado a história do futebol egípcio! Naquela que pode ser a última oportunidade de seu principal jogador participar desta competição, os Faraós, que já haviam vencido o primeiro de jogo de Copa, chegaram também pela primeira vez nas oitavas de final. O desfecho foi emocionante, com direito a pênaltis e cavadinha de Mo Salah para superar a Austrália. Os egípcios abriram o placar cedo, e isso certamente mexeu na estratégia que os Socceroos tinham para a partida. O equilíbrio no controle das ações foi a marca, mas os africanos eram mais produtivos nos momentos em que dominavam. Mesmo esperando 120 minutos e os pênaltis para confirmarem a condição, mereceram a vaga. Escalação Com os desfalques de Italiano e Leckie, Tony Popovic repetiu o time que empatou com o Paraguai na última rodada da fase de grupos. O canhoto Jordan Bos manteve-se improvisado na ala-direita. Hossam Hassan não teve o lateral-esquerdo Ahmed Fatouh e o volante Lasheen. Hamdy Fathy passou da zaga para o meio-campo e Ramy Rabia fez dupla de zaga com Ibrahim. Karim Hafez foi o lateral-esquerdo. Como Egito e Austrália iniciaram o duelo pela fase 16 avos de final da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo A bola parada destrava e ajuda a resolver jogos. No caso do Egito, logo no início da partida, mudou os rumos que não se mostravam tão favoráveis em Dallas. A Austrália conseguiu dois bons ataques antes dos dez minutos. Um explorando os movimentos de Volpato da direita para dentro, nas costas dos volantes. E o outro em velocidade, com Jordan Boss pela direita. O time da Oceania se fechava em um 5-4-1 e o Egito mostrava alguns problemas para furar esse bloqueio. Até que Zico sofreu uma falta de Irvine ao lado da grande área. Eman Ashour marcou de cabeça na sequência. Karim Hafez recebeu de Marmoush e cruzou com perfeição no rebote da falta, fator que desorganizou a proteção de área australiana. Irankunda não protegeu o setor. O Egito buscava trabalhar com ''amplitudes duplas'', sobretudo pela direita, com Eman Ashour e Hany. A ideia parecia ser atrair a Austrália e buscar um passe nas costas da defesa quando a última linha se adiantasse. Zico, em impedimento, quase marcou o segundo gol. Estar atrás no placar de forma tão precoce, talvez tenha feito os Socceroos saírem mais ao ataque do que estava planejado inicialmente. Os laterais cobrados na área foram a principal alternativa para incomodar a atenta defesa africana. A Austrália fazia deles um escanteio ou uma falta lateral. Levava os zagueiros e era dura nas disputas aéreas. O´Neill e Behich chegaram a finalizar depois delas, mas sem precisão. A habilidade de Volpato poderia ter sido mais explorada. Sempre que acionado, ele dava continuidade aos lances. Austrália x Egito - Copa do Mundo 2026 REUTERS/Kai Pfaffenbach Os dois times marcaram muito forte ao longo da 1ª etapa. Isso fez com que as posses de bola não fossem tão longas, e a parte técnica do confronto ficasse prejudicada. A Austrália rondou mais a área egípcia depois dos 35 minutos, mas sem conseguir criar algo efetivo. Os problemas de Popovic para compor a ala-direita do time aumentaram. Jordan Bos sentiu após uma dividida dura com Ramy Rabia no fim do 1º tempo. Não voltou para a 2º etapa. O volante Kai Trewin foi improvisado. O Egito quase ampliou em poucos segundos depois do intervalo. Marmoush recebeu de Zico na cara do gol e bateu pra fora ao finalizar a bela jogada ensaiada a partir do pontapé inicial. Faria muita falta! Isso porque os australianos mantiveram o cerco que fizeram no fim do 1º tempo e acabaram chegando ao empate na bola parada aérea. O´Neill bateu uma falta lateral na direção da meta e Hany marcou contra ao tentar cortar. Austrália x Egito - Copa do Mundo REUTERS/Kai Pfaffenbach Os Faraós voltaram a encaixar posses mais longas, instalados no campo de ataque, mas sem conseguir gerar interações para criar. Acabaram cedendo alguns contragolpes. Irankunda deu trabalho. As faltas na imediações da área ocorriam e a Austrália sempre encaixava uma sequência de boas ações a partir delas. Zico e Hamdy Fathy foram sacados para as entradas de Hassan e Abdelmaguid. Hassan atuou na ponta-direita e Eman Ashour passou a ser o meia-central. Popovic também mexeu na Austrália. Hrustic e Touré substituíram Volpato e Irankunda. A equipe começou a reter a bola também e buscar construir com mais paciência. Hrustic entrou bem, Irvine e O´Neill subiram de produção com isso. Karim Hafez sentiu o desgaste e deu lugar a Trezeguet, uma mexida bem ousada de Hossam Hassan. Abdelmaguid, que é zagueiro de origem, formou um trio de defesa com Ibrahim e Ramy Rabia. Hany e Trezeguet foram os alas bem ofensivos. Eman Ashour recuou para jogar ao lado de Marwan Attia no meio-campo. Hassan, Salah e Marmoush formaram um trio de frente. Como as equipes terminaram o tempo normal Rodrigo Coutinho A nova formatação fez o Egito voltar a empurrar os oponentes para trás e a vitória quase foi alcançada no ''abafa'' dos acréscimos. Beach, destaque da Austrália na Copa do Mundo, fez grande defesa em cabeçada de Ramy Rabia. Souttar impediu um gol certo de Hassan ao bloquear a finalização do ponta dentro da pequena área. Hassan entrou muito bem na partida. Os Socceroos voltaram para a prorrogação com Mabil e Okon-Engstler nas vagas de Metcalfe e O´Neill. O ritmo do Egito foi quebrado, a pressão cessou e as coisas se reequilibraram. Nada de relevante aconteceu no 1º tempo da prorrogação. O apagado Marmoush não voltou para a parte final do tempo-extra. O jovem Abdelkarim entrou. Mesmo bastante desgastado, o Egito conseguiu voltar a pressionar na 2ª etapa da prorrogação. Os zagueiros australianos se destacaram ao bloquear finalizações e cortar cruzamentos perigosos. Ainda levaram algum perigo em lances esporádicos na área africana. Os treinadores fizeram mexidas voltadas a disputa de pênaltis. Beach deu lugar ao experiente Ryan no gol australiano. Já no Egito, Marwan Attia saiu para a entrada de Mahmoud Saber. Ele foi o primeiro a bater nos Faraós, que acertaram todas as quatro cobranças. Salah bateu de cavadinha em Ryan, que saiu muito antes em todas as cobranças. Abdelmaguid e Ramy Rabia também fizeram. O jovem Herrington e o expriente Souttar não conseguiram concluir. Não adiantou Irvine e Mabil balançarem as redes.

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Felipe Alencar

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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