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Didier Deschamps comenta sobre o clima de rivalidade entre Brasil e França A França está pronta para enfrentar o Paraguai, neste sábado, às 18h (de Brasília). Na véspera da partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o técnico Didier Deschamps mostrou tranquilidade com o calor previsto para a Filadélfia durante o jogo. A previsão do tempo indica temperaturas acima de 36ºC, aproximando-se dos 40ºC quando a bola rolar. Mesmo assim, Deschamps não está preocupado. Acredita que o forte calor não vai afetar o desempenho francês contra o Paraguai. – É um fator novo. Mas com o que estou comparando esses dados físicos? Com as temperaturas em que jogaram? O calor não é um critério para escolher entre o time A e o time B. Gostaria de ouvir a opinião daqueles que jogam no Sul ou em países mais quentes, que talvez estejam mais acostumados com o calor. Mas o calor afeta a todos. Inevitavelmente, ele sobrecarrega o corpo, daí a importância crucial da hidratação, juntamente com todos os protocolos que seguimos para combatê-lo. – O calor não afeta nosso ataque nem nossa defesa. Sabíamos que ia fazer calor e tomamos as medidas necessárias seguindo vários protocolos, embora não tenha feito tanto calor até agora. (...) Haverá chuva, tempestades? Espero que não, porque passamos duas horas no vestiário da última vez, mas é um fator, já sabíamos disso, e acho que todas as equipes se prepararam para que isso tenha um impacto, sim, não especificamente em nós, mas em todas as equipes quando tiverem que se esforçar mais – disse Deschamps. Deschamps no treino da França nesta sexta-feira Reuters VEJA TAMBÉM: + 🔍 adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google + Calendário da Copa: veja datas e horários dos jogos + SIMULADOR: escolha quem avança na Copa + Veja a tabela da Copa do Mundo Apesar do calor previsto, a maior preocupação do treinador francês é com seu adversário. O Paraguai eliminou a Alemanha, nos pênaltis, e mandou para casa uma das favoritas ao título da Copa do Mundo já na segunda fase. Deschamps não vê o Paraguai como surpresa e descarta o rótulo de seleção "agressiva" aplicado outras vezes ao adversário deste sábado. – Não é uma armadilha, não sei por que você está usando essa palavra. É quando uma seleção, repito, nas oitavas de final de uma Copa do Mundo, não surge do nada. Eles venceram a Alemanha, então você vai me dizer, sim, talvez alguns digam que a Alemanha é melhor, mas no final, quem se classifica? É o Paraguai, então eles vão dar tudo de si; eles não têm nada a perder. Seja uma armadilha ou não, sabemos exatamente onde estamos, e nosso objetivo é passar desta fase. – Depois, é ótimo se nos elogiarem, mas isso não mudará a atitude deles amanhã. Eu também posso elogiá-los, porque eles merecem, porque estão aqui, e certamente será... Neste nível de competição, cada partida é difícil. Vi a grande maioria dos jogos e, sem dúvida, há muita competição. Quanto mais se sobe, maior a qualidade. Sabemos qual é o nosso nível, mas o deles também aumenta – completou. Para lidar com as qualidades paraguaias, Deschamps quer que a França vá a campo sem medo neste sábado. – A melhor coisa é não entrar em campo com medo. O futebol é um esporte de contato e de comprometimento físico. Existem regras e há um árbitro. As faltas devem ser punidas, embora, desde o início da competição, os árbitros tenham deixado o jogo seguir mais em lances de contato e pequenas faltas, o que não considero necessariamente algo ruim.
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