Notícias de Bastidores e Competições
O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.
Destaque no BMX Freestyle, paranaense Duda Penso sonha com vaga nas Olimpíadas de 2028 Da pequena bicicleta das Superpoderosas, nas ruas de Francisco Beltrão, surgiu uma das principais referências do BMX Freestyle feminino brasileiro. Foi na infância que Eduarda Bordignon, a Duda Penso, deu as primeiras pedaladas rumo a uma trajetória marcada por títulos e conquistas. Líder do ranking nacional, Duda é pioneira do BMX Freestyle feminino no Brasil e dona da melhor colocação de uma brasileira na história do ranking mundial da modalidade, com o sexto lugar, em 2025. Agora, ela mira uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, em busca da maior conquista da carreira. – O objetivo é manter e melhorar o resultado que a gente conseguiu na última temporada. Foi o primeiro ano pós-olímpico, ficamos muito felizes em começar com o pé direito, fechando o top-6. A meta é fazer um bom ciclo, fortalecendo os treinamentos aqui em Maringá - disse Duda, ao ge. Aos 26 anos, Duda vive a melhor fase da carreira. No ano passado, ela conquistou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos e levantou mais um título do Campeonato Brasileiro, consolidando-se como principal nome da modalidade no país. Duda Penso, do BMX, com sua primeira bicicleta Arquivo pessoal Da bicicleta das Superpoderosas à seleção Bem antes das competições internacionais e dos títulos, tudo começou em uma pista de skate na esquina da casa da avó, em Francisco Beltrão. Lá Duda encontrou uma pista de skate e resolveu se aventurar. – Eu gostava de esportes radicais. Vi um pessoal andando e decidi ir lá com a minha bike das Superpoderosas. A partir dali, naquelas primeiras rampinhas, brincando na rua com os vizinhos, começou uma paixão que eu nem sabia que tinha um nome – relembrou. Com o passar dos anos, Duda começou a acompanhar vídeos de BMX, descobriu a modalidade e também que tinha uma bicicleta específica para praticar o esporte. – Eu juntei dinheiro e comprei a minha primeira bike de BMX. Iniciei na modalidade com 12 para 13 anos. Mas, sempre digo que a minha carreira profissional iniciou mesmo aos 17 anos, quando tive a minha primeira convocação para a Seleção Brasileira – comentou. Duda Penso no Pan de BMX Freestyle Park, em 2025 Mikeila Pelayes/CBC Vencendo preconceitos e abrindo caminhos Quando Duda começou no BMX, a realidade era bem diferente da atual. Em muitos treinos, ela era a única mulher entre dezenas de homens. Hoje, vê o crescimento da modalidade feminina como uma das maiores conquistas da carreira. – Eu andava com uns 30 meninos quando comecei. Geralmente eu era a única menina. Eu fico muito feliz em ver essa crescente do esporte, principalmente do público feminino. Isso mostra para essa nova geração que é possível ser mulher e viver de um esporte que a maioria dos praticantes são homens – falou Duda. Os resultados conquistados ao longo dos anos também fizeram Duda assumir um papel de referência para quem está começando. Para ela, a evolução da modalidade vai além das medalhas. – Eu me sinto extremamente honrada e abençoada de viver do que eu amo e ser um espelho para novas gerações. Eu fico feliz em saber que as meninas provavelmente não vão passar por discriminações que a gente enfrentou lá atrás para ganhar esse espaço – pontuou Duda. Duda Penso em etapa da Copa do Mundo de BMX Freestyle Park, em Montpellier, na França Mikeila Pelaez/CBC Sonho olímpico em dose dupla A caminhada rumo a Los Angeles é dividida diariamente com o namorado Gustavo "Bala Loka", sexto colocado nos Jogos Olímpicos de Paris e também multicampeão brasileiro. O casal está junto há dois anos, mas a amizade iniciou bem antes, justamente pela bike. — A gente se conheceu pela bike, começamos juntos e éramos melhores amigos. Sempre brincamos um com o outro que, se no fim das contas ficássemos sozinhos, a gente casaria. Chegou um momento em que o sentimento falou mais alto. Ele me pediu em namoro antes das Olimpíadas – revelou Duda. — Eu falo que não tinha como dar errado. Os dois se amam e amam o mesmo esporte. A gente divide os mesmos sonhos e, se Deus quiser, vamos conseguir estar juntos nos próximos Jogos Olímpicos. É o nosso maior objetivo e vamos caminhar de mãos dadas até lá – destacou. Duda Penso no Pan de BMX Freestyle Park, em 2025 Mikeila Pelayes/CBC Brasileiro de BMX Freestyle O próximo desafio de Duda será o Campeonato Brasileiro de BMX Freestyle, em Maringá, cidade onde mora e treina atualmente. Ao lado de Bala Loka, ela busca conquistar o pentacampeonato da competição, depois de ambos levantarem o quarto título brasileiro na última temporada. A competição vai até domingo, no Centro de Treinamentos de BMX Freestyle Park de Maringá, uma das principais pistas do país, reunindo cerca de 70 atletas em mais de dez categorias. — A gente roda o mundo, temos muitas competições internacionais. Mas quando é no Brasil, tem um gostinho diferente. A torcida é calorosa, algo que só tem aqui. E, sem dúvidas, competir no Paraná é melhor ainda – disse ao ge. A trajetória que começou com uma bicicleta das Superpoderosas, nas ruas da avó em Francisco Beltrão, hoje passa pelas pistas de Maringá e do mundo, tendo como destino Los Angeles 2028. Tudo isso com a esperança de inspirar outras meninas a acreditarem que também existe espaço para elas no BMX Freestyle e em outros esportes. *Com a colaboração de Nicole Heinzen, estagiária do ge.globo/pr, com a supervisão de Rodrigo Saviani. 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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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