Urgente
Publicidade
Anuncie no Manchete Brasil

Sua marca em destaque nas principais noticias.

Conheca os formatos

Como novas regras para chuva podem mudar o GP da Bélgica de F1

Resultados de jogos, escalações, negociações de atletas e tabelas dos principais campeonatos.

Como novas regras para chuva podem mudar o GP da Bélgica de F1

Notícias de Bastidores e Competições

O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.

Lewis Hamilton faz capacete retrô e leva irmão para volta em Ferrari de F1 de três lugares Pela segunda vez em 2026, a chuva pode surgir para mudar os planos da F1. Depois da antecipação da largada da corrida em Miami para evitar o mau tempo, em maio, a categoria agora se mantém em alerta diante da necessidade de adotar o protocolo de Alerta de Chuva e outras medidas, neste fim de semana do GP da Bélgica. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Largada do GP da Bélgica da F1 2025 foi adiada por causa da chuva Alex Bierens de Haan/Getty Images A previsão do tempo para a corrida no Circuito de Spa-Francorchamps espera até 65% de chance de chuva na sexta-feira e no sábado de classificação, e risco de garoa para a corrida no domingo. Entenda novas regras O protocolo de Alerta de Chuva (Rain Hazard) foi implementado pela Federação Internacional do Automobilismo (FIA) nesta temporada. O artigo B1.5.11 do regulamento esportivo foi criado para flexibilizar as regras de parque fechado (parc fermé) quando há chances prováveis de chover. No regime de parque fechado, as equipes não podem fazer muitas mudanças em seus carros depois da classificação de sábado. Entretanto, sob o protocolo de Alerta de Chuva, as equipes poderão fazer alterações especificada sob um documento técnico da FIA (FIA-F1-DOC-080). Chuva atrasa início da corrida sprint no GP da Bélgica em 2023 Mark Thompson/Getty Images O documento é de acesso restrito ao público, mas sites especializados apontam que ele permite ajustes especiais na posição do assoalho do carro em relação ao chão, e nas configurações da aerodinâmica ativa - o fechamento e a abertura das asas do veículo; no caso, as dianteiras. Essa medida foi criada, também, para evitar punições aos pilotos por desgaste excessivo ao assoalho. Isso porque qualquer disparidade no ajuste da altura do carro e a posição das asas do veículo podem empurrar o veículo para baixo, o que pode levar ao desgaste da prancha do assoalho e culminar na desclassificação do piloto - mesmo que o desgaste não tenha ocorrido de forma intencional. Outra mudança introduzida nesta temporada, que consta no Artigo B1.5.12, é o protocolo de Condição de baixa aderência (Low grip condition). Sob essa sinalização, as zonas de ativação do modo reta vão ficar mais curtas e só a asa dianteira vai poder ser aberta para diminuir o arrasto, enquanto a asa traseira segue funcionando como se estivesse no Modo curva (com asas fechadas). Baixa visibilidade causada por sprays d'água é uma das principais preocupações da F1 sob chuva Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images Em abril deste ano, a F1 introduziu mais medidas a serem implementadas em caso de chuva. A principal delas inclui a proibição do Modo de energia extra (Boost mode), que oferece 350 kW extras aos pilotos, para se defender ou atacar um rival na pista. O objetivo é evitar que o piloto tenha dificuldades de conduzir o carro sob a pista molhada, evitando a instabilidade provocada pelo súbito ganho de potência e o excesso de torque causado pela ativação do ERS, o sistema de recuperação de energia elétrica. A FIA também aumentou da temperatura dos cobertores que mantém os pneus intermediários aquecidos, para melhorar o desempenho deles logo após os pilotos deixarem os boxes - reduzindo os riscos causados por pneus ainda frios na pista. Para completar, simplificou o sistema de luzes que permite a identificação dos carros à frente sob baixa visibilidade. Ranhuras nos pneus intermediários da F1 são mais superficiais do que nos de chuva forte Robert Cianflone/Getty Images Pneus de chuva vs pneus intermediários Os pneus, por sinal, são cercados de polêmica quando se trata de corridas sob chuva. Isso porque os de chuva forte (faixa azul) têm aparecido cada vez menos na categoria. Isso se dá porque eles possuem menos aderência que os intermediários, utilizados sob chuvas menos intensas, e geram mais sprays d'água no campo de visão dos pilotos. Hamilton testou pneus de chuva forte com a Ferrari em abril Esse fenômeno ganhou força por causa da configuração dos carros de efeito-solo, que corriam na F1 até 2025; os veículos bombeavam água para fora e sobrecarregavam os pneus, além de gerar uma névoa d'água que só piorava a visibilidade. Ainda não se sabe como os pneus deste ano, porém, vão interagir com a atual geração de carros. - Você não sabe o que essa “besta” tem a mostrar. Tem um papo rolando de que os pneus talvez não sejam tão bons quanto os de anos atrás. Então, como piloto, você pode ter que ser um pouco mais cauteloso na volta de saída e na primeira volta. Provavelmente você não vai acelerar a fundo na Eau Rouge na sua primeira volta de ataque, a primeira volta na chuva - projetou George Russell, visando o GP da Bélgica. George Russell foi segundo colocado no GP da Bélgica em 2021, sob a chuva; foi primeiro pódio da Williams desde 2017 e primeiro do britânico na F1 Mark Thompson/Getty Images Etapa é marcada por chuvas na história da F1 O GP da Bélgica tem um histórico considerável quando se trata de corridas sob chuva; a pista molhada pavimentou o caminho de algumas das vitórias de Ayrton Senna em Spa, em 1985 e 1989. Porém, registros recentes não faltam: ano passado, a largada foi atrasada em 1h20 por causa do mau tempo, embora as condições tenham melhorado posteriormente. O mesmo se deu na corrida sprint de 2023. Há cinco anos, porém, a precipitação deu mais trabalho: Lando Norris foi hospitalizado para se submeter a exames após bater na classificação em Spa-Francorchamps, em 2021, no mesmo fim de semana em que seis meninas bateram na classificação da W Series (antiga categoria feminina) e vários incidentes relacionados afetaram a Fórmula 3. Impacto de acidente na subida da Eau Rouge, na classificação do GP da Bélgica, destruiu McLaren de Lando Norris AFP No domingo, a cereja do bolo: a F1 esperou quase três horas e meia para correr, mas a prova foi encerrada com só uma volta válida - concedendo aos pilotos metade da pontuação originalmente prevista aos dez primeiros colocados. Como resposta às críticas pelo episódio, a FIA aprovou uma pontuação de contingência para corridas que não sejam concluídas em sua totalidade. O GP da Bélgica de 2021 será uma corrida lembrada por muito tempo. Pelos piores motivos, infelizmente Lars Baron/Getty Images Em 2008, Lewis Hamilton venceu uma corrida com contornos dramáticos pela chegada da chuva nas voltas finais, mas foi punido por ultrapassar Kimi Raikkonen cortando uma chicane. Dez anos depois, em 1998, o GP da Bélgica começou com um acidente de proporções poucas vezes vistas na F1 envolvendo 13 carros por causa da chuva, e Damon Hill venceu a corrida. Na edição de 1997, o safety car liderou uma largada pela primeira vez na história por causa do mau tempo, na vitória de Michael Schumacher. Ele e Hill também protagonizaram a disputa pela vitória em 1995, quando o alemão brilhou na chuva após largar em 16º: ele decidiu ficar com os pneus slick e quase escapou da pista, mas se beneficiou de uma punição ao rival por acelerar nos boxes. Carros de Irvine e Coulthard após acidente na largada do GP da Bélgica de 1998 Getty Images Três anos antes, em 1992, Schumacher também desafiou o tempo para vencer pela primeira vez na carreira; naquela temporada, a F1 também tinha um piloto italiano e um inglês (Riccardo Patrese e Nigel Mansell), da mesma equipe (Williams), disputando o título, algo que só voltou a se repetir em 2026 com Andrea Kimi Antonelli e George Russell na Mercedes. Fora da F1, porém, o Circuito de Spa-Francorchamps registrou ocorrências infelizes sob a chuva: em 2023, o holandês Dilano Van't Hoff morreu com apenas 18 anos de idade após um grave acidente na etapa belga da Formula Regional Europeia, a FRECA. Dilano Van'T Hoff foi campeão da F4 espanhola em 2021 Divulgação Ele sofreu uma batida em T, uma das mais perigosas no automobilismo, na reta Kemmel: é quando um carro atinge, de frente, a lateral de outro veículo na pista. O caso comoveu o mundo do esporte a motor e gerou pedidos por mudanças na pista por parte de Max Verstappen e Lance Stroll. Infos e horários GP da Bélgica de F1 2026 Infoesporte

Publicidade
Anuncie no Manchete Brasil

Sua marca em destaque nas principais noticias.

Conheca os formatos

Expectativa para os Próximos Confrontos

Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.

A cobertura completa de estatísticas, bastidores de vestiário e calendários de jogos segue atualizada diariamente pela equipe de jornalismo do Manchete Brasil.

Publicidade
Anuncie no Manchete Brasil

Sua marca em destaque nas principais noticias.

Conheca os formatos
M

Mateus Rocha

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

Publicidade
Anuncie no Manchete Brasil

Sua marca em destaque nas principais noticias.

Conheca os formatos