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Com brilho de Kane e Bellingham, Inglaterra supera problemas coletivos

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Com brilho de Kane e Bellingham, Inglaterra supera problemas coletivos

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O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.

A Copa do Mundo de 2026 é chamada por muitos como a ''Copa dos Protagonistas''. E que bom que a Inglaterra tem dois jogadores com tal capacidade. Jude Bellingham e Harry Kane foram determinantes para superar os diversos problemas apresentados pela equipe diante da República Democrática do Congo. Se o camisa 10 foi mais constante em alto nível, o centroavante balançou a rede duas vezes. O Furacão chegou a cinco gols em quatro jogos na competição e é um dos vice-artilheiros. O México será o próximo adversários dos europeus. A seleção africana foi superior no 1º tempo. Surpreendeu a quem esperava uma estratégia mais defensiva, como fez contra grandes adversários na fase de grupos. Mostrou mais repertório ofensivo inicialmente, mas acabou sucumbindo ao ser pressionada. Escalações Thomas Tuchel escalou Spence na lateral-direita hoje. Quansah e Reece James apareceram entre os relacionados, mas fora das melhores condições. Rice volta ao meio-campo e Madueke foi o ponta-direita. Saka começou no banco, assim como Stones. Konsa e Guéhi foram mantidos na zaga. Ao contrário do que fez contra Portugal e Colômbia, Sébastien Desabre optou por uma linha de quatro na defesa. Sadiki ganhou a vaga de Edo Kayembe no meio. Mbuku e Cipenga foram mantidos nas pontas. Bakambu começou no banco. Como Inglaterra e RD Congo iniciaram o duelo pela fase16 avos de final da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo A Inglaterra foi surpreendida com o cenário inicial da partida e mostrou-se profundamente abalada com a sucessão de fatos que marcaram os primeiros minutos. A começar pela postura da República Democrática do Congo, que não deu a bola aos europeus. Buscou trabalhar com a posse e avançar de maneira organizada ao ataque. Liberava os laterais, promovia flutuações de Mbuku da direita para dentro. Ataques de Cipenga na direção da área. Tinha Sadiki e Mudau extramamente ativos e móveis na intermediária rival. Os ingleses pareciam despreparados para isso, e foram muito frouxos na marcação. Mostraram pouca intensidade para abordar o homem da bola, descoordenação entre os setores e a área mal protegida. Saíram atrás no placar logo aos seis minutos. Mbemba lançou Sadiki em projeção na área, a bola passou por ele e por Spence, e sobrou para o livre Cipenga marcar. Eliott Anderson não acompanhou a infiltração de Sadiki e gerou a lacuna que o lateral inglês tentou proteger sem êxito. O gol africano provocou instantes de desestabilização nos europeus, que poderiam ter sofrido mais tentos. Brian Cipenga vence Pickford e marca para RD Congo contra Inglaterra Reuters A parada para hidratação veio em excelente hora. Diminuiu a quantidade de erros técnicos, inseguranças e precipitações que faziam a RD Congo rondar a área e se sentir bastante a vontade para trabalhar a bola. Logicamente a Inglaterra aumentou o seu tempo de posse no campo de ataque e os Leopardos precisaram se fechar, mas não deixaram de atacar com coragem e organização. Ainda sem uma clareza do que fazer em ocupação de espaços e movimentos coletivos, os ingleses melhoraram. Madueke e Spence foram importantes para gerar volume pela direita e cruzamentos para a área. O ponta fez dois levatamentos que só não terminaram em gols por méritos adversários. Mpasi fez excepcional defesa em cabeçada de Bellingham, e Wan-Bissaka - fez grande 1º tempo - salvou em cima da linha uma finalização de Rashford. Pouco antes, Bellingham já havia parado no goleiro ao cabecear um excelente cruzamento de Rice. Havia algumas lacunas nas bolas aéreas destinadas ao setor de Mbemba. Tuanzebe, por sua vez, vencia mais duelos e era seguro. A Inglaterra reclamou de pênalti em um passe em profundidade para Harry Kane, que de fato driblou o goleiro e foi tocado. O árbitro interpretou que não foi o suficiente para marcar a penalidade. O centroavante quase empatou nos acréscimos, ao bater com força um escanteio cobrado na área. Mpasi voltou a salvar um vacilo de marcação de Mbemba. Harry Kane reclama de pênalti em Inglaterra x RD Congo Reuters Se havia melhorado a produção ofensiva, a parte defensiva mantinha-se pouco competitiva nos ingleses. Muito descoordenados para pressionar, mal posicionados em inversões de bola e inseguros defendendo a área. Yoane Wissa quase ampliou ao concluir uma bela jogada coletiva que ele mesmo iniciou. A finalização bateu na trave. Depois de 20 minutos iniciais ruins como todo o time, Bellingham reagiu e passou a ser o nome mais perigoso. Se mostrou inconformado com o cenário e tentou o empate de todas as formas. Construiu duas jogadas de perigo logo no princípio do 2º tempo. Em uma delas serviu Rashford em contragolpe, mas o chute foi na rede pelo lado de fora. Na sequência, parou de novo em Mpasi ao bater de canhota. Havia pouco jogo coletivo no English Team. As jogadas ofensivas se resumiam a cruzamentos de Madueke para uma área ocupada e a individualidade de Bellingham. Tuchel fez suas primeiras mexidas aos 15 minutos. Saka e Gordon substituíram Rashford e Madueke. Nos africanos, Mbuku, um dos melhores em campo, deu lugar a Elia na ponta-direita. Inglaterra x RD Congo - Copa do Mundo REUTERS/Claudia Greco Logo depois da parada para hidratação, Tuchel tirou Spence e pôs Eze para fazer dupla de meias com Bellingham. Rice foi para a lateral-direita. O time ganhou um pouco mais de ordem para fazer as combinações pelo flanco destro. Contou com infiltrações de Eze e de Rice entre os defensores na jogada do gol de empate. Gordon recebeu pela esquerda na sequência do lance e cruzou para Kane marcar. O centroavante se desmarcou de Tuanzebe e venceu Mpasi em bola que era defensável. Os ingleses se encheram de confiança para buscar a virada. Edo Kayembe e Bongonda foram a campo logo depois. Cipenga e Mukau deixaram o gramado. Além dos cruzamentos, a Inglaterra começou a criar oportunidades em jogadas por baixo. Eliott Anderson cresceu no jogo, Gordon entrou bem, Bellingham manteve-se produtivo, mas a chave decisiva de Harry Kane já havia virado. E foi isso que fez a Inglaterra encontrar a vitória nos últimos minutos do tempo normal. Ele recebeu na entrada da área em boa trama que teve as participações de Anderson, Bellingham e Gordon, e bateu com extrema força e precisão no ângulo esquero de Mpasi, sem qualque chance de defesa. RD Congo ainda buscou pressionar no fim em busca de um novo empate, mas o resultado já estava sacramentado.

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Redação Manchete Brasil

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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