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Clube do interior de SP tem feito histórico em Copas que já dura 20 anos A Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, ficou conhecida como a “Copa dos Craques” por reunir inúmeros jogadores super talentosos e que fizeram história, em apenas uma edição. Alguns exemplos são Ronaldo, Ronaldinho e Kaká, do Brasil, Zidane e Thierry Henry, da França, Lionel Messi, da Argentina e Cristiano Ronaldo, de Portugal. Mas algo que passou despercebido na competição foi uma marca firmada pelo Rio Branco Esporte Clube, equipe da cidade de Americana, no interior do estado de São Paulo. De acordo com o livro “Almanaque do Rio Branco”, de Claudio Gioria, naquele ano o clube se tornou o primeiro clube nacional - e até agora único - a revelar três jogadores que foram convocados para disputar o Mundial por seleções diferentes: Brasil, Espanha e México. Dentre eles estava Mineiro, volante convocado de última hora por Parreira para defender a Seleção Brasileira. O jogador vivia o auge de sua carreira após marcar o gol do título mundial do São Paulo contra o Liverpool em 2005. Ele recebeu o chamado após Edmílson, titular do Brasil na época, sofrer uma grave lesão no joelho poucos dias antes da estreia. Mineiro (na esquerda) na Copa São Paulo de Juniores de 1996 Arquivo de Claudio Gioria Com passagens por Ponte Preta, Hertha Berlin e Chelsea, Mineiro foi revelado no Rio Branco e teve sua estreia no profissional no final de 1993, com apenas 18 anos. Permaneceu no clube até 1998, quando foi vendido para a Macaca por R$600 mil. Além dele, Marcos Senna, jogador formado no Tigre na década de 90, também estava na Copa do Mundo de 2006, mas pela seleção da Espanha. Ídolo do Villarreal, ele se naturalizou a pedido do técnico Luis Aragonés para jogar o Mundial. Primeiro brasileiro a ser campeão da Eurocopa, em 2008, Senna foi para o clube espanhol em 2002, onde permaneceu por 11 anos. O jogador é considerado um dos predecessores da geração de ouro do país que conquistou a Copa do Mundo de 2010. Marcos Senna em treino no Rio Branco em 1997 Arquivo de Claudio Gioria O terceiro caso é de Antônio Naelson, mais conhecido como Sinha. O meio campista disputou o Mundial pelo México, país que fez história ao ser o primeiro mexicano naturalizado a marcar um gol pela seleção, em outubro de 2004. Sinha, ou Zinha, como é conhecido fora do Brasil, chegou ao Rio Branco em 1994, para jogar nos aspirantes, com o peso de ser primo de Souza, meia habilidoso que tinha sido vendido ao Corinthians poucos meses antes. Nunca conseguiu se firmar na equipe principal, foi negociado com o América-MG e depois seguiu para o Toluca, onde ganhou destaque, mesmo sem muitos gols. Sinha (na frente) em jogo dos aspirantes do Rio Branco Arquivo de Claudio Gioria Para Claudio Gioria, o feito do Rio Branco “mostra que o trabalho de base que era feito antigamente nos clubes pequenos ajudava, e muito, a abastecer não apenas os clubes grandes, mas seleções também”. Mas, ainda segundo o escritor, a crise que consome diversos clubes do interior de uns anos para cá não recebe a atenção necessário, algo que “reflete na falta de revelação de jogadores”. A marca também foi atingida por gigantes europeus como Ajax (Holanda), também na Copa de 2006, e Barcelona (Espanha), nas Copas de 2010, 2014 e 2018. No entanto, enquanto os europeus gastam milhões de euros anualmente para atrair os melhores adolescentes do planeta para suas instalações, o Rio Branco conseguiu colocar três atletas em três seleções operando como um clube de orçamento modesto do interior paulista. E mesmo assim, no Brasil, nenhum clube conseguiu ainda conseguiu igualar o feito que já dura 20 anos. Time do Rio Branco na Copa São Paulo de Juniores de 1996 Arquivo de Claudio Gioria A foto mostra o elenco do Rio Branco durante a Copa São Paulo de Juniores em 1996. Sinha e Mineiro, circulados em vermelho, estavam na equipe assim como Marcos Assunção e Marcelinho Paraíba.
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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