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Brasil venceu duas vezes a Copa seguinte após cair antes das quartas; como repetir o feito em 2030?

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Brasil venceu duas vezes a Copa seguinte após cair antes das quartas; como repetir o feito em 2030?

Notícias de Bastidores e Competições

O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.

Brasil venceu Copa seguinte a todas que caiu antes das quartas; como repetir em 2030? O Brasil foi eliminado antes das quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1990 e igualou a 11ª posição do Mundial de 1966, a segunda pior da história. A pior campanha foi em 1934, quando a Seleção fez apenas um jogo, em outra era do futebol, quando ainda não existia fase de grupos. Em 1966 e 90, com regulamentos e formatos mais próximos do atual, a Seleção se reinventou o suficiente para ser campeã no Mundial seguinte. Mas o que é preciso fazer para alcançar tamanha evolução em apenas quatro anos? Após mais uma campanha decepcionante, o ge buscou entender quais são os principais pontos de atenção da Seleção para o ciclo de 2030 e ouviu especialistas e personagens envolvidos nas outras campanhas. Veja a tabela da Copa do Mundo Jogadores da Noruega comemoram, enquanto atletas do Brasil lamentam eliminação da Seleção Mike Segar/Reuters Existe uma grande semelhança nos três ciclos em que o Brasil ficou de fora das quartas de final: ambiente conturbado e sensação de desordem nos bastidores da seleção brasileira e politicamente na CBF. Veja abaixo detalhes dos ciclos em questão. Jorginho critica postura da Seleção após a Copa: "Parece que não dói" Jorginho critica forma de jogar da seleção brasileira com Ancelotti: "Inadmissível" Ciclos de 1966 e 1970 A Copa de 1966 foi um dos grandes vexames do futebol brasileiro. A Seleção chegou como bicampeã mundial (1958 e 1962), mas foi eliminada ainda na fase de grupos. O time treinado por Vicente Feola venceu apenas a Bulgária, mas perdeu para a Hungria e para Portugal, na sequência. A CBD (Confederação Brasileira de Desportos, precursora da CBF) vivia grande desorganização nos bastidores. O presidente João Havelange tinha divergências com Paulo Machado de Carvalho, o que levou o chefe da delegação, que teve participação importante nos bastidores das campanhas de 1958 e 1962, a ir embora depois do bi. O ge conversou com o jornalista Mauro Beting, autor de diversos conteúdos sobre a Copa do Mundo de 1970, para analisar o contexto. — O Paulo Machado de Carvalho deixa a CBD, e começa a pior preparação da nossa história, para a Copa de 66. Convocamos 46 atletas para uma preparação pré-Mundial, eram divididos quatro times, cada um com uma cor de camisa. E tinham algumas coisas bizarras, fora escolhas erradas do Feola. O preparador físico era preparador de judô. Deu tudo errado. Experientes jogadores de 58 e 62 não foram bem, já estavam mal fisicamente, e outros eram muito jovens, como o Tostão, que foi um dos poucos que se salvaram — conta. A Copa de 1966 marcou o início de uma era conhecida como "futebol-força", um estilo de jogo físico que priorizava a marcação intensa, a força muscular, a velocidade e a disciplina tática. Pelé foi muito caçado no torneio e sofreu uma grave lesão no joelho direito. Logo depois do torneio, o Rei do Futebol disse que não jogaria mais Copas do Mundo. Pelé sai de campo lesionado no jogo contra Portugal, na Copa do Mundo de 1966 Getty Images - Central Press O Brasil buscava copiar o futebol europeu pela primeira vez. Sob o comando de Aymoré Moreira, técnico campeão em 1962, a Seleção passava por fase de renovação. Mas, em 1968, a CBD resolveu apontar o jornalista João Saldanha como treinador. No auge da ditadura militar, a Seleção tinha um comunista no comando. — Em 1969, começa o governo de Médici, que era gremista, apaixonado por futebol, e dava vários pitacos na Seleção. O Saldanha dá a famosa declaração de que "Nem eu escalo ministério nem o presidente escala time". Em abril de 1970, João Saldanha invadiu a concentração do Flamengo, armado, para tirar satisfação com Yustrich, treinador rubro-negro, que vinha fazendo críticas pesadas ao seu trabalho. É basicamente como se o Ancelotti entrasse armado no Ninho do Urubu para pegar o Leonardo Jardim. Saldanha foi demitido, até porque o Médici já não queria um comunista assumido no cargo. Aí chega o Zagallo — lembra Mauro Beting. Apesar das trocas de comando no ciclo para a Copa de 1970, a seleção brasileira teve uma preparação muito diferente antes da conquista do Tri. Seis jogadores de 66 foram novamente convocados: Pelé, Jairzinho, Gérson, Tostão, Brito e Edu. Novos nomes importantes surgiam, como Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Rivellino, entre outros. Houve uma preparação física de mais de 120 dias, o que fez a equipe chegar ao torneio muito mais preparada para o futebol que passava a se praticar na época. — De 66 para 70 mudou bastante, a qualidade e a maneira de encarar o time. Entram também os militares, a partir do capitão Cláudio Coutinho, que era o supervisor geral, o Parreira, que era auxiliar de preparação física e um dos observadores da Seleção. Fizeram um trabalho bárbaro e o Brasil voou na Copa de 70. O Brasil aprendeu na porrada e na geração que era maravilhosa. Mudou muita coisa de 66 para 70 — conclui Mauro Beting. Pelé comemora o primeiro gol do Brasil na final da Copa do Mundo do México em 1970 contra a Itália Action Images / Sporting Pictures/ Reuters Ciclos de 1990 e 1994 Na Copa de 1990, o Brasil venceu os três jogos da primeira fase, 2 a 1 na Suécia, 1 a 0 na Costa Rica e novamente 1 a 0 sobre a Escócia. Nas oitavas, foi derrotado pela Argentina, no que muitos dizem ter sido a melhor atuação do Brasil naquele torneio, acertando a trave três vezes e perdendo por 1 a 0 em lance genial de Maradona e gol de Caniggia. Naquele Mundial, a CBF intermediou um contrato com uma patrocinadora e repassaria um valor de premiação aos jogadores. A questão é que a entidade disse aos atletas que o prêmio seria de 1 milhão de dólares, quando na verdade ela tinha recebido o dobro disso. O elenco ficou sabendo e houve enorme insatisfação. O ge conversou com o lateral Jorginho, que participou das Copas de 1990 e 94. — A Copa de 90 foi para a gente um grande aprendizado. Nós entendemos e reconhecemos que fizemos muita coisa errada. A começar pelos problemas de patrocínio. Isso deu muito problema, a CBF reconheceu e deu esse valor aos jogadores para dividir. Os jogadores acharam que tinha um ou outro profissional que não estava trabalhando direito. E queriam dividir essa premiação apenas com jogadores e parte da comissão técnica. Isso trouxe um grande problema para a gente dentro da Copa do Mundo. Errado. A gente não tinha que discutir a premiação. Lateral do Tetra, Jorginho expõe erros de vexame em 1990 e como Brasil evoluiu em 94 Jorginho lembra que os jogadores e a comissão técnica passaram o Mundial com preocupações relacionadas à premiação e ao ambiente conturbado. Outra questão ressaltada pelo ex-lateral foi a discussão do técnico Sebastião Lazaroni com os jogadores para definir a formação da equipe. — A gente discutiu dentro da Copa do Mundo se jogaríamos com três zagueiros ou três atacantes. Fizemos uma reunião. Eu gosto demais do Lazaroni, mas ele nunca poderia ter colocado isso em pauta. Temos que ser democráticos até certo ponto. Tem momento em que o treinador tem que tomar a decisão. Isso foi um prejuízo. Além disso, tivemos presença de muita gente na nossa concentração. O tempo todo era família, amigos, empresários, até mesmo a imprensa entrando no nosso ambiente de trabalho. Isso foi muito ruim. Com brilho de Maradona, Brasil perdeu para a Argentina nas oitavas da Copa do Mundo de 1990 Alessandro Sabattini/Getty Images Logo após a Copa de 1990, o ex-jogador Falcão assumiu como treinador da Seleção. A ordem que chegou do presidente Ricardo Teixeira era de tirar todos os jogadores da Copa de 90, por conta da confusão com a entidade relacionada à premiação. No início do novo ciclo, ele trouxe jogadores como Cafu, Mauro Silva e Márcio Santos, numa renovação forçada, mas que revelou nomes importantes. Já na Copa América de 1991, começaram a voltar jogadores da Copa de 90. Uma grande discussão deste ciclo girou em torno de Romário, que ficou indignado quando saiu da Europa para jogar contra a Alemanha, em dezembro de 1992, e ficou no banco. Parreira e Zagallo não o queriam no time, e o Baixinho ficou fora nos sete primeiros jogos das Eliminatórias. Com grande pressão da torcida e da imprensa, ele voltou em setembro de 1993 e brilhou na vitória decisiva sobre o Uruguai com dois gols. No Mundial de 94, a situação foi totalmente diferente do anterior. Assim como em 1970, a Seleção aprendeu com os erros do vexame. Jorginho conta que logo no início da preparação para a Copa de 1994 foi montada uma cartilha da delegação brasileira, dividindo o valor de premiação igualmente para todos os membros, do roupeiro ao chefe da delegação. — O ambiente mudou, todo mundo feliz da vida, se abraçando e trabalhando por um propósito só. Na Copa não teve nenhuma discussão, o Parreira foi muito firme. Foi tudo muito combinado, ninguém entrava na concentração. Mesmo família, amigos... Tudo contribuiu para que a gente caminhasse sem que os problemas externos atrapalhassem. Queriam trazer reportagem e a gente não queria, mesmo que fosse coisa boa. Nosso objetivo era o Brasil ser campeão do mundo. Nada podia atrapalhar. Assim como em 1970, o Brasil venceu a Copa de 1994 muito por causa dos erros cometidos no Mundial anterior. Foram 10 representantes da Copa de 90 na campanha do Tetra. Após vexame em 90, Brasil venceu a Copa do Mundo de 94 Mark Leech/Offside/getty Erros de 2026 e pontos a evoluir A derrota para a Noruega, nas oitavas de final da atual Copa do Mundo, garantiu o maior jejum absoluto desde o primeiro título, com 28 anos entre 2002 e 2030, além da maior seca geral se levarmos em conta de 1930, primeira edição de Copas, a 1958, quando inauguramos a contagem para o penta. O desempenho no Mundial foi condizente com o conturbado ciclo que o Brasil teve desde o fim da Copa de 2022. Nos últimos quatro anos, a Seleção passou por mudança presidencial na CBF, treinador interino, Ramon Menezes, treinador em conjunto com o Fluminense, Fernando Diniz, treinador definitivo, Dorival Júnior, e o desejo inicial, Carlo Ancelotti, chegou apenas em maio de 2025. Com um ano de preparação, o treinador italiano teve ingrata missão de tentar superar trabalhos sólidos de outras seleções, e não conseguiu. A Noruega, por exemplo, eliminou o Brasil sob o comando de um treinador, Stale Solbakken, que está no cargo desde 2021. Uma das principais críticas à Seleção na eliminação de 2026 foi a forma reativa como jogou contra os noruegueses, tendo apenas 34% de posse de bola na partida. — O Brasil não pode ser reativo. Não pode contra Marrocos termos menos posse de bola. Não pode a Noruega ter 70% da posse de bola. Apesar de que mesmo assim, as melhores chances foram do Brasil. Mas é difícil para nós, brasileiros, entregarmos a bola para um adversário e jogar no contra-ataque. É inadmissível. Porque todos os nossos jogadores são de qualidade. E claro que o Ancelotti é experiente e não vai deixar que isso aconteça novamente — afirma Jorginho. "Parece que não dói": Jorginho critica postura de jogadores da Seleção após a Copa Carlo Ancelotti já teve contrato renovado até 2030 e, ao contrário dos exemplos citados, de 70 e 94, não há mudança prevista no comando. A forma de trabalhar do treinador nunca indicou grande desejo de ter a bola, no entanto. Na Champions League 2023/24, ele foi campeão com o Real Madrid tendo 47% de posse de bola média no mata-mata, por exemplo. Outra questão que sempre pesa para o Brasil em Copas do Mundo é o psicológico. A Seleção teve à disposição dos atletas no Mundial de 2026 a psicóloga Marisa Santiago. E a pressão tenderá a ser ainda maior em 2030, com o maior jejum da história brasileira. Jorginho precisou lidar com isso em 1994 e dá dicas de como os jogadores brasileiros podem superar isso. — Sejam resilientes, passem por cima, vençam obstáculos, a desconfiança da torcida. É possível eles detectarem o que deu errado e cobrarem isso da CBF. Sei que é difícil para o jogador, mas tem que cobrar. Não dá para mudar tanto assim. Tivemos Ramon, Diniz, Dorival e depois Ancelotti. Não tem como. Por isso a gente não via uma equipe montada, uma jogada ensaiada. Eu passei ali dentro entre 2006 e 2010, sei que em um ano o Ancelotti quase não teve tempo de treinar. É verdade que o ciclo do Brasil foi longe do ideal, mas algo deste tipo também aconteceu no pré-2002, ciclo do Penta. Na ocasião, a CBF demitiu Luxemburgo e Leão, teve Candinho como interino em dois jogos, e Felipão só chegou em 2001. Mas na época, a geração de jogadores era superior. Veja abaixo a comparação dos 10 meias mais valiosos de 2004 com os 10 mais caros de 2026, de acordo com o site Transfermarkt. 2004: Ronaldinho, Kaká, Marcelinho Paraíba, Juninho Pernambucano, Alex, Diego, Júlio Baptista, Carlos Alberto, Rivaldo e Geovanni. 2026: Lucas Paquetá, Jhon Jhon, Evander, Gabriel Mec, Bitello, Matheus Pereira, Claudinho, Léo Scienza, Isaque e Neymar Único meia do Brasil, Lucas Paquetá se lesionou na Copa, e Martinelli jogou improvisado nas oitavas Phil Noble/Reuters Formação de jogadores As listas de meio-campistas ilustram o desequilíbrio na formação de jogadores. O Brasil tem excelentes pontas, ótimos zagueiros, bons volantes, mas poucos laterais de qualidade, quase nenhum meia no nível mais alto... A reportagem conversou com Pedro Smania, coordenador de base com passagens por São Paulo e Cuiabá, sobre a escassez de meio-campistas. Esse questionamento entrou muito em evidência, que o Brasil não produz meias. A gente pode analisar de várias maneiras. Primeiro, o que o mercado exige? Eles têm buscado muita velocidade. Eles têm comprado isso. Então, hoje, um ponta de 18 anos vale muito dinheiro. O meio exige leitura de jogo, percepção espacial apurada, uma tomada de decisão mais rápida, um controle emocional, capacidade de jogar pressionado. Esse tipo de atleta demora muito a ser produzido. Diferente de um ponta, que a gente consegue fazer com que apareça mais cedo. E o futebol brasileiro exige muito imediatismo no resultado. Especialista em formação explica por que Brasil não forma mais meias: "Exige paciência" Ao ge, Pedro Smania cita casos de meias talentosos que ele viu tendo dificuldades em seu período como coordenador do São Paulo. O primeiro é Gabriel Sara, que foi muito criticado pelos torcedores e demorou a se firmar no time profissional, sendo vendido por 9 milhões de libras (cerca de R$ 55 milhões na época). Mais recentemente, chegou à seleção brasileira atuando pelo Galatasaray. Ele também lembrou do meia mais talentoso que viu jogar nas categorias de base. — Eu tenho mais de 30 anos no futebol e como gestor mais de 20. O meia mais talentoso que eu vi na minha carreira chama-se Ed Carlos. Se pesquisar no The Guardian, vai estar lá como um dos três brasileiros citados para ser o próximo destaque no futebol mundial. Uma visão de jogo como jamais vi. E o Ed Carlos hoje, ninguém sabe mais onde está. Deve estar em algum mercado alternativo. Aos 25 anos, Ed Carlos atua no Botafogo-PB. Ele deixou o São Paulo e assinou com o Santos em 2021, chegou a disputar 13 jogos pelo time profissional do Santos, mas rodou em empréstimos para Betim Futebol e Niki Volos, da Grécia, até chegar ao clube paraibano. Na opinião de Pedro Smania, existem muitos outros Ed Carlos por aí: meias talentosos que não conseguem espaço no futebol. Em 2018, The Guardian citou Rodrygo e Ed Carlos como promissores Ed Carlos, meia do Botafogo-PB, não conseguiu se desenvolver em São Paulo e Santos João Neto/Botafogo-PB Um país que não tem dificuldade de revelar meio-campistas é a Espanha. Enquanto o Brasil tem dificuldades no setor de criação, os finalistas da Copa de 2026 têm jogadores como Pedri, Fabián Ruiz, Zubimendi, Gavi, Álex Baena, Mikel Merino, Dani Olmo, entre outros. A seleção espanhola levou para o Mundial deste ano oito titulares que jogaram contra o Brasil na decisão das Olimpíadas de Tóquio, em 2021. Unai Simón, Eric García, Cucurella, Zubimendi, Merino, Pedri, Dani Olmo e Oyarzabal se desenvolveram na equipe. Enquanto a seleção brasileira, de lá para cá, passou por duas mudanças de presidentes na CBF, diversas mudanças de treinador nas Seleções Sub-20, Olímpica e Principal, e levou para a Copa apenas Bruno Guimarães e Matheus Cunha daquele ouro. Tudo isso por conta de um modelo de futebol espanhol. No Brasil, cada clube desenvolve os atletas de acordo com suas filosofias e seus interesses financeiros. Pedro Smania expõe alguns dos problemas do nosso processo de formação. — Vale a gente lembrar que categoria de base, na maioria dos clubes, não é tratado como investimento, é tratado como custo. Quem trabalha com categoria de base trabalha com salários muito mais baixos do que qualquer outro futebol profissional. Eu vejo que no Brasil cada clube tem uma metodologia. Isso gera diversidade. Mas eu acredito que a gente poderia ter sim uma diretriz nacional mais clara para esses aspectos da formação, principalmente no desenvolvimento cognitivo. Coordenador de base analisa investimento em formação no Brasil: "Visto como custo" O especialista destaca o calendário das categorias de base no Brasil. Em geral, atletas sub-17 e sub-20 disputam torneios semelhantes ao profissional, atuando quase sempre quarta e domingo. Assim, não conseguem tempo para treinar e estudar. — A formação de um atleta tem que ser olhada de uma maneira integral. Formação é cognitiva. Se discute por que o Brasil não forma mais meia... Um meia precisa ser inteligente, um meia precisa ter raciocínio rápido. Mas o processo de formação cognitiva passa pela educação formal. E nós estamos colocando a educação formal em segundo plano, terceiro plano. Então, isso precisa ser repensado — acrescenta o coordenador de base. A Noruega, que eliminou o Brasil na Copa, tem hoje sua melhor geração de atletas graças a um sistema de formação considerado um dos mais progressistas do mundo. Desde 1988, a França tem um CT que revolucionou o futebol nacional, formando nomes como Thierry Henry, Mbappé e muitos outros, e transformando o país na potência atual. Bélgica e Inglaterra também tiveram modelos semelhantes. Veja sistema da Noruega que formou Haaland e Odegaard Clairefontaine: CT que revelou Mbappé, Henry e outros na França Com Odegaard e Haaland, Noruega tem melhor geração de sua história e eliminou o Brasil Patrick Smith - FIFA/FIFA via Getty Images No ciclo de 2030, o Brasil sai bem atrás de adversários consolidados como França, Espanha e Argentina. As decisões tomadas nos próximos quatro anos, da base ao profissional, vão determinar se a Seleção vai conseguir repetir as rápidas reviravoltas de 1970 e 1994. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google

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Redação Manchete Brasil

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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