Notícias de Bastidores e Competições
O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.
Há uns quatro posts deste fórum, no último dia 8, eu dizia que a Argentina desafiava prognósticos. Pois ela me mostrou que é mais do que isso. Essa Argentina que enfrentará a Espanha na final da Copa subverte prognósticos, subverte o tempo em vários sentidos, e transforma cada jogo de sua trajetória em uma epopeia, num motivo de orgulho para seu povo e de inveja para todos que, como eu, queriam a sua seleção com a mesma gana de vencer, com o pleno inconformismo com derrotas que veste os jogadores argentinos. A decisão deste domingo, não tenho dúvidas, será uma das maiores da história, e não acho que seja possível, na lógica, deixar de considerar a fortíssima Espanha como favorita. Mas essa deliciosa subversiva Argentina chega forte, e sobre a subversão matemática eu deixo para fechar este post. Argentina vira sobre a Inglaterra e vai enfrentar a Espanha na final Se pudéssemos analisar apenas o campo e bola, o que cada um produziu nesta Copa, a Espanha justificaria o favoritismo. Tem um estilo mais consolidado, é um dos times mais difíceis de enfrentar porque consegue ter a bola por muito tempo, defende com excelência (se for campeã domingo e não sofrer gols será a primeira seleção da história a ficar com a taça sendo vazada apenas uma vez). Deixará a Argentina muito tempo sem a bola e Messi ficará boa parte do jogo isolado. Los hermanos defendem mal, levaram gols em todos os jogos eliminatórios da Copa. Se eu fosse montar um elenco com os nomes das duas seleções, Messi e noves fora, seriam uns 18 da Fúria e 8 da Argentina. Ou seja, na lógica, dá Espanha. Mas... se os espanhóis são o previsível eficiente, o calculável, o que quase não erra, a Argentina é o caos que improvavelmente vence, um improvável que muda de mão e vira certeza. Messi, por exemplo, não surpreende por pulverizar a cada jogo as comparações com Maradona. Surpreende por inverter também a mão do tempo e jogar mais bola aos 39 anos do que jogou na Copa conquistada em 2022 com 35. Não há explicação, mas sei um dos motivos: em 22, a seleção argentina era quatro anos mais jovem, tinha Di Maria e podia jogar para Messi. Agora, não há Di Maria, o time está quatro anos mais desgastado e precisa que Messi jogue para ele. E ele joga. Muito. A Argentina também subverte o tempo de jogo, suas partidas começam por volta dos 35 minutos do segundo tempo. Tempo, sempre ele, suficiente ou para ela vencer ou adiar a vitória para a prorrogação. E como e por que ela consegue? Aí entra minha inveja deles: pela sintonia absoluta entre time e torcida, entre time e pátria, entre time e camisa. Quando vestem o uniforme albiceleste, cada jogador vira parte de uma entidade única e muito sólida. Cada jogador, em seus clubes, é uma estrela, alguns protagonistas, todos ou milionários ou com a vida ganha, mas quando se juntam, cada um é só... mais um. Mesmo Messi, que sabe qual é sua função, qual é seu papel, o que representa para os adversários, simplesmente os cumpre. Agora, pra fechar e começar a contar os segundos para o jogo, a matemática. Percentuais de favoritismo: se contarmos só qualidade de elenco, capacidade de execução do jogo de posse, refino técnico, campanha, qualidade do ciclo de Copa... 70% para Espanha, 30% para Argentina. Mas se incluirmos o fator "subversão", e não há porque imaginar que ele não entrará de mãos dadas com Messi, pode ser a vez de subverter a matemática: mantenho 70% para a Espanha... e 80% para a Argentina. O que vai dar?... Aí é uma outra, quiçá épica, história.
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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