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Análise: quarto capítulo de drama dá ar de imbatível à Argentina de Messi e Scaloni

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Análise: quarto capítulo de drama dá ar de imbatível à Argentina de Messi e Scaloni

Notícias de Bastidores e Competições

O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.

Inglaterra x Argentina - Melhores Momentos Um bicampeonato mundial é feito raro, e o caminho para alcançá-lo pode ser escrito como um bom drama. Assim vem fazendo a Argentina de Messi e Scaloni. Um grupo comandado por um craque que parece ter se poupado por quatro anos para brilhar como nunca em um Mundial. Uma seleção orientada por um técnico que não hesita ao lançar sua equipe ao ataque para evitar uma eliminação. Um time que vem ganhando um ar de imbatível na campanha, apesar dos defeitos. + Atuações da Argentina: Messi brilha com assistências e é o melhor; dê suas notas A virada sobre a Inglaterra foi o quarto capítulo do drama que começou no mata-mata. Foi a continuação do roteiro exibido contra Cabo Verde, Egito e Suíça - quando, por três vezes, os pontos fracos dos campeões mundiais foram expostos, os adversários causaram dano, mas no fim das contas os argentinos saíram vitoriosos. Neste drama, ao passo que deixou dúvidas e levantou questões, a Scaloneta também foi dando muitas respostas. E agora, a um jogo do bicampeonato mundial, resta ruma única pergunta em aberto: é possível vencer a Argentina nesta Copa do Mundo? Scaloni abraça Messi: técnico e craque vêm sendo decisivos para a Argentina Reuters Pode parecer uma pergunta elementar, já que a equipe fez sete jogos e conquistou sete vitórias neste Mundial. Mas o modo como cada triunfo veio ajudou a construir uma aura diferente em cada fase eliminatória. Agora, uma virada em poucos minutos contra um rival histórico e de peso, a Inglaterra. Uma classificação que foi selada depois de o time apresentar problemas defensivos e evolução em outros aspectos. Mas, acima de tudo, reagir com grande coragem. + Técnico da Argentina, Scaloni tem chance de igualar recorde de 88 anos da Copa do Mundo Primeiro, de Lionel Scaloni, que ajudou a aumentar as chances de sua equipe com as entradas de Nico González e Lautaro Martínez. Mas também de Messi, que, aos 39 anos e claramente cansado, buscou energias para dar duas assistências e novamente ser protagonista de uma virada no Estádio de Atlanta - assim como diante do Egito. É possível vencer a Argentina nesta Copa? A resposta virá, invariavelmente, no próximo domingo, quando a Scaloneta enfrentará a Espanha em um confronto entre os últimos campeões da América do Sul e da Europa. Os espanhóis têm motivos de sobra para confiar que podem bater os argentinos, que por pouco não tiveram um triste fim em cada um desses capítulos. Mas também têm razões para se questionarem: serão capazes de domar, sem reviravoltas, Messi e companhia? Messi projeta a grande final contra a Espanha: "Conheço bem a seleção deles" Faltas, reclamações e pouco futebol Depois de manter a escalação em dois jogos seguidos, Scaloni decidiu mudar diante da Inglaterra: colocou Giuliano Simeone no lugar de De Paul. O objetivo seria dar mais opções pelas laterais do campo, com um jogador que pouco havia sido utilizado até ali na campanha. Os primeiros minutos não tiveram muita bola rolando, com diversas faltas ou reclamações das duas equipes. O "clima de Libertadores" apareceu em outros momentos da etapa inicial, mas quando os dois times se dedicaram a jogar, a Inglaterra tentou ser mais efetiva, resolvendo as jogadas rapidamente. A defesa argentina se mostrou muito concentrada, com botes precisos, impedindo as finalizações adversárias nos momentos decisivos. Scaloni rebate suposições de favorecimento para Argentina Quando a Argentina avançava, a Inglaterra se fechava, e os sul-americanos tentavam trabalhar a bola no campo de ataque. Assim, o time de Lionel Scaloni teve mais passes completos nos primeiros 45 minutos - uma intenção que o técnico havia manifestado na véspera. O fato é que foram poucos momentos de real perigo para os dois times: houve apenas três finalizações no primeiro tempo, duas da Argentina e uma da Inglaterra. Nenhuma no alvo. Mudanças ajudam, mas Messi decide A Argentina tentou, no começo do segundo tempo, pressionar e recuperar um DNA que mostrou ao longo do ciclo. Mas, enquanto os ingleses se mostravam compactos na defesa, os sul-americanos exibiram um defeito que já havia aparecido antes: a recomposição defensiva. Assim veio o gol europeu, que começou em jogada rápida de Kane lançando para Rogers. Gordon marcou aproveitando cruzamento. O time argentino precisou ir para cima e quase empatou na sequência, em contra-ataque, e a Inglaterra percebeu que seria necessário se fechar. Scaloni decidiu lançar sua equipe ao ataque e tentar encurralar os ingleses. A estratégia começou com a entrada de Nico González no lugar de Paredes, buscando espaço pelas pontas. O cenário de ataque contra defesa começou ali, ainda antes da pausa para a hidratação. Messi é carregado por companheiros depois de vitória da Argentina contra a Inglaterra André Durão Com 20 minutos para tentar a reação, Scaloni fez três mudanças de uma vez: tirou Lisandro Martínez e colocou Otamendi, sacou Molina e deu lugar a Montiel; e colocou De Paul no lugar de Simeone. Thomas Tuchel, tentando reagir ao "tudo ou nada" adversário, caiu na armadilha e fez com que seu time entendesse que era hora de abrir mão de jogar. Primeiro, tirou Gordon e colocou mais um zagueiro, Konsa. Os dois times claramente pensaram nos possíveis cruzamentos que viriam a ser uma arma argentina - assim Mac Allister atingiu a trave e forçou Pickford a grande defesa. Para ter ainda mais presença de área, Scaloni lançou Lautaro Martínez no lugar de Tagliafico - e Tuchel empilhou defensores: Rice saiu para a entrada de Burn, e O'Reilly substituiu Reece James, que indicou um problema físico. Os ingleses formaram duas linhas perto da área, uma com cinco e outra com quatro homens. A dúvida estava no ar: a insistência argentina furaria o bloqueio ou a retranca inglesa daria certo? O que desequilibrou a equação, para variar, foi a genialidade de Messi. Dele veio o passe para Enzo Fernández bater de fora da área e empatar o jogo. Somou-se ao 10 outro diferencial recorrente nesta Copa: a fé inabalável dos argentinos. Não houve descanso ou tentativa de diminuir o ritmo à espera da prorrogação. Houve crença de que a vitória poderia vir em poucos minutos - muito também pela postura do adversário. Os argentinos seguiram na pressão, como se ainda estivessem perdendo. E a virada veio novamente dos pés de Messi, que cruzou para a cabeçada certeira de Lautaro Martínez. Os muitos zagueiros ingleses só assistiram. O duelo contra a Inglaterra, assim como as fases anteriores do mata-mata, mostrou que, sim, há um caminho para aqueles que desejam vencer a Argentina. Mas há um abismo entre concluir a caminhada e apenas chegar perto. A conferir até onde pode ir a Espanha.

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Redação Manchete Brasil

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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