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A eliminação do Brasil para a Noruega começou com o apito final da Copa do Catar. A nossa derrota de hoje é apenas o último capítulo de um ciclo absolutamente desastroso. Tivemos quatro treinadores desde 2022, sem nenhum planejamento e ficamos em quinto nas eliminatórias. A chegada de Ancelotti foi uma tentativa para dar seriedade ao processo, mas até ele parece ter sido contaminado com esse ambiente deteriorado. Técnico da Seleção, Carlo Ancelotti, antes de Brasil x Noruega Reuters/Caean Couto A lista de convocados de Ancelotti foi desequilibrada. Muitos atacantes, muitos defensores e poucos jogadores de meio. Não tínhamos, assim como no Catar, nenhum lateral-direito! Perdemos Raphinha e Paquetá e fomos de Martinelli, que poderia ser, no máximo, uma opção emergencial durante o jogo. O técnico italiano deu de bandeja para seus colegas brasileiros os motivos para criticá-lo, e bastante. Outro ponto incompreensível foi a estratégia utilizada para o jogo contra a Noruega. Não consigo entender uma seleção como a do Brasil jogar de maneira reativa durante quase todo o jogo. Historicamente não sabemos jogar sem bola e o resultado foi 331 passes nossos contra 681 do adversário. E mais, a Noruega, que tem mais dificuldades para jogar sob calor, fez um jogo tranquilo, descansando com a bola, sem receber pressão. Chegou ao final do jogo muito mais inteira. Vini Jr após a eliminação do Brasil para a Noruega REUTERS/Mike Segar Tenho visto muita gente falar que se tivéssemos marcados os gols a história seria diferente. Ora, o “se” não joga e a Noruega também teve boas chances. Outra loucura, na minha opinião, é ver gente que entende muito de futebol dizer que Neymar deveria ter começado o jogo. Ele demonstrou nos 25 minutos que esteve em campo que não tinha condição para mais. A entrada de Neymar desequilibrou totalmente o time brasileiro. Endrick, que estava por dentro, foi para o lado direito, e como a Noruega tinha a bola, teve que fazer a recomposição. Vinícius, já cansado, também teve que voltar para marcar. Mas a culpa não é do Neymar, e sim de Ancelotti. Com 0 a 0 no placar, a troca foi desnecessária. Pareceu que tinha que colocar o craque em campo de qualquer maneira, depois de deixá-lo de fora contra o Japão. Neymar Vini Vinicius Brasil Noruega James Lang/Reuters Sinceramente eu não tinha muitas expectativas com a nossa seleção nesta Copa. Estamos sem vencer desde 2002 e continuamos achando que jogamos o melhor futebol do mundo. Não jogamos, e estamos longe das melhores seleções. Vamos completar 28 anos sem ganhar uma Copa do Mundo e tem gente dizendo que os adversários tremem quando enfrentam a “amarelinha”. Por favor! O evento montado para a convocação dos 26 jogadores foi desproporcional com o nosso momento. Aquilo foi um espetáculo patético para artistas e influencers fazerem recortes para as redes sociais. Essa falta de humildade é um dos motivos dos nossos constantes fracassos. Se não mudarmos radicalmente, continuaremos somando eliminações. A próxima Copa do Mundo começa hoje, e o pior é que o trabalho feito para 2026 não deixou nenhum legado. Mais notícias do esporte catarinense no ge.globo/sc
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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