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Não existe outra seleção nesta Copa do Mundo com tanta fartura técnica quanto a França. Isso é algo basicamente unânime para quem acompanha os jogos com atenção. Mas a vitória por 1x0 sobre o Paraguai na tarde deste sábado, na Philadelphia, talvez tenha sido a representação máxima disso. Quantos times tem um driblador como Désiré Doué em plena forma no banco de reservas? O jogo pediu a característica do mágico atacante francês, e em menos de cinco minutos em campo ele mostrou ter a senha para abrir a fechada defesa sul-americana. Bola grudada no pé em alta velocidade, rápidas mudanças de direção, repetório de drible em espaços curtos. O Paraguai tentou competir com as armas que possui, mas a diferença entre as equipes provou ser abissal. Escalações Gustavo Alfaro contou com os retornos de Alderete e Diego Gómez. Canale e Bobadilla voltaram para o banco. Quem ganhou nova oportunidade foi Velázquez, que entrou para compor uma linha de cinco na defesa. Julio Enciso foi o homem mais avançado de uma equipe sem centroavante desta vez. Didier Deschamps fez apenas uma troca na equipe que atropelou a Suécia. Tchouaméni ficou de fora. Koné fez dupla de volantes com Rabiot. Digne e Barcola seguiram nas vagas de Doue e Théo Hernandez, que iniciaram entre os reservas mais uma vez. Como Paraguai e França iniciaram o duelo válido pela fase oitavas de final da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo Tão certo quanto o imenso talento francês seria a postura paraguaia para encarar o time europeu. ''Casa fechada'', marcação em bloco baixo e o máximo possível de tentativas de amarrar o jogo, retardando reposições de bola e cobranças de falta. O Paraguai teve êxito na primeira metade do 1º tempo. Impediu que os Le Bleus acessassem a grande área e apenas uma finalização ocorreu. Koné teve rara liberdade na intermediária para bater prensado a esquerda da meta. No restante do tempo, ele, Rabiot e Olise tinham Enciso, Diego Gómez e Cubas preenchendo o setor, cortando verticalidade e a velocidade que os franceses gostariam de imprimir. Depois dos 30 minutos, as finalizações acabaram sendo um pouco mais frequentes. Longe, porém, de representar um volume criativo verdadeiro. Dembelé, mais fixo pela direita na segunda metade do 1º tempo, foi quem chegou mais perto disso. Achou Rabiot para que o volante batesse da entrada da área, e fez um cruzamento perigoso não aproveitado por Mbappé. Em raro contragolpe francês, o camisa 7 bateu prensado e colocado a esquerda da meta. A equipe europeia não conseguia gerar vantagens para arrematar livremente a boa distância da meta. Também é verdade que neutralizava totalmente qualquer tentativa de contra-ataque dos paraguaios, que buscavam viver de transições, ligações diretas e bolas paradas. Upamecano anulou totalmente Enciso. Confusão em paraguai x frança REUTERS Em diferentes momentos os paraguaios buscaram provocar também os jogadores franceses. Um empurrão com a bola parada, reclamações sem tanto sentido e a irritação fez parte da 1ª etapa dos europeus. Na volta para o 2º tempo, a França perdeu ótima chance a partir da esperteza de Maignan para repor rapidamente a bola. Lançou Mbappé nas costas da zaga após uma sequência de lances aéreos do Paraguai, mas o camisa 10 errou o domínio quando sairia de frente com Orlando Gill. O goleiro foi exigido pela primeira vez logo depois. Voou no ângulo e evitou um golaço de Koné de fora da área. Alderete voltou a sentir a lesão que o tirou do último jogo e deu lugar a Canale na defesa. Enciso também não aguentou e foi substituído por Caballero. Na França, Doue entrou no lugar de Barcola aos 15 minutos. Um jogador com maior capacidade de dribles em espaços curtos. E não demorou a funcionar. Ele carregou driblando a partir da esquerda e foi derrubado por Diego Gómez na área. Apesar da catimba paraguaia antes da cobrança do pênalti, Mbappé foi para a bola e deslocou Orlando Gill para abrir o placar. Gustavo Alfaro tirou o esgotado Almirón e o volante Diego Gómez. Maurício e Ávalos entraram. Os guaranis passaram a ter um centroavante, além de Caballero na ponta-esquerda e Maurício encostando em Ávalos no centro do ataque. Cáceres virou o ponta-direita. Mbappé comemora gol contra o Paraguai Copa do Mundo 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/James Lang Cherki substituiu Dembelé na reta final do jogo. Mbappé ainda obrigou o goleiro Orlando Gill a fazer boas defesas nas muitas oportunidades de contragolpe que a França teve. O time não abriu mão da bola e impediu que a intenção de pressionar dos paraguaios se materializasse. Um bom chute de Maurício da entrada da área foi o melhor o momento da Albiroja. Maignan pegou com segurança. Apesar do resultado magro, a França não viveu necessarimente um drama nos dez minutos de acréscimos. Segurou a bola com suas peças de refino técnico no campo de ataque.
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