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Argentina 3 x 2 Egito | Melhores momentos | Oitavas de final | Copa do Mundo 2026 Quando o time de Lionel Scaloni chegou para disputar a Copa, nem parecia a Argentina. Pela primeira vez em décadas, a Albiceleste desembarcava sem o peso da obrigação, com o clima ameno como uma tarde de outono em Buenos Aires. A tensão foi substituída por leveza. Em vez de agonia, doce de leite e toco y me voy. E, obviamente, nenhum jogador manifestou isso publicamente, mas todos sentem as costas muito mais leves. E talvez esse relaxamento, por mais paradoxal que seja, permitiu à seleção argentina desafiar todas as probabilidades para buscar uma virada espetacular contra o Egito, depois de estar perdendo por 2 a 0, com Messi tendo desperdiçado um pênalti. O time africano tem motivos para protestar por um gol anulado (quando ainda estava 1 a 0), devido à falta na origem do lance, mas esse evento não explica totalmente a reviravolta. O Egito cometeu o imperdoável equívoco de deixar a Argentina ainda esperneando em campo -- e nada mais perigoso que um campeão que não tem mais nada a perder, pois já ganhou tudo. Especialmente, quando essa seleção conta com uma exceção histórica vestindo a camisa 10. Messi é festejado pelo time da Argentina Reuters Já em paz com seu destino vestindo a camisa albiceleste, outrora impiedoso marcador, com lugar garantido no altar do futebol, Lionel Messi tem usado esta Copa do Mundo para estender sua mitologia. Não basta ser um dos melhores de todos os tempos: Messi continua com a determinação dos tempos de guri em Rosário. Participou do primeiro gol, marcou o segundo com um chute parido nos potreros da infância e mostrou por que ainda é o maior condutor dessa milonga chamada Copa do Mundo. A cena dos companheiros arremessando-o aos céus já nasce destinada às paredes dos bodegones e churrascarias (onde residem os verdadeiros ídolos populares). Ao fim do jogo, Messi estava aos prantos, como se ainda fosse mortal, assim como qualquer argentino em Atlanta ou na Patagônia. A comoção era também pelo resultado, claro, mas principalmente por mais uma prova de que esse time tornou-se especialista em subverter o sofrimento -- mais argentino que guardar dólares e jantar choripán, diria algum algum taxista na Avenida Corrientes. Depois que Maradona foi oferecido em sacrifício, a Argentina se tornou uma versão encantada de si mesma. Provocou o desafogo nacional ao vencer o título de 2022 e agora, mais por prazer do que por necessidade, passou a jogar com a faca entre os dentes, misturando vocação artística com espírito varzeano para honrar a índole futebolística do país. Observando esse estado de espírito, esse zeitgeist castelhano, é impossível não retorcer a boca com um espasmo de inveja. Queríamos um pouco disso deste lado da fronteira (porque já fomos exatamente assim). Charly Garcia, maior nome do rock argentino, certa vez cantou que "a alegria não é apenas brasileira", verso que se tornou icônico. Faz parte do imaginário argentino atribuir essa felicidade intrínseca ao Brasil. Ainda bem que eles mal sabem no que estamos pensando agora. Scaloni fica emocionado e sem palavras após virada da Argentina sobre o Egito
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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