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O mundo dos esportes segue muito movimentado nas últimas horas, com novidades táticas, atualizações de tabelas e negociações de destaque movimentando o cenário esportivo brasileiro.
Há 40 anos, Maradona levava a Argentina ao topo do Mundo Quem imaginaria que a Argentina eliminada pela França na Copa do Mundo de 2018 com um 4 a 1 venceria a Copa seguinte contra a mesma seleção? E quem diria que o treinador da equipe seria o auxiliar do técnico Sampaoli, que foi praticamente expulso do comando pelos jogadores? Isso tudo aconteceu. Com 100 jogos completados, Lionel Scaloni é a mente por trás da atual campeã mundial e enfrenta um novo desafio diante do Egito, nesta terça-feira, pelas oitavas de final. + Lições do susto: o que a Argentina aprende com vitória na prorrogação sobre Cabo Verde Lionel Scaloni completou 100 jogos pela seleção argentina Infoesporte Em 100 jogos, Scaloni resgatou uma seleção com moral mais baixo possível e encerrou um jejum de 28 anos sem títulos. Sob comando dele, a Argentina montou uma seleção que reencontrou as raízes do "futebol potrero" do país, foi apelidada de "La Nuestra" (A Nossa) e conquistou o tricampeonato mundial. Quem vai assumir? Resgatar a seleção argentina não seria um trabalho fácil, ainda mais para um técnico que começava a carreira ali. Nomes consagrados como Simeone e Pochettino rejeitaram assumir o comando, uma verdadeira bomba na época. + Com oitava maior média de idade na Copa, Argentina liga alerta com jogadores extenuados A Argentina quase caiu na fase de grupos da Copa de 2018 e foi salva pelo brilho de Messi. Não adiantou muito: foi eliminada nas oitavas de final ao perder por 4 a 1 para a França. Os jogadores estavam insatisfeitos com o técnico Jorge Sampaoli, que caiu logo depois da derrota. Rodrigo Coutinho traz análise de Argentina e Egito, que duelam pelas oitavas de final Lionel Scaloni passou um ano como interino e treinou a seleção na Copa América de 2019 até ser efetivado. Naquela competição, a seleção argentina caiu para o Brasil na semifinal. Mesmo com a derrota, Scaloni ganhou a confiança de Messi e da AFA (Associação do Futebol Argentino) e virou o técnico definitivo dos hermanos. Construção de "La Nuestra" Scaloni admitiu que mudou a forma de jogar durante a Copa América de 2019. Na época, experimentou por um time que jogava de forma mais "vertical", ou seja, que focava na transição em velocidade. A França campeã mundial em 2018 jogava assim e a Bélgica chegou às semifinais com esse estilo de jogo. Não funcionou para a Argentina. — Eu saio da Rússia (em 2018) com uma imagem de que o futebol estava indo para transições, de colocar jogadores rápidos, e eu queria fazer uma equipe assim. Mas pensei... os melhores jogadores argentinos não são assim. Percebi antes de começar a Copa América (de 2019), mas pensei em apostar naquelas partidas - disse Scaloni após o título de 2022. Messi e Di María comandaram a Argentina campeã da Copa América de 2021 AFP Mudanças foram feitas para o ciclo da Copa do Mundo de 2022. A Argentina adotou uma formação com Paredes, Lo Celso e De Paul no meio de campo. O jogo tinha que passar por ali de algum jeito. Troca de passes constantes sem precisar acelerar o ritmo, trocas de posição e liberdade de movimentação. Era o início da "Scaloneta". Times entravam na roda diante do "toco y me voy" da Argentina, que foi chamada de "La Nuestra". O apelido saiu da identificação do futebol jogado pela seleção com as raízes do "futebol potrero", o jogo das ruas do país. O jejum de 28 anos sem títulos caiu em 2021, no Maracanã, com a conquista da Copa América sobre o Brasil. Veja a reação de Scaloni aos três gols da Argentina e ao apito final contra Cabo Verde — Tivemos uma escolha e percebemos que o melhor era jogar outra coisa. Eles jogam um outro jogo. Mas falamos com Pablo (Aimar), Walter (Samuel)... veja que Lo Celso joga bem, De Paul joga bem, Paredes joga bem, Palacios joga bem, Messi joga bem. Jogar bem significa que eles se reúnem e se tornam parceiros e, se pedimos velocidade ou passes de 30, 40 metros, acho que não vai funcionar. Precisamos coletar muitos passes para que as coisas aconteçam. Sempre falamos a eles e mostramos as imagens que, quando montamos dez passes, era situação de gol. Era incrivelmente real — afirmou o treinador. Campeã mundial Não foi apenas uma mudança tática, mas também uma mudança de filosofia. O jogo vertical, de lançamentos e pura velocidade não encaixava com o que o campo pedia. Os jogadores abraçaram as mudanças, a arquibancada também. Tudo se encaixou para a Argentina. O que me interessa é que o povo se sinta identificado com a proposta da equipe, que fomos uma seleção que representava o seu povo. Nada mais. Com isso já estaria bem. A verdade é que 100 partidas... nunca pensei. São muitas com essa camisa. A verdade é que é um momento muito lindo. Nada de padrões. Messi sai da ponta-direita, volta para o campo defensivo para iniciar jogadas, roda pelo meio e entra na área através do lado esquerdo para marcar um gol. Yo toco y me voy. Toca e passa. Quem tem Messi precisa aproveitar da genialidade do craque. Deixe-o ser livre. Foi o que Scaloni fez. Lionel Scaloni durante as comemorações na Argentina pelo título da Copa do Mundo 2022 Getty Images Messi marcou golaços, criou jogadas e decidiu. Foram sete gols na Copa de 2022. Jovens como Enzo Fernández e Julián Álvarez ganharam a titularidade durante o torneio em um time que jogava para Messi, para Scaloni e por cada esquina de Buenos Aires. Identificação era parte do segredo. Identificação não só dos jogadores com o plano tático, mas também dos torcedores com o que era feito nas quatro linhas. Funcionou, afinal. A Argentina conquistou a Copa do Mundo de 2022, a Copa América de 2024 e agora caminha no mata-mata em busca do tetracampeonato mundial. + Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários dos jogos + Simulador da Copa: veja os critérios e faça previsões Agenda da Argentina na Copa do Mundo 1ª rodada: Argentina 3x0 Argélia, 16 de junho, às 22h, em Kansas City 2ª rodada: Argentina 2x0 Áustria, 22 de junho, às 14h, em Dallas 3ª rodada: Jordânia 1x3 Argentina, 27 de junho, às 23h, em Dallas Segunda fase: Argentina 3x2 Cabo Verde, 3 de julho, às 19h, em Miami Oitavas de final: Argentina x Egito, 7 de julho, às 13h, em Atlanta
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Comissões técnicas e analistas esportivos começam a traçar as projeções para os próximos desafios nas tabelas dos campeonatos, onde cada ponto e movimentação de elenco pode ditar o rumo da temporada.
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