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Preço do petróleo dispara após ataques novos ataques entre EUA e Irã

Indicadores financeiros, mercado financeiro, inflação, Selic e movimentações de mercado.

Preço do petróleo dispara após ataques novos ataques entre EUA e Irã

Panorama Econômico e Mercado

O mercado financeiro e os indicadores econômicos registram oscilações importantes que exigem a atenção de investidores e consumidores nas últimas horas.

Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima Jornal Nacional/ Reprodução As bolsas asiáticas fecharam sem tendência definida nesta quarta-feira (8), enquanto os preços do petróleo dispararam mais de 2% após os Estados Unidos lançarem ataques contra o Irã. A ofensiva americana ocorreu após Washington acusar Teerã de atingir três navios no Estreito de Ormuz. Os mercados futuros em Nova York operavam com estabilidade. O petróleo Brent, referência internacional, subia 2,6%, cotado a US$ 76,09 o barril no início desta quarta-feira. O petróleo WTI, referência nos EUA, registrava alta idêntica de 2,6%, negociado a US$ 72,25 o barril. Ambos os contratos vinham acumulando quedas recentes, retornando aos patamares registrados antes do início do conflito com o Irã, no fim de fevereiro. As ações na China e em Hong Kong avançaram, enquanto os demais mercados da região operaram majoritariamente em queda. Agora no g1 Em Tóquio, o índice Nikkei 225 recuou 0.3%, aos 68.077,96 pontos. Em Seul, o Kospi registrou forte queda de 2,9%, fechando a 7.429,13 pontos. O índice sul-coreano vem enfrentando forte volatilidade: chegou a superar a marca dos 9.000 pontos no mês passado, mas passou a sofrer com sucessivas ondas de realização de lucros em grandes empresas de tecnologia voltadas para inteligência artificial (IA), como a Samsung Electronics e a SK Hynix. A Samsung caiu 2,9% no início da quarta-feira, após desabar cerca de 7% no pregão anterior. Já a SK Hynix avançou 2,4%. Em Taiwan, o índice Taiex registrou leve baixa de 0,2%. Por outro lado, em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,4%, para 24.057,24 pontos. Na China continental, o índice de Xangai Composto avançou 0,5%, aos 4.011,05 pontos. Embora o "boom" global das ações de IA tenha ignorado as bolsas chinesas em grande parte, os investidores parecem focar agora nos esforços domésticos de Pequim para desenvolver sua própria infraestrutura no setor. O setor de tecnologia liderou a alta desta quarta-feira no mercado chinês, com a Tencent Holdings subindo 3,1%, enquanto a gigante do comércio eletrônico e financeiro Alibaba Group Holding disparou 8,1%. A Baidu avançou 4,7%. Em outros mercados da Ásia, o índice S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,7%, para 8.738,90 pontos, enquanto o Sensex, da Índia, também fechou em queda de 0,7%. Na véspera, a volatilidade dos papéis de IA voltou a pressionar as bolsas de Nova York, arrastando Wall Street para o terreno negativo. O S&P 500 caiu 0,4%, para 7.503,85 pontos, embora a maioria das ações do índice tenha fechado em alta. A desvalorização das empresas ligadas à inteligência artificial derrubou o índice de tecnologia Nasdaq em 1,2%, para 25.818,69 pontos. O Dow Jones Industrial Average recuou 0,2%, afastando-se de seu recorde histórico para fechar em 52.925,15 pontos. Os mercados vêm sendo atingidos por temores de que as ações de IA tenham subido além do justificável e de que os investimentos massivos em chips e data centers possam não gerar o ganho de produtividade e os lucros necessários para validar tais valuations. A Advanced Micro Devices despencou 6,5%, a Intel recuou 9,7% e a Micron Technology perdeu 4,7%. A SpaceX, controladora da operação da xAI, caiu 6,8% em sua estreia no índice Nasdaq 100. No setor automotivo, a fabricante de veículos elétricos Rivian Automotive desabou 18,1% após anunciar a emissão de 75 milhões de novas ações, movimento que dilui a participação dos atuais acionistas. No mercado de câmbio, o dólar americano subia para 162,38 ienes, contra 162,11 ienes do fechamento anterior. O euro operava estável, cotado a US$ 1,1414.

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Decisões do Banco Central e as políticas fiscais nacionais continuam pautando a rentabilidade de investimentos e o custo de crédito corporativo e pessoal no país.

Acompanhamos de perto os relatórios oficiais de mercado e manteremos esta seção atualizada com novas análises e relatórios consolidados.

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Juliana Mendes

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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