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EUA condicionaram redução de tarifaço a concessões para empresas americanas; veja setores cobiçados

Indicadores financeiros, mercado financeiro, inflação, Selic e movimentações de mercado.

EUA condicionaram redução de tarifaço a concessões para empresas americanas; veja setores cobiçados

Panorama Econômico e Mercado

O mercado financeiro e os indicadores econômicos registram oscilações importantes que exigem a atenção de investidores e consumidores nas últimas horas.

Tarifaço de Trump recoloca em debate a Lei da Reciprocidade Econômica O governo brasileiro ouviu de autoridades dos Estados Unidos que os setores de bens industriais, químico, aeroespacial e automotivo deveriam ter tarifas zeradas para as empresas americanas para que o governo de Donald Trump pudesse considerar ao menos reduzir o novo tarifaço contra o Brasil. A proposta se somou às exigências apresentadas em outras reuniões anteriores pelos EUA ao governo brasileiro como: zerar a tarifa do etanol; não regulamentar plataformas digitais; e incluir nas negociações o PIX. A avaliação de uma ala no Palácio do Planalto é que essa proposta era "indigna" de negociação e "inaceitável". Segundo esses auxiliares, caso o Brasil aceitasse ceder aos pedidos dos Estados Unidos, o impacto para a economia brasileira seria maior que o causado pelas novas taxas – que impactará 18% das exportações brasileiras para os EUA, segundo o cálculo inicial previsto do governo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO A decisão dos americanos de impor uma nova taxa sobre produtos brasileiros gerou uma disputa em torno da responsabilidade pelo novo "tarifaço". Enquanto a oposição diz que houve falhas na negociação e culpa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes do governo defendem que a determinação tem caráter "ideológico" e "político". A medida entra em vigor em 22 de julho. Segundo um levantamento da diplomacia brasileira, foram realizados mais de 30 contatos desde o anúncio do tarifaço original. As conversas ocorreram por telefone, videoconferência e reuniões presenciais, em níveis presidencial, ministerial e técnico. Para interlocutores do governo Lula, o Departamento de Estado americano não deve dar margem para avançar nas negociações ao longo do ano de olho nas eleições do Brasil. O Planalto, no entanto, seguirá, nas palavras de um negociar, tentando manter um canal de diálogo aberto com foco em diminuir os impactos para os setores afetados. A estratégia do governo brasileiro, nesse sentido, será levar os próximos passos, "não deixando a emoção tomar conta" e "de olho nos atores" americanos. Um negociador brasileiro afirma que tudo que os Estados Unidos querem são argumentos para serem usados contra o Brasil neste momento.

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Projeções Financeiras

Decisões do Banco Central e as políticas fiscais nacionais continuam pautando a rentabilidade de investimentos e o custo de crédito corporativo e pessoal no país.

Acompanhamos de perto os relatórios oficiais de mercado e manteremos esta seção atualizada com novas análises e relatórios consolidados.

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Juliana Mendes

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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