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Prefeitura de SP recorre de decisão sobre Uber Moto, mas diz que vai cumprir ordem judicial; Nunes afirma que serviço ainda não está autorizado

Informações oficiais atualizadas sobre os principais acontecimentos de interesse nacional.

Prefeitura de SP recorre de decisão sobre Uber Moto, mas diz que vai cumprir ordem judicial; Nunes afirma que serviço ainda não está autorizado

Principais Fatos sob Análise

Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.

Motorista da Uber Moto e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que é contra o serviço na capital paulista. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais A Prefeitura de São Paulo informou nesta sexta-feira (24) que recorreu da decisão judicial que determinou o credenciamento da Uber para operar o serviço de transporte de passageiros por motocicletas na capital, mas afirmou que cumprirá integralmente a ordem da Justiça. "O município está entrando com agravo da decisão por entender que ela merece revisão pelas instâncias competentes. Enquanto isso, será dado integral cumprimento à determinação judicial", diz nota da gestão municipal. A determinação dada pela juíza Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública, concedeu 48 horas para que o município formalizasse o credenciamento da plataforma. Em caso de descumprimento, a decisão prevê multa diária de R$ 5 mil. O prazo venceu nesta sexta, mas segundo a Procuradoria-Geral do Município (PGM) ainda há etapas pendentes para autorizar o início da operação. "O credenciamento não significa que a empresa esteja autorizada a iniciar imediatamente a prestação do serviço, uma vez que ainda há etapas previstas na regulamentação que precisam ser observadas", disse em nota. Justiça determina que Prefeitura de SP autorize Uber a operar moto por aplicativo em até 48 horas O prefeito Rucardo Nunes (MDB) argumenta que a decisão judicial tratou especificamente do seguro extra exigido pelo município, e que a empresa ainda não atendeu outras obrigações previstas na regulamentação do serviço. Entre elas, estão o cadastramento das motocicletas e condutores com comprovação de exame toxicológico e cursos de capacitação. "Não tem nenhuma autorização em absoluto para a Uber começar a trabalhar", declarou Nunes nesta sexta, em entrevista à Rádio Bandeirantes. Segundo Nunes, a prefeitura levará esses argumentos à Justiça e continuará exigindo o cumprimento de todos os requisitos previstos na regulamentação municipal antes de eventual início da operação. "As pessoas que eventualmente vierem a ser transportadas precisam ter a garantia de que aquela moto não é produto de furto e de roubo, que a pessoa tem condições de fazer aquele serviço. Então ainda tem uma longa caminhada pela frente, lembrando que só no ano passado 475 pessoas morreram de acidente de moto [em São Paulo]", disse o prefeito. A gestão municipal também mencionou uma nota conjunta da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Federação Brasileira Interestadual dos Trabalhadores Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Moto-Taxistas (FEBRAMOTO) e Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Moto-Taxistas do Estado de São Paulo (SindimotoSP), que manifestaram preocupação com o avanço da judicialização a respeito da regulamentação do transporte remunerado de passageiros por motocicletas por aplicativos Serviço de moto por aplicativo oferecido pela empresa Uber em São Paulo e várias outras cidades do Brasil. Bruno Peres/Agência Brasil Queda de braço A decisão que obriga a Prefeitura de São Paulo a autorizar a operação da Uber neste segmento marca mais um capítulo na queda de braço da gestão Nunes com os aplicativos de transporte. A disputa já chegou inclusive ao Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu parte das regras impostas pelo município para autorizar a operação das empresas. Na semana passada, a gestão municipal recusou pela segunda vez o pedido de credenciamento da Uber para intermediar o transporte de passageiros por motos. Como justificativa, o Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV) disse que a empresa não comprovou a contratação de apólice de seguro, pois um dos documentos apresentados estava sem assinatura. A empresa recorreu e conseguiu vitória na Justiça. A juíza Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública, considerou que a exigência já havia sido atendida e que o novo indeferimento configura uma repetição de ato que já havia sido declarado ilegal pela Justiça. A decisão cita entendimento do ministro do STF Alexandre de Moraes, que suspendeu a exigência de coberturas adicionais de seguro. STF suspende parte das regras para transporte de passageiros por moto em São Paulo Em nota, a Uber afirma que "a magistrada destacou o comportamento contraditório da administração municipal ao levantar questionamentos burocráticos de última hora sobre a declaração de seguro, como a ausência de assinatura, que não haviam sido questionados em fases anteriores e que extrapolam o que já havia sido julgado". Ainda segundo a empresa, "o tribunal pontuou ainda que a própria Uber apresentou, em 17 de julho, a declaração com assinatura eletrônica dos representantes da seguradora Chubb e as condições da apólice, esvaziando por completo as 'objeções formais tardiamente suscitadas' pelo município". Em 1º de abril deste ano, após reunião com a prefeitura, a plataforma 99 informou ter desistido de operar o serviço de transporte de passageiros por motocicletas na capital. Ministro do STF Alexandre de Moraes é relator da ação que questiona as regras impostas pela Prefeitura de SP para autorizar 'moto app' Luiz Silveira/STF Empresas alegam 'proibição disfarçada de regulamentação' Representando as plataformas, a CNS questionou a regulamentação do serviço de moto por aplicativo em dezembro de 2025, poucos dias depois da aprovação pela Câmara Municipal e sanção do prefeito, por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no STF. A principal alegação é que as regras eram muito rígidas e representariam uma "proibição disfarçada de regulamentação", já que até hoje nenhuma empresa foi credenciada. Em 19 de janeiro, Moraes, que é relator da ação, determinou a suspensão de parte das regras por entender que a prefeitura invadiu competência legislativa da União. Um dos dispositivos previa que a falta de análise de pedidos de credenciamento no prazo legal de 60 dias não concederia licença automática às empresas, proibindo a atividade por tempo indeterminado. O ministro também considerou ilegal a exigência da placa vermelha (categoria aluguel), já que a legislação federal não impõe essa obrigatoriedade aos serviços de transporte privado individual de passageiros por aplicativo. Moraes também destacou que a modalidade não pode ser equiparada ao mototáxi, que é regido por uma lei específica. Câmara de SP aprova regras para moto por aplicativo Posteriormente, em 30 de junho, Moraes suspendeu a regra que exigia das empresas a contratação de seguros mais abrangentes e com valores muito mais altos do que prevê a legislação federal. Na ocasião, o ministro deu prazo de 15 dias para a prefeitura analisar pedidos de credenciamento com base na regra nacional. Segundo a decisão, a administração municipal invadiu a competência da União ao legislar sobre o tema e impôs uma "barreira desproporcional" à atividade. O decreto publicado em dezembro pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) exigia que o Seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros (APP) deveria cobrir não apenas o passageiro, mas também o condutor e terceiros eventualmente envolvidos em acidentes de trânsito. O texto previa indenização de, no mínimo, R$ 100 mil para danos físicos e morais, além de despesas médicas e hospitalares, R$ 300 mil para invalidez e R$ 500 mil para morte. "Chama a atenção [...] a exigência de valores vultosos, destoantes do que se verifica com normas aplicáveis a atividades semelhantes, o que fortalece a tese de que o ente municipal, para além do rigor na regulação de tema de interesse da população, pretendeu inviabilizar a disponibilização do serviço de transportes de passageiros por motocicletas", destacou Moraes.

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Análise e Perspectivas

Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.

O portal Manchete Brasil continuará monitorando as atualizações em tempo real e emitirá novos boletins informativos à medida que novos comunicados forem formalizados pelas autoridades competentes.

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Redação Manchete Brasil

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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