Principais Fatos sob Análise
Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.
Campinas registrou alta em medidas protetivas no 1º semestre de 2026 Reprodução/EPTV O número de medidas protetivas concedidas pela Justiça de Campinas (SP) a mulheres vítimas de violência doméstica aumentou 21,5% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram informados nesta segunda-feira (13) pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). De acordo com o levantamento, foram 1.408 medidas protetivas concedidas de janeiro a junho deste ano, média de sete por dia. O total é maior que as 1.158 registradas nos seis primeiros meses de 2025. As medidas protetivas de urgência são ferramentas jurídicas previstas pela Lei Maria da Penha que visam garantir a segurança física, psicológica, sexual, patrimonial e moral de mulheres vítimas de violência doméstica. Elas podem incluir o afastamento do agressor da residência, a proibição de contato ou aproximação e a suspensão de porte de armas. O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo para comentar sobre o aumento, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria. Agressão Medidas protetivas concedidas em Campinas Uma mulher que não quis se identificar contou à EPTV, emissora afiliada da TV Globo, que foi agredida fisicamente e verbalmente pelo ex-marido. O homem teria tentado coagir a vítima a largar o emprego e a fazer o aborto do filho. Depois, ele ameaçou tirar a guarda do filho. "Se você não tem um advogado pra te orientar, você vai ceder a tudo por conta do medo de perder o filho. Então, vai aumentando a coisa, vai escalonando e quando você vê já está insustentável", relatou. A mulher também passou a ter consequências psicológicas por conta do relacionamento abusivo. Isso fez com que ela entrasse com um pedido de medida protetiva, que foi concedida pela Justiça. "Me protegeu muito emocionalmente, psicologicamente e fisicamente também, né? A minha saúde melhorou depois da medida protetiva. A minha qualidade de vida melhorou. Você tira o fator de perigo, o estresse da sua vida", ponderou. Rede de proteção Ceamo faz o acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica Prefeitura de Campinas A medida protetiva é a principal ferramenta jurídica de proteção às vítimas de violência doméstica. No entanto, muitas mulheres precisam de acolhimento ou orientação para enfrentamento de questões judiciais ou, até mesmo, para se manterem longe dos agressores. O Centro de Referência e Apoio à Mulher de Campinas (Ceamo) é uma das entidades que presta assistência às vítimas, inclusive de casos encaminhados pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo ou que as próprias vítimas procuram a instituição. Segundo a coordenadora de enfrentamento à violência, Graziela Bispo, o acolhimento é importante por conta da condição em que algumas mulheres são atendidas. "Muitas mulheres chegam com o emocional muito abalado, porque a violência já está ocorrendo há muito tempo. Algumas mulheres não conseguem identificar quais as violências que elas estão sofrendo. Por isso, a importância da prevenção", disse. "Então, quando a gente faz palestras, quando a gente fala com essas mulheres, quando a gente sai nos bairros, a gente sempre explica quais são as violências e o que são essas violências", completou. O Ceamo ainda orienta como ter acesso ao botão do pânico e faz o acompanhamento constante das vítimas por meio de aplicativos. "Quando essa mulher passa pelo primeiro atendimento com a equipe psicossocial, ela vai ter um monitoramento conforme a violência que está sofrendo. Então, é feita uma avaliação de risco e essa mulher é monitorada pelo WhatsApp, perguntando para ela se está tudo bem, como estão os filhos, se o autor da violência está respeitando a medida protetiva", explicou. Como pedir a medida protetiva Foto de arquivo da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas (SP) Daniel Mafra/EPTV A solicitação é um processo rápido e emergencial, e pode ser feita de diferentes maneiras: Delegacias: vá a qualquer Delegacia de Polícia. Sempre que possível, busque uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou Delegacia de Defesa da Mulher (DDM); Delegacia Eletrônica: em muitos estados, é possível registrar a ocorrência e solicitar a medida protetiva sem sair de casa, por meio da plataforma online da Polícia Civil; Órgãos de Justiça: é possível solicitar a proteção diretamente ao Ministério Público (MP) ou à Defensoria Pública do estado. Aplicativos de Proteção: alguns estados disponibilizam aplicativos de segurança específicos nos quais é possível acessar redes de apoio e canais de ajuda. Emergências: se a violência estiver ocorrendo ou houver risco iminente de agressão, ligue imediatamente para a Polícia Militar pelo número 190. O delegado tem até 48 horas para encaminhar o pedido à Justiça, que também tem o prazo de 48 horas para analisar e conceder a medida. Agora no g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
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Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.
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