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Justiça determina circulação mínima de ônibus após paralisação dos rodoviários em Manaus

Informações oficiais atualizadas sobre os principais acontecimentos de interesse nacional.

Justiça determina circulação mínima de ônibus após paralisação dos rodoviários em Manaus

Principais Fatos sob Análise

Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.

Paralisação interrompe circulação de ônibus e afeta passageiros em Manaus A Justiça do Trabalho determinou, na noite desta segunda-feira (20), que o transporte coletivo de Manaus mantenha uma frota mínima em circulação após a paralisação dos rodoviários. A decisão estabelece que 80% dos ônibus devem operar nos horários de pico e 50% nos demais períodos. Caso a determinação seja descumprida, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) estará sujeito a multa de R$ 120 mil por hora. A decisão foi proferida pelo desembargador David Alves de Mello Junior, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), e permite a continuidade da paralisação, desde que sejam respeitados os percentuais mínimos de funcionamento do transporte coletivo. Segundo a determinação, devem permanecer em circulação 80% dos rodoviários e veículos entre 6h e 9h e das 17h às 20h. Nos demais horários, o percentual mínimo é de 50%. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O magistrado também determinou que o Sindicato dos Rodoviários organize uma escala de rodízio para permitir a participação dos trabalhadores no movimento sem interromper totalmente o serviço. As empresas, por sua vez, deverão adequar a operação aos percentuais definidos pela Justiça. A decisão ainda proíbe o sindicato de impedir ou dificultar o acesso de trabalhadores e ônibus às garagens das empresas. Caso haja manifestações, elas deverão ser realizadas a pelo menos 200 metros das entradas dos estabelecimentos. Além da multa de R$ 120 mil por hora em caso de descumprimento, o desembargador alertou que o desrespeito à ordem judicial poderá configurar crime de desobediência. O sindicato também foi obrigado a divulgar, em suas redes sociais, um aviso informando o teor da decisão. Motivo da paralisação De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação é motivada pelo atraso nos pagamentos dos salários da categoria. Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, a decisão foi tomada após as empresas de ônibus continuarem descumprindo os prazos de pagamento. Em entrevista à Rede Amazônica, o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josenildo Silva, disse que o pagamento dos trabalhadores já foi garantido anteriormente por sentença judicial, que, segundo ele, não foi respeitada e cumprida pelas empresas de transporte coletivo. "Mesmo com a sentença assinada pelo desembargador Jorge Álvaro multando as empresas, eles não respeitaram. A Prefeitura precisa resolver essa pasta. O trabalhador precisa pagar as contas, tem água, tem luz, aluguel", informou. No início deste mês, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) concedeu uma liminar determinando que as empresas do transporte coletivo paguem 40% dos salários até o dia 20 de cada mês — ou no dia útil anterior, quando a data cair em fim de semana ou feriado — e os 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) informou que foi surpreendido pela paralisação do transporte coletivo urbano de Manaus, e afirmou que não recebeu aviso prévio nem foi procurado pelo sindicato dos rodoviários para tratar do movimento. A entidade disse que mantém diálogo aberto com os trabalhadores, informou que vai adotar medidas judiciais para restabelecer a operação dos ônibus e espera que o serviço seja normalizado o mais rápido possível. A Prefeitura de Manaus afirmou que não possui débitos pendentes do ano de 2026 junto ao Sinetram, "estando suas obrigações financeiras regularmente executadas para o ano corrente". O Governo do Amazonas afirmou que está cumprindo as obrigações relacionadas ao Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual em Manaus e informou que repassou mais de R$ 31,1 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) referentes a 2025. Sobre os valores ainda pendentes, o Estado disse que realizou um depósito judicial no ano passado, conforme determinação da Justiça, mas os recursos não foram liberados porque, segundo o governo, o Sinetram não assinou a petição conjunta necessária para concluir o procedimento. O governo também afirmou que segue os critérios definidos pela Justiça para calcular os repasses da meia-passagem estudantil e disse que precisa dos dados detalhados de utilização do benefício pelos estudantes para efetuar os pagamentos. Segundo o Estado, essas informações ainda não foram apresentadas pelo Sinetram, o que impede novos repasses sem comprometer as exigências legais e de transparência na aplicação dos recursos públicos. Fila de ônibus paralisados no Terminal 1, na Constantino Nery. Luzimar Bessa/Rede Amazônica

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Análise e Perspectivas

Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.

O portal Manchete Brasil continuará monitorando as atualizações em tempo real e emitirá novos boletins informativos à medida que novos comunicados forem formalizados pelas autoridades competentes.

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Ana Beatriz de Souza

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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