Principais Fatos sob Análise
Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.
Saúde de MS virou moeda de troca em esquema que fraudou R$ 27 milhões em compra de livros Joatan Gomes Peixoto, um dos alvos da Operação Gutenberg, vai deixar a prisão e passar a cumprir prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica. A medida cautelar valerá por, no mínimo, 180 dias. A conversão da prisão preventiva foi determinada nesta quinta-feira (16), conforme apurou a reportagem. De acordo com a defesa de Joatan, representada pelo advogado André Stuart, a decisão considerou a necessidade de cuidados com a família do investigado. O pedido apresentado à Justiça foi pela substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar por razões humanitárias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp "Ele já é um senhor de certa idade e tem uma filha de 21 anos com síndrome de Down, que não faz absolutamente nada sem a ajuda do pai e da mãe. Além disso, a mãe é uma senhora que passou por cirurgia de safena, com três pontes de safena. Tudo isso está bem documentado." LEIA TAMBÉM: O que se sabe sobre a fraude de R$ 27 milhões na compra de livros que envolve médica, ex-prefeito, advogados e servidores em MS Participação no esquema de R$ 27 milhões Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Joatan era um dos responsáveis pela Editora Avante. Conforme a investigação, a empresa foi usada pelo grupo para movimentar mais de R$ 27 milhões em recursos públicos por meio de contratos com prefeituras para a compra de livros. A Operação Gutenberg cumpriu 16 mandados de prisão preventiva. Até o momento, apenas Joatan Gomes Peixoto e Jéssyca Duarte Burgatt tiveram a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar. Heyder Bartz, apontado como um dos líderes da suposta organização criminosa, segue foragido. Ligação com a família Jafar Família Paroschi Jafar, suspeita de esquema em Campo Grande. Redes sociais/Reprodução Segundo o Gaeco, a Editora Avante era controlada pela família Jafar. A empresária e cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar é apontada como líder da organização investigada. Também são investigados os filhos Olívia, Felipe e Giovanni Paroschi Jafar, além da ex-nora Rhayane Souza Fanaia. Ainda conforme a investigação, para esconder a participação da família no esquema, a Editora Avante foi registrada em nome de outras pessoas. Rhayane aparecia como proprietária formal da empresa. Depois, segundo o Gaeco, a titularidade foi transferida para outras pessoas, entre elas Joatan Gomes Peixoto e Valesca Thais Albuquerque Teixeira. Investigação De acordo com o Gaeco, a Editora Avante atuava tanto no recebimento de recursos públicos quanto no direcionamento de contratações por meio de justificativas consideradas fraudulentas para dispensar licitações. Ainda segundo a investigação, os valores obtidos de forma ilegal eram distribuídos entre integrantes da organização, servidores públicos envolvidos e pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem do dinheiro. As investigações também apontam que servidores da área da saúde teriam condicionado a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à compra de livros vendidos pelo grupo. Nesse caso, o principal investigado é o então coordenador de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS), Ed Carlo Britto Burgatt. Segundo o Gaeco, ele usava o cargo para favorecer municípios que contratassem a editora e pressionar gestores que resistissem às negociações. Ed Carlo foi exonerado um dia após a operação ser deflagrada. A Operação Gutenberg foi realizada em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO), com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O nome da operação faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros. Segundo o MPMS, a escolha faz alusão ao uso dos livros para dar aparência de legalidade ao esquema investigado. Confira os alvos da operação: Rossana Paroschi Jafar, empresária (presa); Olívia Paroschi Jafar, médica e filha de Rossana (presa); Felipe Paroschi Jafar, ex-comissionado da Agesul e filho de Rossana (preso); Giovanni Paroschi Jafar (preso); Rhayane Souza Fanaia, ex-nora de Rossana (presa); Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar (preso); Ed Carlo Britto Burgatt, ex-coordenador de Regulação da SES-MS (preso); Francisco Anizio dos Santos (preso); Matheus Oliveira Peixoto (preso); Paulo Rogério de Melo, empresário (preso); Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo Rogério (preso); Geancarlo Leal de Freitas (preso); Gabriel Taquino de Paula (preso); Heyder Bartz (foragido); Joatan Gomes Peixoto (prisão domiciliar); Jéssyca Duarte Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo (prisão domiciliar). Suposto esquema de fraudes em contratos públicos movimentou mais de R$ 27 milhões em recursos MPMS Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.
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