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Estudo mostra que a Câmara destinou R$1,3 bilhão em emendas sem identificar o autor, prática que o STF aponta como inconstitucional

Informações oficiais atualizadas sobre os principais acontecimentos de interesse nacional.

Estudo mostra que a Câmara destinou R$1,3 bilhão em emendas sem identificar o autor, prática que o STF aponta como inconstitucional

Principais Fatos sob Análise

Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.

Câmara destina R$1,34 bi em emendas sem identificar autor. Um estudo da ONG Transparência Brasil mostra que a Câmara dos Deputados destinou R$ 1,3 bilhão em emendas sem identificar o autor. Uma prática que o STF - Supremo Tribunal Federal já apontou como inconstitucional. Deputados e senadores usam emendas parlamentares para destinar dinheiro do Orçamento para a compra de equipamentos, obras e execução de programas em seus estados e municípios. Uma das modalidades foi criada em 2020, as chamadas emendas de relator - que ficaram conhecidas como orçamento secreto, por não identificarem quem estava por trás delas. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucionais as emendas de relator e passou a exigir que o Congresso indicasse, de forma clara, o autor da indicação de emendas parlamentares e o destino do dinheiro. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Para atender essas exigências, em 2024, o Congresso mudou as regras e acabou com as emendas de relator. Sem essas emendas, deputados e senadores mudaram o foco para outra modalidade: as emendas de comissões temáticas, como as de Saúde, Educação e Transportes. Estudo mostra que a Câmara destinou R$1,3 bilhão em emendas sem identificar o autor, prática que o STF aponta como inconstitucional Jornal Nacional/ Reprodução Em 2022, as emendas de comissões movimentaram R$ 136 milhões. Já em 2025, subiram para mais de R$ 9 bilhões. E um estudo da Transparência Brasil mostra que essas emendas repetem a lógica do orçamento secreto, que o STF considerou inconstitucional pela falta de transparência e de informações sobre o destino do dinheiro. Em 2025, quase R$ 1,3 bilhão em emendas de comissões da Câmara aparecem sem o nome do deputado beneficiado. Consta apenas a expressão “liderança do partido” como autora da indicação. Sete partidos foram identificados no levantamento. O Progressistas teve o maior volume de recursos sem indicação de autoria, seguido do União Brasil e do PL. Em 2026, o levantamento até maio mostra que a prática se repete. Mais de R$ 373 milhões estão sem o nome dos deputados. E o PT entrou para a lista. A diretora do Transparência Brasil disse que esse modelo de emendas vai contra a exigência de transparência na aplicação do dinheiro público e citou casos recentes envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do Republicanos, que, segundo a Polícia Federal, indicaram o destino de emendas de comissão mesmo sem mandatos parlamentares. O ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou recursos dos dois ex-deputados. “Tem mais partidos aderindo a esse processo. Então, é preocupante que ainda seja permitido que esse tipo de alocação, de indicação, acabe ocultando os reais autores. A gente não pode permitir que esse tipo de emenda exista. Você vê como isso também está sendo usado para ocultar, às vezes, não só autores que possam estar dentro do Congresso, mas pessoas até que possam estar fora do Congresso, que nem mandato têm”, diz Juliana Sakai, diretora-executiva do Transparência Brasil . O Republicanos e o Solidariedade afirmaram que seguem rigorosamente as disposições legais para indicação de emendas. O Podemos declarou que só usa emendas de bancada, sem relação com um parlamentar específico, de forma extremamente específica e reduzida. A Mesa Diretora da Câmara e os outros partidos citados na reportagem - Progressistas, União Brasil, Avante, PL e PT - não se manifestaram. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Troca de mensagens entre Cunha e servidora aponta ‘burla’ em alocação de emendas, diz PF; veja diálogos Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil

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Análise e Perspectivas

Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.

O portal Manchete Brasil continuará monitorando as atualizações em tempo real e emitirá novos boletins informativos à medida que novos comunicados forem formalizados pelas autoridades competentes.

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Felipe Alencar

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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