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Entenda por que bancária demitida após competir em campeonato de fisiculturismo durante licença médica teve justa causa anulada

Informações oficiais atualizadas sobre os principais acontecimentos de interesse nacional.

Entenda por que bancária demitida após competir em campeonato de fisiculturismo durante licença médica teve justa causa anulada

Principais Fatos sob Análise

Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.

Sede do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) na Avenida Paralela, em Salvador TRT-BA Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) chamou atenção ao anular a justa causa aplicada a uma bancária do Banco Santander de Itabuna, no sul do estado, demitida após disputar um campeonato de fisiculturismo durante licença médica para tratamento de transtornos psicológicos. Mas, afinal, por que a Justiça decidiu a favor da trabalhadora? Segundo a Quarta Turma do TRT-BA, a participação em uma competição esportiva, por si só, não é suficiente para comprovar que uma pessoa está apta para trabalhar ou que tenha cometido fraude ao receber benefício por incapacidade. A decisão, divulgada na sexta-feira (10), ainda cabe recurso. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Agora no g1 Nesta reportagem, você vai entender: O que levou à demissão? O que alegou a trabalhadora? Por que a Justiça anulou a justa causa? O que muda com a decisão? O que levou à demissão? A bancária estava afastada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para tratar transtornos de ansiedade, esgotamento físico e mental e outros sintomas relacionados à saúde psicológica. Durante o período de licença, o banco recebeu uma denúncia anônima informando que ela participava de campeonatos de fisiculturismo. Após analisar fotos e publicações nas redes sociais da funcionária, o Santander instaurou uma sindicância interna e concluiu que a atividade esportiva era incompatível com o quadro de incapacidade, aplicando a demissão por justa causa. O que alegou a trabalhadora? A defesa afirmou que a bancária já praticava fisiculturismo antes de ser contratada pelo banco e que a atividade física fazia parte do tratamento psiquiátrico, por recomendação médica, como estratégia para enfrentar o adoecimento mental. Por que a Justiça anulou a justa causa? Ao analisar o caso, a relatora do processo, a juíza Lucyenne Veiga, destacou que não existe incompatibilidade automática entre um diagnóstico de transtorno psicológico e a participação em competições esportivas. Na avaliação da magistrada, especialmente quando há indicação médica para a prática de atividade física, disputar um campeonato não significa, necessariamente, que a pessoa esteja em condições de retornar ao trabalho. Além disso, o TRT apontou que o banco não garantiu o direito de defesa da funcionária durante a sindicância interna. Segundo a decisão, a bancária não foi chamada para prestar esclarecimentos e o médico psiquiatra responsável pelo tratamento também não foi ouvido antes da aplicação da justa causa. Por isso, os desembargadores entenderam que não houve comprovação de falta grave. O que muda com a decisão? A Justiça determinou a reintegração da bancária ao quadro de funcionários do Santander. No entanto, como ela ainda permanece em benefício previdenciário por incapacidade decorrente de doença ocupacional, o contrato de trabalho continuará suspenso enquanto durar o afastamento. Nesse período, também ficam assegurados os salários e demais direitos trabalhistas definidos pela decisão. Em nota, o Santander informou que discorda do entendimento do TRT-BA e afirmou que recorrerá ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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Análise e Perspectivas

Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.

O portal Manchete Brasil continuará monitorando as atualizações em tempo real e emitirá novos boletins informativos à medida que novos comunicados forem formalizados pelas autoridades competentes.

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Juliana Mendes

Colaborador editorial e correspondente jornalístico especializado no portal Manchete Brasil.

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