Principais Fatos sob Análise
Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.
Brasil tem 2ª maior reserva de terras raras do mundo, mas só 1% da produção global Nos últimos dois anos, a Agência Nacional de Mineração liberou quase 2 mil pedidos de pesquisas sobre terras raras no Brasil. São minerais importantíssimos para a fabricação, por exemplo, de carros elétricos e celulares. Num país com mais de 8,5 milhões de km², a ajuda para descobrir o que tem no solo vem do céu. O avião emite ondas para encontrar minerais. Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil fazem o trabalho por terra. Apesar do esforço, apenas 30% do território brasileiro está mapeado. "E esses levantamentos, dados, são gerados e interpretados, podem incrementar de forma substancial não só o conhecimento, mas a própria indústria mineral", conta Vilmar Simões, diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil. Esse mapeamento é ainda mais importante diante do interesse mundial pelos minerais críticos, entre eles as terras raras, essenciais para produtos tecnológicos. O Brasil tem a segunda maior reserva do planeta de terras raras. A maior fica na China, mas a nossa produção ainda é muito pequena, chegando a apenas 1% do que é produzido no mundo. De acordo com a Agência Nacional de Mineração, o Brasil está diante de uma corrida em busca desses minerais. Nos últimos dois anos, foram quase 2.000 autorizações para que empresas façam pesquisas para explorar novas reservas. Bahia, Minas e Goiás lideram os pedidos. "Nós vemos investidores de todas as partes do mundo e também brasileiros buscando a certificação de reservas e identificação de reservas do Brasil. Nós estimamos que serão investidos no Brasil 76,3 bilhões de dólares nos próximos 5 anos na mineração", diz o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração. Apesar de todo esse potencial, o Brasil ainda precisa avançar muito na industrialização para beneficiar a matéria-prima. Essa é a ideia central do projeto de lei sobre minerais críticos que foi aprovado na Câmara e agora está no Senado. Mas antes da industrialização, especialistas dizem que existe uma outra etapa fundamental: a das pesquisas, como as que são feitas no centro de processamento mineral da Universidade Federal de Catalão. São vários desafios ainda em busca de respostas. Esses elementos normalmente estão misturados a outros materiais. Cientistas buscam formas para isolá-los de maneira mais eficiente. Além disso, a mineração das terras raras não é simples e é preciso desenvolver técnicas economicamente viáveis para a extração. "É muito importante que a gente desenvolva essas pesquisas. Porque a gente consegue sempre reduzir custos, fazer mais gastando menos. E outra, com o passar do tempo, a própria legislação ambiental se torna cada vez mais exigente. Reagentes que a gente usava no passado não podemos usar mais. Como é que nós vamos substituir esses reagentes se a gente não tiver na vanguarda desenvolvendo tecnologia nova?", explica André Carlos Silva, pesquisador do CPMin/UFCAT. Com os elementos de terras raras são fabricados robôs, carros elétricos, turbinas eólicas, equipamentos hospitalares e celulares. Elenice Schons, pesquisadora do CPMin/UFCAT, explica: "Nós não conseguiríamos mais essa vida, o estilo de vida que nós levamos, sem a mineração. Dentro de um celular nós temos mais de 200 minerais diferentes presentes, cada um com a sua função específica". GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Mês de junho é mais quente da história em países da Europa; nova onda de calor avança pelo continente Com o avanço de um super El Niño, produtores brasileiros se preparam para extremos de chuva e seca
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Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.
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