Principais Fatos sob Análise
Um acontecimento de relevância nacional mobiliza as atenções públicas no país nas últimas horas. A nossa equipe de apuração de fatos levantou as principais frentes de informação para contextualizar a matéria.
Advogada é presa em resort suspeita de dar golpes em clientes de Goiás A advogada Rina Campbell Pena, que tinha sido presa em um resort de luxo na Bahia, é suspeita de desviar cerca de R$ 600 mil de clientes em Goiânia, informou a Polícia Civil de Goiás. Segundo a investigação, ela retirava valores de alvarás e não os repassava para os clientes. Ela foi solta após habeas corpus. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 GO no WhatsApp Rina foi presa na quarta-feira (22). Em nota, a OAB-GO afirmou que apura infrações ético-disciplinares quando toma conhecimento dos fatos, mas não comenta eventuais prisões ou condenações de advogados inscritos (veja a nota completa ao final da reportagem). Para o g1, a defesa da advogada alegou que a prisão de Rina era "injusta e incompatível com os elementos efetivamente constantes dos autos". Além disso, a defesa informou que os esclarecimentos sobre o caso serão apresentados de forma técnica, responsável e devidamente fundamentada, em momento oportuno. Após o pedido de habeas corpus ser atendido pela Justiça, a advogada teve a liberdade reestabelecida. Na decisão, ficaram determinadas três medidas cautelares: Comparecimento mensal ao juízo, para informar e justificar suas atividades; Proibição de ausentar-se da Comarca de Goiânia, por mais de 15 dias, sem autorização judicial; Suspensão do exercício da advocacia, até o exame do mérito do presente habeas corpus, a fim de resguardar a ordem pública. LEIA TAMBÉM: Advogada é presa em resort suspeita de dar golpes em clientes de Goiás Empresária é procurada por golpes na internet que causaram prejuízo estimado em mais de R$ 800 mil, diz delegado Golpe do falso investimento: operação mira esquema de fraudes eletrônicas que teria movimentado mais de R$ 188 milhões Advogada é suspeita de aplicar golpes Reprodução/ TV Anhanguera Investigação A investigação apontou que a advogada fez 17 vítimas. De acordo com a polícia, ela convencia os clientes de baixa renda com financiamento imobiliário a pedirem revisões dos contratos e/ou distratos na Justiça ou a renegociar as dívidas, afirmando que isso reduziria os juros e o valor das parcelas. Dessa forma, as parcelas deixavam de ser pagas e as dívidas aumentavam devido aos juros. “Ela conseguia, por meio de captadores de ações ou do boca a boca, convencer os clientes a entrarem com ações revisionais de contrato ou fazer acordos com imobiliárias. Uma vez feito isso, ela encontrava alguma forma de se apropriar do direito dessas vítimas”, afirmou o delegado Douglas Pedrosa em entrevista à TV Anhanguera. Para a TV Anhanguera, uma das vítimas relatou que havia recebido uma proposta de acordo de cerca de R$ 54 mil. Entretanto, a advogada a convenceu a não aceitar e entrar com a ação judicial. “Depois de um tempo, ela fez um acordo por conta dela e eu descobri porque estava demorando muito. Ela começou a não me atender, não me responder, aí a gente descobriu que ela tinha feito um acordo por conta própria e já tinha pego o dinheiro”, contou. NOTA DA DEFESA A defesa de Rina de Oliveira Campbell Pena informa que foi restabelecida sua liberdade, em total conformidade com a justiça e a realidade dos fatos. Desde o início, a defesa sustentou que a sua privação de liberdade era injusta e incompatível com os elementos efetivamente constantes dos autos, posição que agora encontra respaldo na decisão que determinou sua soltura. Em respeito ao regular andamento do processo e ao compromisso com a verdade dos fatos, todos os esclarecimentos serão apresentados no momento oportuno, de forma técnica, responsável e devidamente fundamentada. Na ocasião adequada, serão demonstradas as inconsistências das alegações que vêm sendo divulgadas até o momento, bem como restabelecida a correta compreensão dos fatos, preservando-se o direito de defesa, a presunção de inocência e o devido processo legal. A defesa reafirma sua confiança na Justiça e informa que, por ora, não fará outras manifestações sobre o mérito da causa. Nota da OAB A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO), por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP), acompanhou a Operação Causa Própria, nos dias 22 e 23 de julho, que envolve uma advogada. A Seccional esclarece que apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento, tomando as medidas cabíveis para defender a dignidade da advocacia, sempre respeitando o amplo direito de defesa e o contraditório. A OAB-GO reforça que esse acompanhamento visa resguardar as prerrogativas profissionais e fiscalizar o cumprimento dos preceitos éticos da advocacia. Por fim, informa que não comenta eventuais prisões ou condenações de seus inscritos. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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Especialistas e analistas de mercado apontam que eventos desta natureza demandam um acompanhamento contínuo dos setores envolvidos, cujos reflexos devem se estender pelas próximas semanas no cenário nacional.
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